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| Bené não conteve a emoção no encontro com Buião (FOTOS: Clara's Imagens) |
CERCA DE 200 pessoas, entre ex-jogadores, esposas, ex-dirigentes, jornalistas e desportistas, passaram pelo espaço durante pouco mais de quatro horas de evento, que teve homenagens, narrativas de histórias do campo e de fora das quatro linhas, causos dos bastidores do futebol local e, como é tradição, a dedicatória àqueles que não estão mais neste plano.
UM DOS momentos mais aplaudidos foi o reencontro de Buião, Bené e Ozias, que jogaram juntos entre os times de base e profissional do Atlético, em 1965. Hoje septuagenários, o trio não conteve a emoção depois de tanto tempo distante por força do destino. “Ele foi meu colega de quarto no alojamento do antigo Estádio Antônio Carlos, lá em Belo Horizonte. Era amigo para todas as horas, sossegado que só ele. Marcou muito a minha vida naquela época, tanto pessoal como profissional. É muito gratificante revê-lo aqui”, descreveu Buião, ao se referir a Bené, que foi ás lágrimas copiosamente e se tornou o “chorão” da noite.
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| Encontro reuniu cerca de duzentas pessoas, especialmente ex-jogadores amadores e profissionais (VENETA) |
- Galeria de fotos (Clara's Imagens)
BOÊMIA
NA MESMA mesa junto aos ex-companheiros de Galo, Ozias revelou que não se encontrava com Buião há 50 anos e fez questão de se lembrar de alguns treinadores que passaram pelo Atlético, dos mais diversos estilos, desde Paulo Amaral, que antes de se tornar técnico foi preparador físico do Brasil na conquista da Copa de 58, a Wilson de Oliveira, Marão, Martim Francisco e Afonso Silva, o “Bandejão”, que sofriam nas mãos dos boêmios do Atlético. Somente em 64 foram cinco técnicos diferentes.
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| Bené , Buião e Ozias jogaram juntos em 1964, no Atlético (VENETA) |
SEGUNDO O trio, a turma da noite tinha, também, Bueno, Reginaldo, Toninho e Bueno. “A gente que era quieto e sossegado, mas se fosse pela quantidade de vezes que eles nos chamavam, todo mundo teria ido”, acrescenta Buião.
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| Ex-jogador do Cassimiro, Lelê (C) ganhou um dos brindes da noite |
E POR fim, Buião, cujo nome no futebol veio por um erro de digitação no jornalzinho da escola do antigo apelido (“bujão”, por ser gordinho), ele fez um lamento pelo fim do time da AGAP. “Era uma ideia fantástica, mas acabou-se com o tempo. Antigamente, a maioria de jogadores de Atlético Cruzeiro e América era de Minas Gerais e quando parava de jogar ficava por aqui mesmo. Hoje em dia, a maioria vem de fora e a passagem pelos nossos clubes é rápida e fica sem condições de montar essas seleções de ídolos do passado como na nossa época”.




Meus parabéns pela bela matéria companheiro.
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