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| Encontro revelou números sobre o potencial de recursos que a cidade tem para aplicação em iniciativas esportivas a partir da lei de Incentivo, do Governo Federal (fotos: reprodução MCV) |
A DISCUSSÃO foi fomentada pelo Montes Claros Vôlei, que trouxe à cidade José Cândido Muricy, diretor e coordenador de Gestão da Lei de Incentivo (Ministério do Esporte), para apresentar detalhes da respectiva legislação. Pelo quantitativo de filiados e o poder de mobilização, o MCV encontrou na Associação Comercial, Industrial e de Serviços a parceira ideal para convencer novos parceiros a financiarem a manutenção do projeto profissional pelo quarto ano consecutivo com a atual gestão.
E CASO também seja interesse desses empresários, que possam apoiar outras iniciativas como a do Montes Claros Handebol, equipes de caratê, basquete e os times de futebol de base para que não aconteça como no ano passado, quando um valor expressivo em impostos deixou de ser revertido em iniciativas esportivas.
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| Na Superliga 16/17, MCV fez a 5ª melhor campanha; meta é subir mais um degrau (foto: Alex Sezko) |
A PARTICIPAÇÃO considerável de empresários e de contadores de grandes empresas no encontro, conforme o blog apurou, deixou uma boa impressão ao MOC Vôlei nas tratativas para conseguir estes novos apoiadores. O time já corre contra o tempo, pois o mercado de contratações está agitado desde o fim da Superliga. Para se ter uma ideia, seis dos principais atletas que o clube teve na temporada anterior já estão empregados em outros lugares – inclusive no exterior.
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| José Cândido Muricy destacou o potencial da cidade para inserção na Lei de Incentivo |
O CLUBE já conta com algumas parcerias a partir de incentivos ao esporte, como na implantação dos núcleos de escolinha e no custeio da comissão técnica que for contratada para a próxima temporada. A projeção para 2017/2018 é por um orçamento em torno de 40% a mais em relação à Superliga anterior, mas para atingir este caixa e contratar jogadores é preciso captar novos patrocinadores e parceiros na cessão de produtos, serviços e logística.
SOUZA REVELOU à VENETA que a intenção é de montar um time mais competitivo e que tenha condições de superar a quinta melhor campanha da última Superliga.
ORIENTADORES
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| Newton Figueiredo, presidente da ACi/MOC |
POR SUA vez, José Cândido Muricy considerou Montes Claros com um valor estratégico muito importante para maior adesão de empresas às Leis de Incentivo. “Estamos aqui aproximando a legislação aos empresários. A lei permite algo próximo de R$ 400 milhões em todo o Brasil para incentivo ao esporte a cada ano, mas historicamente, no melhor desempenho anual que alcançamos, somente R$ 235 milhões (58,7%) foram captados, como aconteceu em 2016. O restante, talvez por falta de conhecimento ou mesmo desinformação e dificuldade de acesso às leis, não é aplicado”, enfatizou.
SEGUNDO ELE, a visita à cidade foi determinante para que o empresário entenda melhor como funciona a legislação e possa apoiar os projetos esportivos e sociais de sua região. “Para a empresa é muito importante usar a lei para divulgar a sua marca, conquistar novos públicos e fazer negócios. É um dinheiro que ele, empresário, já pagaria no imposto devido e, com a adesão, passaria a colocar o dinheiro numa ação de marketing para divulgar a própria marca”, acrescentou Muricy, em vídeo institucional divulgado pelo MOC Vôlei.
AINDA CONFORME o representante do Ministério do Esporte, a lei garante a aplicação de 1% do imposto de renda devido em iniciativas esportivas – e ainda a co-participação no ICMS. “Devidamente orientada, basta a empresa se inscrever. As pessoas físicas também podem ser incentivadoras a partir do lucro real declarado no imposto de renda – o percentual é de 6%. Cabe ao Ministério aprovar o projeto e o recurso é destinado diretamente pelo empresário para a empresa apoiada.




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