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| O FEC ainda não conseguiu chegar à fase final, mas revelação de atletas compensa |
ASSIM, HÁ três anos, o FEC disputa o Campeonato Mineiro Sub-15 e Sub-17. O clube propriamente dito ajuda dentro do possível: além de ceder os registros na Federação Mineira, empresta a estrutura do Centro de Treinamento e mantém o supervisor Cláudio Teixeira à disposição da base.
ACONTECE QUE mesmo com este esforço de Hércules, o Funorte ainda não conseguiu chegar à fase decisiva. O regulamento é ingrato; classifica apenas dois dos seis times em cada grupo. Páreo duro até porque Cruzeiro, América e Atlético, como cabeças em suas respectivas chaves, quase sempre justificam o favoritismo e deixam apenas uma vaga em seus grupos para a briga entre os demais cinco integrantes.
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| Goleiro Gabriel já encaminhado para a Toca |
MAS...
SE EM campo, o time ainda precisa de um impulso para brigar pelo título, fora dele desperta interesse de projetos de base que aparentemente já estão consolidados. Em um ano, entre junho/2015 e maio/2016, nada menos do que 12 jogadores do Funorte entraram nos planos de clubes mais tradicionais do futebol brasileiro.
RESPONSÁVEL PELA revelação nomes como o atacante Fred e o volante Gilberto Silva, somente o América buscou seis jogadores do Funorte para incorporar à sua base. Quatro foram avaliados ainda no ano passado e dois permaneceram no Coelho: o atacante Robinho e o goleiro João Vitor. Agora em 2016, mais dois estão encaminhados para o América e, caso o Funorte fique pelo caminho na 1ª fase, já poderão atuar pela equipe americana no Hexagonal Final: são os volantes Samuel Batista e Marcos Paulo.
DO ATUAL time do Sub-15, o zagueiro João Marcelo, que chegou ao Funorte em abril vindo de Várzea da Palma, está prestes a seguir para Curitiba. No jogo em que o FEC foi derrotado pelo Cruzeiro na Toca da Raposa (2x3), há duas semanas, o jovem atleta de apenas 14 anos, mas já com 1,88 metro despertou a atenção de um olheiro do Atlético/PR. A conversa ali mesmo à beira do campo selou a sua ida para um período de avaliação no Furacão.
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| Júnior Borges é o técnico e coordenador do projeto há 3 anos |
“O TRABALHO da categoria de base não depende do resultado propriamente dito. Há uma série de metas, a começar pela valorização do seu trabalho e a aplicação dos garotos. O interesse de clubes tradicionais em atletas é um reconhecimento a tudo isto”, analisa o técnico Júnior Borges.



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