23 de agosto de 2012

Ciente do pouco tempo de preparação, Bicho faz trabalho preventivo de lesões

Jogadores no circuito de estações do CORE, série de exercícios preventivos de lesões
NÃO HÁ como negar que o Montes Claros Futebol Clube trabalha em ritmo intenso. A preparação ideal deveria ter começado dois meses antes do Campeonato Mineiro da Segunda Divisão, mas como isso não aconteceu, já que o grupo iniciou os treinos somente no dia 31 de julho, a rotina entre táticos, físicos, coletivos e academia teve que ser acelerada.

EM MEIO à ansiedade de uma estreia neste sábado, às 15 horas, contra a Ituiutabana, a comissão técnica sabe que convive com o risco das contusões em série diante dessa programação intensa. Uma forma de diminuir esse risco está nos chamados treinamentos preventivos.

NO INÍCIO desta semana, por exemplo, o preparador físico Netto Ruvenal e o fisioterapeuta Jomar Almeida realizaram na Clínica Reabilitar um trabalho conjunto denominado CORE, no qual são programados treinos de potência, força, estabilidade e equilíbrio, com o objetivo de se evitar as lesões.
Jomar Almeida, fisioterapeuta do MCFC

“MONTAMOS UM circuito com 12 estações, cada uma com um tipo de aparelho que faz a simulação de movimentos extremos que o atleta faria dentro de campo, seja numa situação de treino ou de jogo”, disse Jomar.

MAIS DIFICULDADE
COM ESTA técnica, explica o especialista, necessariamente o atleta faz um tipo de movimento com um grau maior de dificuldade. Nos saltos, por exemplo, são utilizadas tornozeleiras com quatro quilos. Já nas arrancadas, é utilizado um elástico com o qual o jogador fica preso à outra pessoa, o que exige uma força maior para que ele saia do lugar.

“SOBRE PLATAFORMAS de saltos, que se parecem com pequenas camas elásticas, o jogador faz simulações de saltos e chutes com o peso extra das tornozeleiras em cada perna. No jogo, quando ele passa por uma situação dessas, de chute, salto e impacto em queda, mesmo que ela seja desconfortável, a musculatura e as articulações, sem o peso, já estarão acostumadas com a sobrecarga”, completou o fisioterapeuta.

VARIAÇÕES

 
Netto Ruvenal cita as variações de trabalhos preventivos
JÁ NETTO Ruvenal lembra que os trabalhos preventivos têm feito parte da rotina do Montes Claros. “Além do CORE, já realizamos o “Eleven +”, que é recomendado pela própria Fifa para a redução do risco de lesões”, explicou o preparador físico do Bicho. Nele, o atleta faz trabalhos de coordenação, agachamento, amplitude e equilíbrio para fortalecimento da musculatura e das articulações.

“MESMO QUE ofereçam uma carga a mais ao atleta, são dois trabalhos altamente positivos, pois permitem o equilíbrio dos músculos e o fortalecimento das articulações. O jogador fica mais residente ao choque e ao impacto”, finalizou Netto, ao lembrar que o CORE, por exemplo, mexe até mesmo com as fibras dos músculos mais profundos.

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