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| O Montes Claros venceu o Araxá por 1 a 0, empata em pontos com o rival e fica atrás no saldo de gols (fotos: De Veneta) |
O HERÓI da tarde foi o zagueiro Wesley, que fez o gol aos 13’ da etapa final, num cabeceio após a cobrança de escanteio de Renato Silva. O defensor foi às lágrimas ao final da partida e consolado pelos fisioterapeutas Vinícius Ramos e Jomar Almeida.
ELE REVELOU à VENETA que “jogou no sacrifício por causa de uma entorse”; precisou de um tratamento intensivo durante a semana, fez até uma ressonância, tomou duas injeções para contornar a dor e atuou com uma espécie de armação de esparadrapo no tornozelo para dar mais firmeza ao pé.
FOI ATÉ firme demais. Ainda no primeiro tempo, recebeu um cartão amarelo depois de “chegar junto” e bater boca com o atacante William Darros, do Araxá. Foi o terceiro amarelo e Wesley está fora do jogo contra o Passos, sábado que vem, de novo em casa, para cumprir a suspensão automática.
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| Zagueiro Wesley, autor do gol da vitória, entre os fisioterapeutas Jomar Almeida e Vinícius Ramos |
PESADO
COMO COIMBRA e Valério, que foram adversários nas rodadas iniciais mas pontuar contra ambos, o MCEC sabia que o confronto direto com o Araxá, outro postulante ao acesso, seria pesado. “Até mesmo para a afirmação do projeto, da credibilidade junto aos torcedores, à opinião pública e à diretoria; tínhamos que vencer para mostrar que somos bons e estamos vivos”, analisou para o blog o técnico Milagres. Segundo ele, dar resistência à mudança de esquema tático do Araxá no decorrer da partida também valorizou a vitória do Montes Claros.
O JOGO foi duro e truncado, com 30 faltas e apenas quatro finalizações em direção ao gol. As inúmeras paralisações por atendimento médico, substituições (o Araxá teve dois lesionados com menos de 30’), advertências e até uma briga, tudo isso no primeiro tempo, deu a entender que o árbitro Michel Patrick Costa marcaria pelo menos cinco minutos de acréscimo. Foram apenas três.
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| Expulso, médico Michel Lopes (C) aguardando chamado de trás do alambrado |
NÃO BASTASSE isso, após marcar uma falta inexistente na lateral a favor dos visitantes, na sequência do lance o árbitro ignorou um pênalti claro para o Araxá, já aos 50’ do 2º tempo. Ao final do jogo, foi cercado pelos jogadores do Ganso e precisou ser escoltado pela Polícia Militar de choque.
O EXPERIENTE Jônatas Obina fez sua estreia em casa no comando de ataque do Montes Claros. Não fez um chute a gol, mas foi um dos mais eficientes em campo com a proteção da bola, passe, “puxando” a marcação e a própria catimba para garantir a vitória no confronto direto. “Você tem que ajudar de alguma forma. Estava bem marcado por eles; vieram fechados e sabem como eu jogo. Procurei então dar mais espaço aos companheiros e consegui fazer outras funções que foram importantes para vencer um time tão forte como é o Araxá”, disse à VENETA.
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| Árbitro Michel Patrick, assistentes e 4º árbitro precisaram de escolta da PM ao final do jogo |
Classificação
1) Valério, 13
2) Coimbra, 12
3) Pouso Alegre, 11
4) Araxá, 9 (saldo 7)
5) União Luziense, 9 (saldo 3)
6) Montes Claros EC, 9 (saldo – 2)
7) Patrocinense, 8
8) Athletic, 7 (saldo 0)
9) Minas Boca, 7 (saldo – 5)
10) Ponte Nova, 6
11) Passos, 4
12) Bétis, 3 (uma vitória)
13) Boston City, 3 (três empates)




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