20 de abril de 2016

Aumento de receita passa por sorteio de carros e pelo menos mais seis parceiros


PROJEÇÃO É de aumento de 30 a 40% da receita em relação à temporada anterior; ginásio pode ganhar academia


Orçamento será maior na próxima temporada
A PROJEÇÃO do Montes Claros Vôlei é de aumentar a receita entre 30 a 40% em relação à temporada anterior. O orçamento, que era de R$ 2,2 milhões para 10 meses de trabalho deve chegar a R$ 2,8 milhões – ainda entre os menores da Superliga. Para isto, o clube trabalha com a projeção de incorporar mais seis parceiros às atuais 24 empresas e entidades que ajudam o clube com recursos diretos, permutas, serviços e logísticas.

UMA DAS novas ideias está na promoção de um sorteio de dois carros zero quilômetro. O primeiro deles seria restrito a empresários, com bilhetes em maior valor, mas com a contrapartida de ingressos e outros benefícios de sócio-torcedor ao longo da próxima temporada. O segundo sorteio seria para o público em geral, com bilhetes a preços populares.

SEGUNDO O gestor Andrey Souza, por orientação do Ministério Público Estadual, os sorteios aconteceriam em consonância com a Loteria Federal. Há, ainda, a possibilidade de prêmios agregados, como motos e acessórios. Os veículos seriam adquiridos a preço de custo com alguma revenda da cidade que oferecer o menor valor. Em troca, ganharia a cota de publicidade na manga da camisa do clube ao longo da temporada.

LEGISLAÇÃO

AO MESMO tempo, o clube trabalha com a possibilidade de adesão à lei de Incentivo Estadual e à Lei de Incentivo Federal, que garantirá à empresa apoiadora isenções fiscais e de tributos. No caso no Estado, o parceiro está definido: a rede de Supermercados BH, com um projeto orçado em R$ 200 mil. Em nível federal, o acordo será com uma empresa do ramo alimentício.

EM TROCA, o Montes Claros poderá custear a comissão técnica com os incentivos desta legislação e, ainda, sustentar uma outra novidade para os próximos meses: a criação e manutenção de quatro núcleos de vôlei para crianças e jovens entre 10 e 14 anos.

O CLUBE aguarda, ainda, a votação do projeto na Câmara de Vereadores para o repasse de recursos para a próxima temporada, via convênio entre o município e a Federação Mineira de Vôlei. Na temporada anterior, o valor foi de R$ 750 mil.

ACADEMIA

NA PARTE logística do clube, está em andamento o projeto de implantação de uma academia de ginástica e musculação no próprio Ginásio Poliesportivo Tancredo Neves, local de treinos e jogos. Ainda assim, o Voleimoc terá uma academia na região central como parceira, quando não houver trabalhos com bola.

Montes Claros Vôlei mantém seis e oficializa duas contratações

ENTRE AS novidades estão o ponteiro Jonatas e o central Robinho, ambos ex-Voleisul; Radke será anunciado após fim de contrato na Europa


Jonatas é um dos contratados que estava no Voleisul
SEIS JOGADORES que fizeram parte da quinta melhor campanha na última Superliga Nacional continuarão com a camisa do Montes Claros Vôlei na próxima temporada. Na tarde desta quarta-feira, em coletiva no escritório do clube, o gestor Andrey Souza confirmou que os líberos Guilherme Kachel e Gian, o levantador Índio, os centrais Rafael Martins e Tiago Salsa e o ponteiro Bob Dvoranen seguem na equipe.

OUTROS DOIS nomes foram oficialmente confirmados como reforços: o ponteiro Jonatas e o central Robinho, ambos do Voleisul/RS. Os nomes foram indicados pelo técnico Marcelinho Ramos, que volta ao Montes Claros depois de um afastamento forçado para se tratar de um quadro de sangramento no cérebro.

ALIÁS, SEGUNDO o gestor, mesmo com o afastamento, o vínculo contratual do técnico foi mantido. “Não houve rescisão”, resumiu Andrey, que preferiu não adiantar outros nomes já acertados com o clube. Segundo ele, será preciso esperar o término de contrato de alguns deles para que as contratações sejam oficializadas.


Jimenez viria para jogar de ponteiro
DOIS DELES estão na Europa: Murilo Radke, levantador com passagens por todas as seleções nacionais, e o colombiano Ronald Jimenez, que foi indicado ao clube pelo auxiliar técnico do Brasil, Rubinho. O sul-americano, embora esteja jogando de oposto no Chaumont, da França, chegaria ao Norte de Minas para atuar como ponteiro.

O MONTES Claros Vôlei tinha interesse na permanência do campeão olímpico André Nascimento, mas o jogador fez a opção de seguir a carreira no exterior. A expectativa, além da confirmação de mais reforços, está na permanência do ponteiro Kadu, que foi emprestado pelo Sada/Cruzeiro na última temporada. O clube da Capital já foi procurado para uma nova cessão.

DÚVIDAS


Luan, oposto ex-Maringá, está na mira do Voleimoc
COM OS nomes citados até aqui, fica ainda a expectativa de o Montes Claros acertar com mais um ponteiro, um oposto e um central. Luan Weber, oposto do Maringá, interessa ao MC Vôlei. O central, que viria para compor grupo, será um atleta ainda em idade juvenil, mas com passagens pela seleção de base.

OUTRA INCÓGNITA está na definição dos demais integrantes da comissão técnica: auxiliar e preparador físico. Leandro Dutra e Lucas Miller respondiam pelas respectivas funções na última Superliga, mas o clube deve repensar os nomes, já que ambos dividem as atenções com as seleções brasileiras de base.

“DEFINIMOS 90% do grupo de atletas. Talvez, o Montes Claros seja o primeiro time, além dos quatro primeiros colocados da Superliga anterior, a chegar a este quadro de decisões. Infelizmente, há clubes que trabalham com a possibilidade de fechar as portas”, revelou Andrey, que definiu a montagem do novo grupo antes mesmo do término dos play-offs. Marcelinho Ramos, segundo ele, foi o responsável por todas as indicações.

“A GENTE considerou, além do aspecto técnico, a vontade do atleta em fazer da parte da filosofia do clube. Montes Claros é uma cidade onde o custo de vida é bem menor em relação aos grandes centros. A proporção salário/despesas acaba sendo menor e este foi um argumento que propusemos a todos eles”, finalizou.

15 de abril de 2016

Associação de Clubes tem proposta para play-offs de 5 jogos na Superliga Nacional

FORMATO DE melhor de cinco jogos segue modelo da NBA; mudança para a final também, com "golden set"

OS CLUBES da Superliga Nacional estão unidos mais uma vez nos bastidores e já pensam na próxima edição da principal disputa do vôlei masculino. Querem mexer no formato da tabela e, por conseqüência, convencer a CBV – e ao mesmo tempo a TV – de que a competição pode ser mais emocionante nas fases decisivas.

INSPIRADOS NA NBA norte-americana e na própria NBB, têm como a sugestão da vez a ampliação dos play-offs da Superliga. Ao invés de até três jogos, querem que a fase mata-mata seja em melhor de cinco partidas, tanto nas quartas de final como nas semifinais.

JÁ A final, na sugestão dos clubes, deixaria de ser em jogo único e ganharia o formato de ida e volta, com um confronto na casa de cada finalista. Se houver uma vitória para cada lado – independente dos placares –, o campeão da Superliga sairia no “golden set”. O formato já foi utilizado no Campeonato Paulista deste ano.

O CONTRATO de transmissão da Superliga termina ao final deste ano e, a ampliação dos play-offs de três para cinco jogos seria um argumento dos clubes para encaminhar a renovação antecipada.

NA TEMPORADA que se encerrou no último domingo, com o quarto título do Sada/Cruzeiro, a corrente dos dirigentes funcionou às vésperas do início da Superliga. A ACV conseguiu junto com a CBV o custeio das despesas de viagem, hospedagem e alimentação para todos os clubes. A receita deu certo, não custaria nada repeti-la.