29 de novembro de 2016

#ForçaChape: emoção e solidariedade montes-clarense

VÔLEI E Rugby se unem ao futebol e fazem homenagem à Chapecoense; ex-companheiro, Túlio de Melo se diz chocado e dirigentes de Ateneu e Funorte apontam clube como exemplo de sucesso



NÃO PODERIA ser diferente e o esporte em Montes Claros se uniu ao drama nacional e mundial com a tragédia que vitimou jogadores, dirigentes e comissão técnica da Chapecoense, 21 jornalistas e a tripulação da Lamia, empresa do avião que caiu na região de Antióquia, próximo a Medellín, na Colômbia, na madrugada desta terça-feira. O time catarinense seguia viagem para o primeiro jogo da final da Copa Sul-americana contra o Atlético Nacional, nesta quarta-feira, em Medellín.

O MONTES Claros Vôlei já anunciou que, para o jogo pela Superliga Nacional 2016/2017 contra o Brasil Kirin/Campinas, nesta quinta-feira, no Ginásio Poliesportivo Tancredo Neves, haverá uma homenagem ao clube catarinense. Os atletas entrarão em quadra com a faixa “Estamos Juntos com Você – #ForçaChape”. Será respeitado um minuto de silêncio. A partida será transmitida pela Rede TV!.



FAMÍLIA CHAPE

MONTES-CLARENSE, o atacante Túlio de Melo está atualmente no Sport Recife. Em 2015, defendeu a Chapecoense entre julho e dezembro, depois de mais uma década atuando em clubes da França, Dinamarca, Inglaterra e Espanha. A VENETA fez contato com o jogador na tarde desta terça e ele se revelou em estado de choque, até porque, nos seis meses que passou em Chapecó, resumiu o clube como uma família. “Estou muito abalado; sem condições de fazer ou falar qualquer coisa neste momento”, disse o atacante, que havia atuado com a maioria dos atletas que faleceram na Colômbia. "Coração machucado, sangrando... Irmãos que se foram e serão acolhidos pelo senhor", publicou na rede social Instagram.


Túlio de Melo e o abraço ao capitão e meia Cléber Santana, uma das vítimas
NO JOGO entre Chapecoense e Libertad/Paraguai, por exemplo, no qual Túlio marcou o gol que garantiu a Chape nas quartas de final da Sul-americana/2015, sete dos jogadores que estavam no voo atuaram ao lado do atacante, como o goleiro Danilo e os meias Gil e Cléber Santana. O artilheiro Bruno Rangel era seu reserva naquela partida. Túlio fez 16 jogos pela Chape e marcou seis gols.

NA RÁDIO Transamérica, o programa Bola na Rede, com Dhiogo Revert e Saulo Souza, foi todo dedicado ao fato, do qual também participei com informações em tempo real sobre o acidente. Mensagens de áudio e de texto dos ouvintes de Montes Claros e de várias cidades foram ao ar, resumindo o sentimento de solidariedade e de comoção que atingiu todos os brasileiros. Reportagens em cadeia com rádios de São Paulo, Rio de Janeiro e de Santa Catarina também foram ao ar.

O PROGRAMA Camisa 12, da TV Geraes (Rede Minas) postou nas redes sociais uma mensagem de solidariedade “ao esporte nacional” com a queda do avião que transportava da equipe catarinense. “Hoje não é dia de comemorar, mas seguimos com o compromisso com a informação, em solidariedade também aos abnegados profissionais de imprensa que também se vitimaram”.

NO CASSIMIRO de Abreu, os trabalhos com os alunos da escolinha de futebol iniciaram com uma oração ecumênica em memória às vítimas do acidente.

O MONTES Claros Rugby fez também a sua homenagem pelas redes sociais. "Força a todos. O Terremoc se solidariza com a família e os envolvidos de todas as vítimas deste triste acontecimento".

NO AEROPORTO


Halley no encontro com Caio Júnior, técnico da Chape em Sampa
O JORNALISTA esportivo Heberth Halley também foi jogador de futebol, com passagens pela base do Cruzeiro e hoje é técnico/professor de futsal do Colégio Padrão. Há dois meses, enquanto seguia viagem para João Pessoa/PB para os Jogos Escolares Brasileiros, encontrou com a delegação da Chapecoense no aeroporto de Garulhos, em São Paulo. “Quem gosta de futebol sempre vai atrás de uma resenha. Fui lá conversar com eles, que foram gentis e atenciosos o tempo todo”, disse, sobre as fotos que tirou ao lado do técnico Caio Júnior e os jogadores Kempes e Bruno Rangel.

PRESIDENTE DO Ateneu, Cássio Aquino revelou que tinha o time de Chapecó como exemplo maior para o processo de soerguimento do Broca. “A Chapecoense é um espelho do bem. Um clube de uma cidade de 210 mil habitantes que se mantém na Série A com maestria e competência, consegue uma projeção nacional e internacional em tão pouco tempo, merece ser copiado e nos serve de exemplo”. E completou: “Lamento profundamente e me solidarizo com os familiares, amigos, torcedores e com toda a população de Chapecó, assim como os brasileiros dos demais países”.

GERENTE DE futebol do Funorte EC, Cláudio Teixeira também fez homenagem ao time do Sul do País. "A Chapecoense é um grande símbolo e exemplo de que vale a pena se dedicar aos nossos sonhos, com fé e esperança. O fato de mexermos com futebol e receber uma notícia dessa nos deixa comovidos. O sentimento é de carinho, conforto, afeto e amizade". 

CHAPECÓ

CHAPECÓ É uma cidade do interior de Santa Catarina com cerca de 200 mil habitantes, um pouco menos que a metade dos moradores de Montes Claros. A Chapecoense, fundada em 1973, alcançou a projeção nacional na década passada. Em menos de sete anos, saiu da Série D do Campeonato Brasileiro para a Primeira Divisão Nacional, com destaque para a classificação para a final inédita de uma competição internacional: a Copa Sul-americana 2016. Jogaria amanhã, em Medellín, contra o Nacional, o primeiro jogo das finais.

25 de novembro de 2016

Desafio e aprendizagem no Mineiro de Vôlei Sub-19

MONTES CLAROS Tênis Clube disputa pela primeira vez a competição de base, com a proposta de dar rodagem e experiência ao grupo ainda em idade infanto-juvenil

Time do MCTC que disputa o Mineiro Sub-19 é dois anos mais novo, em média, em relação ao limite da idade (foto: divulgação)
UM MISTO de desafio com aprendizagem. Este é o roteiro definido pelo Montes Claros Tênis Clube para disputar pela primeira vez o Campeonato Mineiro de Vôlei Sub-19. A competição masculina teve início nessa quinta-feira e prossegue até o sábado, com oito equipes, em Uberlândia.

“É UM desafio que decidimos encarar, mesmo sendo a primeira experiência nesta competição e com um time ainda bem jovem, com média de idade de 16/17 anos”, resume o técnico Norberto Prates.

O GRUPO que ele levou para o Triângulo Mineiro é o mesmo montado em fevereiro do ano passado e foi encorpado no primeiro semestre, com uma peneira que trouxe a Montes Claros mais jovens atletas de outras cidades do Norte de Minas.

COM JOGOS de apenas três sets, o MCTC fez cinco jogos no Campeonato Sub-19 até aqui e foi superado em todos, mas ainda assim há pontos positivos, segundo Norberto. “É a nossa primeira competição nesta categoria, enquanto os outros clubes já são mais bem estruturados e experientes que o nosso. O Minas, por exemplo, com quem fizemos um jogo bem equilibrado, tem atletas da seleção brasileira”, completa.

RESULTADOS

O time venceu dois sets na competição até aqui
OS OITO times participantes jogam entre si em um turno. A pontuação também diferente em relação ao adulto. Cada set vale um ponto na tabela. O MCTC soma dois até aqui após a sequência contra o Sada/Cruzeiro (0x3 – 17/25, 19/25 e 14/25), Uberlândia ABCD (1x2 – 25/23, 9/25 e 18/25), Olympico Clube/BH (0x3 – 22/25, 23/25 e 21/25), Academia do Vôlei/Gabarito/Uberlândia (0x3 – 25/27, 12/25 e 13/25) e Minas Tênis Clube (1x2). Jogará, ainda, contra o Clube dos Oficiais da Polícia Militar (COPM/Beagá Esportes) e Associação Pró-Esporte e Recreação (Três Corações).

A DELEGAÇÃO conta com 14 atletas, além do gerente de vôlei Tião Ray. “Sabíamos que o time iria entrar ainda sem condições de jogar no mesmo nível dos demais clubes, mas é extremamente válido para dar experiência aos atletas; ganham rodagem e bagagem”, analisa.

O GRUPO disputou o Mineiro Sub-17, mês passado, e terminou na quinta colocação. No mês que vem, terá ainda pela frente o Sub-16 Estadual.

PARA CUMPRIR a agenda de viagens, o time conta com o apoio da Prefeitura no custeio das despesas de viagem (alimentação e transporte), com o apoio do MCTC no espaço de treino. A Academia Corpore Fit é parceira para a preparação física dos atletas, assim como os Colégios Padrão e Indyu, na cessão de bolsas de estudo para parte do grupo. Outro apoiador é o Laboratório Santa Clara, que custeou os uniformes de jogo, além da agência de Turismo Futuratur, que contribui com a manutenção da república dos atletas. A empresa Live Labs Soluções já s dispôs a ajudar o clube na construção de um site próprio.

24 de novembro de 2016

Vitória poderia ser para qualquer lado

MONTES CLAROS encara o Sesi de igual pra igual, mas prevalece a maior bagagem de Bruninho e Cia; Pacheco rasga elogios e Marcelinho não faz lamentos


Disputa na rede; jogo teve inversão de placar em praticamente todos os sets; Sesi foi embora com os 3 pontos (fotos: Alex Sezko)
DIANTE DO equilíbrio, do poder de reação e do número parecido em erros (37 a 36), a vitória poderia ser para qualquer lado, como resumiram os dois técnicos ao final do duelo, mas prevaleceu a experiência de um time que tem praticamente todos os jogadores com ricos históricos na Seleção Brasileira. O Sesi/SP veio à cidade e venceu o Montes Claros Vôlei por 3 a 1, na noite dessa quarta-feira, em jogo válido pela 5ª rodada com o maior público da Superliga 2016/2017 até aqui: 4.998 pessoas no Ginásio Poliesportivo Tancredo Neves.

COM A combinação de resultados do meio de semana, o Montes Claros perdeu uma posição na tabela e agora ocupa a quinta colocação, com os mesmos nove pontos. A chance de reabilitação será fora de casa e contra outro dos chamados favoritos da temporada: Funvic/Taubaté, sábado, às 20 horas, com transmissão do Canal Sportv (cabo). O Sesi, por sua vez, segue em terceiro, com 13 pontos.

COMO FOI

NO PRIMEIRO set, os paulistas saíram na frente (2x5), mas sem abrir grande vantagem, até que o MOC Vôlei empatou (17x17), com alguns saques forçados e a eficiência no contra-ataque e no bloqueio. Os donos da casa chegaram a virar (21x20), o que forçou um pedido de tempo de Marcos Pacheco. O equilíbrio se manteve até o 22º, até que Robinho errou o tempo, não atacou e a bola caiu em sua quadra. O MOC confirmou o ataque seguinte, mas no saque, Bob mandou na rede e o Sesi fechou em 25x23.

 
A defesa na chamada bola leve próxima à rede; uma das dificuldades do MC
O LANCE
de destaque do set inicial foi uma defesa que o levantador Bruninho, que usou o pé para salvar uma bola da quadra adversária e armar um ataque para o companheiro marcar o ponto. Théo fez um lance parecido em outro contra-ataque paulista.


O SEGUNDO set seria perfeito para o Montes Claros, que ficou todo o tempo à frente e chegou a abrir seis pontos em três oportunidades (19x13, 20x14 e 22x16). A ida de Douglas Souza para o saque equilibrou as coisas e o Sesi reagiu (23x21), o que exigiu um pedido de tempo de Marcelinho Ramos. O time voltou mais concentrado e empatou o jogo em um bloqueio de Robinho (25x21).

O ENREDO se inverteu no terceiro set e foi o Sesi que teve melhor rendimento: 4x1. Após um pedido de tempo, o Montes Claros reagiu e encostou no placar (9x10), empatou (14x14) até passar à frente (19x18, 20x19 e 22x21). A linha de passe do Sesi voltou a funcionar o time empatou (24x24) e no saque forçado conseguiu quebrar o passe do Montes Claros, fechando o set numa bola de xeque com Riad.

O QUARTO set foi parecido com o anterior: o Sesi disparou (9x5, 12x6 e 14x6). Foi preciso o Montes Claros queimar os dois pedidos de tempo antes da metade do set para reagir. E conseguiu: chegou a ficar a apenas dois pontos atrás do adversário (16x18), mas a instabilidade na recepção reduziu as dificuldades para o adversário, que voltou a ampliar e fechou o set e o jogo em um bloqueio de Théo: 25x21.


"Na mesma bola" - Murilo Endres diz que dificuldade em jogar em MOC é comum em todas as temporadas; já Bruninho
destacou o ouro olímpico como chamativo a mais para a boa presença de público e o recorde da Superliga Masculina
ANÁLISE

“ERA A dificuldade que a gente esperava, até porque nas temporadas passadas jogar aqui em Montes Claros foi sempre difícil. É um ginásio onde a torcida comparece e apóia o time do início ao fim. Confesso que atrapalha sim quem está do outro lado”, resumiu o central Murilo, multicampeão pela seleção brasileira, que anotou nove pontos na noite. “A gente conseguiu abrir uma vantagem, mas a ansiedade atrapalha, embora o adversário tenha arriscado no saque e diminuído no placar. Ainda bem que, de certa forma, conseguimos administrar”, completou.

SOBRE O que teria maior influência para uma maior sorte do Montes Claros, o central Robinho resumiu: “a gente errou o saque do começo ao fim, mas não por deficiência. A vontade de ganhar falou mais alto. Um time como o Sesi nos exige jogar em alto nível. Quem não quer equilibrar as forças contra um time que tem a base da seleção brasileira? Então foi o que fizemos; arriscamos muito e quando se arrisca fica difícil minimizar os erros”, analisou o jogador. Ele marcou oito pontos, sendo cinco em bloqueios.

TÉCNICOS

PARA MARCOS Pacheco, comandante do Sesi/SP, após jogar em Montes Claros diante da pressão do público e da própria qualidade do time, “é um alívio sair com a vitória”. Ao Momento Esportivo, do VinTV, o treinador reconhece que o jogo foi definido em detalhes (citou o terceiro set como resumo do jogo) e faz uma projeção ousada: “por tudo o que encontramos aqui, Montes Claros tem uma equipe competitiva, uma estrutura bacana e uma torcida participativa: nada o impede de ser campeão”.

FORAM MAIS de 20 saques comprometidos pelo Montes Claros. Perguntado se a vitória viria caso o número de “desperdícios” fosse menor, o técnico Marcelinho Ramos ponderou: “foi uma proposta nossa de forçar bastante o saque. Se a gente tivesse trabalhado mais o nosso side out (viradas), com as bolas mais afastadas, talvez sim, compensaríamos, assim como nos contra-ataques. Foi nisso que ficamos um pouco aquém. Da mesma forma com um posicionamento de bloqueio mais efetivo nas bolas mais altas acredito que a gente teria conseguido um resultado melhor”. O treinador destacou, também, a maior eficiência em defesa e recepção em relação ao Sesi.

O MONTES Claros teve Bob, Jonatas, Murilo Radke, Luan Weber, Tiago Salsa e Robinho. Líbero Gian Moraes. Entraram ainda Índio, Alê, Rafael Martins e Wanderson.

Montes Claros Tênis Clube é tetracampeão mineiro de futsal feminino Sub-20

TÍTULO CONQUISTADO em Valadares garante vaga na Divisão Especial da Taça Brasil; time volta a falar em superações e na capacidade de revelar talentos

Capitã Vivia com a taça na volta olímpica em GV; 4º título do MCTC (fotos: www.cliquenoesporte.com.br)
COMO VISITANTE, e na casa do maior rival, o Montes Claros Tênis Clube aumentou ainda mais a sua hegemonia no futebol feminino de base em Minas Gerais. As meninas da Praça de Esportes conquistaram no último domingo, em Governador Valadares, o título do Campeonato Estadual Sub-20 – e de forma invicta. De quebra, o time do técnico Rodrigo “Bezerra” Guedes teve as duas artilheiras da competição: Laura (4 gols) e Hevelen (3). A goleira Vivia chegou a marcar um gol durante a campanha, justamente no jogo que decidiu a taça.

Em sete jogos nas duas fases, time perdeu apenas um
A CAMPANHA do MCTC teve apenas uma derrota, ainda na primeira fase. A equipe foi segunda colocada da Chave A, disputada em Passos. Venceu o time da Prefeitura de Luz por 5 a 4 e foi derrotada pelo Instituto Primeiros Passos, de Passos, por 1 a 0. Garantiu a vaga para as finais em segundo lugar.

AS FINAIS foram na Sociedade Recreativa Filadélfia, de Governador Valadares. Na estreia contra as arquirrivais da casa, vitória por 2 a 1. Na segunda rodada, goleada sobre o Usipa, de Ipatinga: 4 a 1. Na rodada final, o MCTC precisaria apenas de um ponto para conquistar a taça e foi o que aconteceu. Reencontro com o Instituto Primeiros Passos e empate em 2 a 2.

“ESTE FOI o meu último ano na categoria e tive a felicidade de fazer parte da conquista de todos os quatro títulos mineiros no Sub-20. Posso dizer que fechei a minha participação na equipe com chave de ouro”, resumiu a ala Maria Fernanda, em entrevista a Rubem Ribeiro, no Momento Esportivo (VinTV), nesta quinta-feira. 

DE NOVO

Vivia tem mais 1 ano no sub-20 e aguarda a Taça Brasil
A ATLETA, que fez 20 anos em 2016, “estourou” a idade e vai deixar a categoria, mas espera que a despedida seja mais adiante, caso a Confederação Brasileira de Futsal confirme a retomada da Taça Brasil Sub-20, competição que reúne os campeões estaduais. Mesmo com a vaga garantida nos últimos quatro anos como a melhor equipe mineira, o MCTC só disputou a Taça Brasil/2016, já que as edições anteriores foram canceladas.

A DISPUTA nacional aconteceu em agosto último, na cidade de Goiana/PE, e o MCTC foi o vice-campeão da Divisão Especial (a mais importante da Taça). Fez dez pontos em cinco jogos, com três vitórias, um empate e uma derrota – para o campeão Barateiro/SC.

SOBRE A sequência dos trabalhos, a goleira Vivia Reis, que ainda tem mais um ano de Sub-20, se mostra tranqüila, pois já faz parte da equipe adulta, que no próximo fim de semana também disputará as finais do Mineiro, em Ipatinga.

Rodrigo Guedes, o Bezerra, fala sobre superações
FALA COMANDANTE

A QUARTA conquista consecutiva, na avaliação do técnico Rodrigo “Bezerra” consolida mais uma vez o trabalho que o MCTC desempenha, em meio às grandes dificuldades de estrutura e logística. “Sinal de que estamos no caminho certo, com a revelação de atletas bem acima da média a cada temporada”, disse, em entrevista ao Camisa 12, programa esportivo da TV Geraes. “O Campeonato Mineiro teve o nível técnico mais equilibrado dos últimos anos, com os jogos sendo decididos nos detalhes.

22 de novembro de 2016

Miralta e Vila Nova são os campeões rurais de Montes Claros

DUPLA FINAL reuniu mais de duas mil pessoas no Estádio José Maria Melo; calendário foi fechado dois meses depois

Luiz Gustavo fez o gol do título para o Vila Nova (foto: Rubem Ribeiro)
MIRALTA E Vila Nova de Minas são os novos campeões rurais de Montes Claros. As finais aconteceram na tarde de domingo, no Estádio José Maria Melo, com bom público. Cerca de duas mil pessoas acompanharam os dois jogos, que foram definidos nos detalhes.

NA DECISÃO da categoria aspirante, o time de Miralta conquistou o título com uma vitória magra sobre Samambaia: 2x1. No jogo de fundo, a equipe de Vila Nova de Minas justificou o apoio maciço da torcida e derrotou a equipe do Estrelinha, de Aparecida do Mundo Novo por 1 a 0 na final da categoria titular. O gol foi marcado por Luiz Gustavo, num chute de fora da área que encobriu o goleiro adversário.

A COMPETIÇÃO teve início na segunda quinzena de julho e conforme o cronograma inicial terminaria ao final de setembro. Participaram dezoito times de distritos e comunidades rurais – em cada categoria. Edmilson de Souza, o Baianinho, é o coordenador da competição.

Bicho com a casa vazia

SEM COMPETIÇÕES, o Montes Claros FC libera geral, põe fim às escolinhas e só mantém vínculo com meia campeão brasileiro

O Montes Claros não joga desde abril de 2015, quando fez a pior campanha do Módulo II e caiu
A SUSPENSÃO das atividades depois de ser rebaixado no Módulo II do Campeonato Mineiro, ano passado, e da decisão de abrir mão de disputar a Segunda Divisão/2016 teve efeitos mais profundos no Montes Claros Futebol Clube. Quem explica é o próprio presidente Ville Mocellin, que ainda revela como “mínimas” as possibilidades de o clube voltar à ativa em competições profissionais ou mesmo campeonatos federados da base.

PARA REDUZIR custos, o Bicho pôs fim aos contratos de todos os jogadores com os quais ainda mantinha os direitos federativos – até mesmo de quem estava emprestado e tinha boa aceitação no mercado da bola para futuras negociações, como o lateral Fayllon, os meias Diogo Brasília e Rafael Bill, os atacantes Nando e Daniel e o goleiro Gabriel. Até o polêmico vínculo do time com o goleiro Bruno Fernandes, ex-Flamengo e Atlético, não existe mais.

“A RECEITA que o clube consegue mesmo durante a competição é deficitária. E sem atividade, o custo é ainda maior, porque o atleta não tem visibilidade, até porque nem todos conseguiram ser emprestados. Fazer futebol no interior é cada vez difícil”, analisa.

SEM ESCOLINHAS

Mocellin, presidente e dono do MCFC

ALÉM DISSO, o MCFC encerrou as atividades em todos os oito núcleos de escolinhas de base que mantinha na cidade e no distrito de Nova Esperança desde o início do ano passado. Cerca de 300 crianças eram atendidas. Segundo Ville, parte dos custos era mantida por meio de um convênio com a Prefeitura e algumas parcelas ficaram pendentes e o clube passou a assumir todas as despesas com material, transporte e salários com os técnicos e coordenadores.

“FICOU INVIÁVEL porque assumi todos os custos”, resume o dirigente, que usou parte do orçamento pessoal para quitar os compromissos – inclusive com empréstimos.

DENTRO

Léo Baiano, no Boa Esporte
O PRESIDENTE Ville Mocellin revela que o meia Léo Baiano, de 24 anos, é exceção e é o único atleta que está vinculado ao clube, com contrato em vigência até 2018. O volante, que também atua como zagueiro e lateral, está há duas temporadas cedido por empréstimo ao Boa Esporte (49 jogos) e terminará 2016 como campeão brasileiro da Série C.

PARA O MCFC, o título do time do Sul de Minas seria um agregador para que o atleta fosse negociado em definitivo com o próprio Boa ou outro clube brasileiro. Haveria sondagens até mesmo de times de Portugal, diante da abertura de mais uma janela de transferências em janeiro próximo.

QUASE

NO MEIO do ano, Mocellin chegou a ser sondado para que o Montes Claros fosse cedido a um grupo de empresários, que assumiria o clube em todos os segmentos, no entanto ele não teria qualquer interferência na gestão. Embora as conversas estivessem bem adiantadas, o acordo não vingou.

21 de novembro de 2016

Vitória tranquila antes de encarar o "trio de ferro paulista"

MONTES CLAROS faz 3 a 0 sobre o jovem São Bernardo e agora se prepara para enfrentar nada menos que os quatro times de maior orçamento da Superliga

Robinho fez 14 pontos e já aparece como o 2º bloqueador mais eficiente da Superliga (foto: Bruno Maini)
ANTES DA série de jogos contra o “trio de ferro paulista” – Sesi, Taubaté e Brasil Kirin/Campinas –, o Montes Claros Vôlei foi bem diante de outro representante de São Paulo na Superliga. No sábado, venceu o São Bernardo por 3 a 0, em jogo no ABC Paulista, válido pela quarta rodada do turno, parciais de 25/22, 25/21 e 25/19, em pouco mais de uma hora. Com 14 pontos, sendo quatro em bloqueios, o central Robinho foi eleito o melhor atleta em quadra e recebeu o troféu Viva Vôlei.

A ASCENSÃO do jogador é destaque também nas avaliações individuais. Robinho já aparece como o segundo melhor bloqueador nas estatísticas oficiais da CBV, com 48,21% de eficiência.

O OPOSTO Luan Weber e o central Salsa foram outros destaques individuais no jogo, com 12 e 9 pontos, respectivamente. A partida contra o São Bernardo foi a de menor quantidade de erros do Montes Claros até aqui (22 pontos).

ASCENSÃO

COM A combinação de resultados do fim de semana, o time subiu da sexta para a quarta colocação na classificação geral, com nove pontos, e agora se prepara para o primeiro confronto contra um dos times apontados como favoritos ao título.

Sequência coloca os 4 maiores favoritos diante do Montes Claros
NESTA QUARTA, às 18 horas, recebe o Sesi/SP dos campeões olímpicos Bruninho, Serginho, Lucão e Douglas Souza, no Ginásio Poliesportivo Tancredo Neves. Haverá transmissão pelo canal a cabo Sportv. Cinco dias depois, vai ao estado de São Paulo para jogar contra o Funvic/Taubaté e no dia 1º/12, receberá o Brasil Kirin/Campinas.

ALIÁS, A sequência da tabela manterá o grau de dificuldade. No dia 8, o Montes Claros receberá o Sada/Cruzeiro, completando a série de jogos contra os quatro times de maior orçamento da competição.

18 de novembro de 2016

Quase que obrigação vencer no ABC Paulista

DIANTE DO tropeço no Sul, Montes Claros Vôlei precisa minimizar erros e vencer o São Bernardo, antes de iniciar confrontos contra favoritos da Superliga


Índio (C) lidera as estatísticas como o levantador mais eficiente da Superliga até aqui (fotos: Alexander Sezko)
EMBORA AINDA não tenha enfrentado nenhum dos clubes considerados favoritos ao título, o Montes Claros Vôlei está apenas na sexta colocação da Superliga Nacional Masculina. Após três jogos, o time soma seis pontos e vem de derrota para o Bento Vôlei/Isabela no último fim de semana, por 3 a 0, no Rio Grande do Sul. Para não correr mais riscos contra os clubes considerados intermediários na competição e se distanciar dos líderes, o MOC Vôlei vai ter que surpreender o São Bernardo. O jogo que vale pela quarta rodada do turno acontece neste sábado, às 11 horas, no Ginásio Adib Moisés Dib, no ABC Paulista.

TERCEIRO COLOCADO na Superliga B, o adversário chegou à Superliga como convidado, depois da desistência do Voleisul. O elenco é todo jovem, com exceção do levantador Marlon, de 39 anos, ex-Seleção Brasileira, e do líbero Rafinha, de 34 anos. O restante dos atletas têm entre 21 e 24 anos.

NA CAMPANHA até aqui, os montes-clarenses venceram o Lebes/Gedore/Canoas por 3 a 1 e o Minas Tênis Clube – pelo mesmo placar –, ambos em casa, além do tropeço diante do Canoas. Já o São Bernardo fez o mesmo número de partidas, mas ainda não venceu. Soma apenas um ponto da derrota de (2-3) para o JF Vôlei. Nas outras duas partidas perdeu para o Bento Vôlei (1-3) e, na última quinta-feira, para o Sada/Cruzeiro (0x3).

O APARENTE favoritismo por causa da maior experiência do grupo é descartado no ambiente do Montes Claros Vôlei, como manifestou o levantador Índio, em conversa com a VENETA. "Será um jogo muito perigoso e que vai nos exigir uma atenção redobrada sob todos os aspectos. O fato de eles serem mais novos vejo até como uma dificuldade a mais: querem mostrar serviço e isso não deixa de ser uma grande motivação”, analisou o levantador.

DESTAQUE


Montes Claros Vôlei tem seis pontos ganhos em três jogos
SEGUNDO OS números apurados pela CBV nas três primeiras rodadas, Índio é o principal destaque individual do Montes Claros Vôlei na Superliga. É o líder em eficiência entre os levantadores, com 43,08% de aproveitamento. Nos onze sets disputados pelo time até aqui, jogou em dez, sendo sete como titular, ganhando a disputa particular com Murilo Radke, que veio como uma das principais contratações na temporada. Mas o jogador prefere dividir o mérito com a equipe.

"[SOBRE SE destacar dentro do time] Acho que tenho buscado isso já ao longo de minha carreira: regularidade e eficiência. Minhas entradas nos jogos, como titular ou não, têm rendido bons frutos, mas penso como equipe, até porque dependo da eficiência dos companheiros também para alcançar bons números nessas estatísticas".

E DIANTE da pressão de vencer a qualquer custo no ABC Paulista, até porque nos prognósticos o São Bernardo está longe de aparecer entre os favoritos ao G-8, Índio acrescenta: “eles jogarão em casa e isto os favorece, além de ter o Marlon, um levantador muito experiente do lado de lá. Pelo trabalho que desempenhamos ao longo da semana estamos focados num objetivo: vamos tentar imprimir o nosso ritmo de jogo e assim conseguir a vitória".

17 de novembro de 2016

Prefeitura homologa licitação para a obra do Estádio do Ateneu

EMPRESA VENCEDORA vem à cidade na próxima segunda-feira para assinar contrato e oficializar início das obras

Estádio João Rebello está fechado há quase quinze anos (foto: George Nande)
MAIS UM passo foi dado para o processo de recuperação do Estádio João Rebello. Nesta quinta-feira, o prefeito em exercício de Montes Claros, José Vicente Medeiros, assinou o termo que homologa o processo de licitação para a reforma do campo e, consequentemente, autoriza o início das obras.

A EMPRESA vencedora é a Construtora Vértice, que enviará seus representantes à cidade na próxima segunda-feira, para a assinatura oficial do contrato. A partir daí, ela poderá “abrir” o canteiro de obras.

O ESTÁDIO João Rebello pertence à Associação Desportiva Ateneu, mas uma mobilização geral para reverter uma ameaça de desapropriação feita pela Prefeitura, foi cedido em regime de comodato para o município por um período de 10 anos (2014-2024). Por sua vez, a Prefeitura assume os custos totais da obra, com direito ao usufruto do campo pelos próximos oito anos de vigência do contrato.

A LICITAÇÃO foi realizada em 12 de setembro e no dia 26/9, no Diário Oficial do Município, foi publicado o resultado com a empresa vencedora. O valor global é de R$ 1.798.511,16, com prazo de execução em oito meses – lote único.

“LOGO QUE o documento foi homologado, fizemos um contato formal com a empresa vencedora da licitação, que se prontificou a vir à cidade na tarde da próxima segunda-feira. A partir da assinatura do contrato, vamos sentar com os seus representantes e discutir os detalhes de como será o calendário para início e o andamento das obras”, disse à VENETA o presidente do Ateneu, Cássio Aquino, na tarde desta quinta-feira.

AINDA SEGUNDO o dirigente, a empresa adiantou que tem totais condições de iniciar os trabalhos imediatamente.

ENTENDA

DEPOIS DE disputar o Campeonato Mineiro do Módulo II com a penúltima campanha do grupo A, o Ateneu suspendeu as atividades em 2002 e, desde então, o estádio foi fechado. Foram várias as tentativas de recuperação do local, mas por impedimentos legais ou mesmo falta de acordo, nenhuma ideia foi levada adiante. 

NO ENTANTO, há quatro anos, como foi citado acima, o município decidiu, por decreto do Executivo, desapropriar o estádio alegando como questão de saúde pública o abandono do local – além de considerar as dívidas tributárias.

NUMA PRIMEIRA grande mobilização, a diretoria do Ateneu conseguiu convencer a Prefeitura a revogar o decreto. À época, o argumento da direção atenense foi financeiro: com a desapropriação, o clube teria de ser indenizado em mais de R$ 30 milhões – valor de mercado do terreno de quase 20 mil metros quadrados em uma das áreas centrais mais valorizadas em Montes Claros.

POR OUTRO lado, em contra-argumento, o Broca aceitou ceder o espaço em contrato, numa espécie de regime de comodato: o usufruto do estádio para o município num período de dez anos, a contar de 2014.

PARA A licitação acontecer, em 28 de junho, a Câmara Municipal aprovou proposta do Executivo que autorizou uma dotação ao orçamento do município no valor de R$ 2,134 milhões para a reforma do estádio no Bairro São José – o que não estava previsto no orçamento de 2016, aprovado ano passado. O valor licitado é 18,5% menor que o previsto para a obra.