| Victor Oliveira e Jairzinho durante a coletiva sobre a saída do líbero |
INDAGADO PELA VENETA, Jairzinho, como ficou conhecido, confessou que já no feriado de Natal quando o elenco ganhou folga geral pensava na decisão de abandonar as quadras. “Até o momento, essa tem sido a oportunidade única que encontrei de abrir um empreendimento próprio e a sua estruturação vai precisar de muita dedicação, o que não daria para dedicar 100% à rotina dos treinos como fiz até aqui em minha carreira”, completou o atleta.
SEM SER relacionado uma vez sequer para os jogos da Superliga, o líbero assumiu ser esta uma decisão pessoal, que não tem a ver com o fato de estar ou não jogando. “A equipe é muito boa e a comissão técnica também. A decisão do treinador sempre foi respeitada e a gente sabe que um clube precisa de um elenco. Eu estava ali para ajudar sempre que fosse chamado”.
DECISÃO
A FAMÍLIA, segundo ele, foi quem lhe ajudou a decidir sobre o fim da carreira. “Da mesma forma que o meu pai, minha mãe e minha irmã me deram apoio quando iniciei no esporte, ainda aos cinco anos e depois quando sai de casa, aos 14, agora também estão ao meu lado, embora tenham ficado surpresos com tudo isso”, completou.
COMO ATLETA do Minas, Unisul, Sogipa e UFJF, Jair ficou nove anos fora de Montes Claros. “Quando você está distante acaba por valorizar ainda mais a família e os amigos. Estou pensando nesse aspecto também: de ter a oportunidade de ficar em minha casa e na minha cidade”.
O GRUPO de jogadores do BMG/Montes Claros, ao final do treino de segunda-feira, teve conhecimento da decisão do líbero antes mesmo da torcida e da imprensa. “Foi uma convivência muito marcante com o elenco e a torcida nesses seis meses em que tive a oportunidade de realizar o sonho de jogar profissionalmente por uma equipe da minha cidade. Posso dizer que fui abraçado de forma impressionante. Nunca em minha carreira isso havia acontecido”, finalizou Jair.
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