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| Lance de um dos rallies do primeiro jogo entre Montes Claros e Campinas; defesa do MCV se confundiu (Fotos: Alex Sezko) |
AS PARCIAIS altas e apertadas deixam evidente o equilíbrio entre os dois times, mas em vários momentos do jogo o Campinas soube recorrer à maior experiência de atletas como Rivaldo, Vini, Diogo e Rodriguinho, que mostraram grande variação de jogo. Os visitantes souberam até mesmo catimbar para pressionar árbitros e os fiscais e tirar a concentração do elenco montes-clarense. Houve três lances polêmicos, que interromperam o jogo. Bob foi o único advertido com cartão amarelo.
DO LADO montes-clarense, o time foi valente até quando pôde, mas a queda de rendimento físico de alguns jogadores, nítida à medida que o jogo ia avançando, pesou contra. Pelo menos quatro deles vêm de histórico de lesões. Os centrais Salsa e Robinho, por exemplo, jogaram no sacrifício. Ficaram vários dias da semana sem treinar para intensificar o tratamento e ter condições físicas de entrar em quadra. Jonatas foi titular apenas nos dois sets e também sentiu o desgaste.
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| No bloqueio, empate com sete pontos para cada lado |
O CAMPINAS, por sua vez, mudou a forma de sacar. Ao invés de forçar na maior parte do tempo, balanceou; flutuou. A defesa do Montes Claros se confundiu e cometeu erros, especialmente ao final dos sets vencidos pelos paulistas.
FALA MARCELINHO
À VENETA, o treinador Marcelinho Ramos fez resumo do jogo. “Esta série é a mais equilibrada pelo que os times fizeram na primeira fase. Vínhamos de um histórico superior a 70% de aproveitamento em casa e isso nos dava bastante confiança, mas a primeira dificuldade foi com a mudança no estilo de saque que o Campinas propôs. Mesmo com as limitações no grupo, jogando com atletas que foram mesmo para o sacrifício, o lado emocional também teve seu peso, principalmente no quarto set, quando permitimos ao adversário reagir e tirar a nossa vantagem de seis pontos”. Sobre a “oscilação”, ele lembra que vários jogadores do grupo estão em seus primeiros play-offs. A pressão, mesmo sendo natural, segundo o técnico, é potencializada.
E COMPLETOU: “a gente tem que reconhecer o mérito do adversário. Num jogo decisivo, você cravar nove aces faz muita diferença ao final”.
ÍDOLO “AQUI e lá”, o levantador Rodriguinho revelou que o Campinas jogou o máximo possível. “Foi um risco a gente fazer o primeiro jogo aqui, diante da pressão que viria da torcida e da própria força do adversário. Mas um risco calculado porque esta é uma série igual, com dois times bem parecidos. Agora, para continuar à frente vamos ter que jogar melhor em nossa casa. É a motivação que a vitória nos dá”, analisou.
MONTES CLAROS – Luan Weber; Jonatas, Murilo Radke, Robinho, Bob e Salsa – Líbero: Gianzinho. Entrou Alê Monteiro. CAMPINAS – Rivaldo, Diogo, Rodriguinho, Vini, Maurício de Souza e Temponi – líbero Brendle. Entraram ainda Baiano, Matheus e Jotinha.
Maiores pontuadores: Rivaldo (20) e Luan (19). Troféu Viva Vôlei: Rivaldo.


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