25 de fevereiro de 2017

MOC Vôlei fecha o Sul-americano sem medalhas

TIME PERDE a disputa do terceiro lugar para os argentinos do UPCN em meio ao desgaste e desfalques; Marcelinho fala em aprendizados

Com o veto de Robinho e a ausência de Rafael, Dianini foi o titular como central; UPCN levou o bronze (foto: Alex Sezko)
A MEDALHA não veio, mas ficou a experiência de receber uma competição internacional em casa e de enfrentar três das maiores forças do continente. Visivelmente desgastado pelo jogo de cinco sets na noite anterior, o Montes Claros Vôlei foi derrotado pelo UPCN San Juan, da Argentina, na disputa pelo terceiro lugar geral do Campeonato Sul-Americano Masculino de Clubes. Os argentinos de San Juan venceram por 3-0, parciais de 25-22, 25-19 e 25-23, e garantiram o bronze.
A CONCORRÊNCIA com o sábado de Carnaval comprometeu o público, que mal chegou às mil pessoas nas arquibancadas do Ginásio Poliesportivo Tancredo Neves. Bem diferente dos demais dias de competição. Na quarta-feira, por exemplo, foram 5,1 mil pessoas.
ALÉM DO contratempo físico, os atletas do MOC se mostraram sensibilizados com o drama do central Rafael Martins, que perdeu um irmão na noite da quinta-feira, em Uberlândia. Além disso, pesou a limitação nas opções de banco: o central Robinho foi vetado por causa de uma distensão grau leve na panturrilha, que o deixará fora de ação por pelo menos dez dias.
No dia anterior, jogo de 5 sets contra o Bolívar; treze horas
depois, o time do Montes Claros voltou à quadra
DESGASTADO FISICAMENTE, o ponteiro Jonatas foi relacionado para a partida, mas não entrou. Já o oposto Luan Weber, com dores na região do ombro, também foi pouco aproveitado.
O LEVANTADOR Murilo Radke falou sobre os contratempos. “Houve uma sequência de lesões, o que acabou prejudicando o coletivo. Mas não podemos focar só nisso para falar das limitações. A semifinal foi muito cansativa contra o Bolívar; um jogo muito longo. Até conseguimos imprimir um ritmo muito forte na partida de hoje, mas pecamos em algumas bolas consideradas fáceis”, disse à VENETA.
PARA A sequência da temporada, ele vê influências positivas na campanha do Sul-Americano, a começar pelo poder de superação. “Houve aplicação do time em todos os jogos. Alguns sets foram decididos nos detalhes, mas a gente deve entender que houve mérito do outro lado”.
MARCELINHO RAMOS tratou a campanha do Sul-Americano como um aprendizado, a começar pela experiência de enfrentar clubes entre os três maiores orçamentos do voleibol sul-americano. “Com a bola em jogo, a gente conseguiu equilibrar os confrontos em vários momentos. Isto nos deu um nível de desempenho que nos deixa acreditar que vamos render mais lá na frente”.
SE FALTOU melhor sorte, o treinador fala em provações. “Precisamos saber cadenciar mais o jogo. Saber analisar os lances para que isso influencie na tomada de decisão mais adiante; e uma decisão melhor”, disse.

23 de fevereiro de 2017

Ainda está difícil resistir

MONTES CLAROS não conseguiu equilibrar as forças contra o Sada/Cruzeiro e agora mira argentinos para quem sabe reencontrar o Sada na final


Evandro foi o maior pontuador da noite; clássico registrou 5,1 mil pessoas no Poliesportivo (foto: Alex Sezko)
COMPETIÇÃO DE tiro curto, o Campeonato Sul-Americano Masculino de Clubes é visto como a maneira ideal de o Montes Claros reunir as forças para, enfim, surpreender o Sada/Cruzeiro nesta temporada. Mas no primeiro encontro entre os rivais mineiros, foram poucos os momentos de equilíbrio e o time de BH venceu os norte-mineiros com certa facilidade, na noite dessa quarta-feira (22/2), no fechamento da rodada tripla no Ginásio Poliesportivo Tancredo Neves.

AS PARCIAIS foram de 25/21, 25/23 e 25/15. Menos mal que para efeito de tabela, o jogo pouco valia. Ambos já entraram em quadra classificados para as semifinais, já com a certeza de que cada um terá um argentino pela frente. O Sada/Cruzeiro ficou em primeiro na Chave A, com seis pontos, depois de vencer nesta quinta-feira, o Bohemios, do Uruguai, por 3-0. O MOC havia vencido os uruguaios pelo mesmo placar e ficou com o segundo posto.

MESMO COM este cenário, o técnico Marcelinho Ramos esperava mais do seu time. Algo mais equilibrado como aconteceu nos jogos mais recentes da Superliga antes da competição continental, quando fez frente ao Taubaté e ao Campinas, outros favoritos ao título nacional.

COMO FOI

JÁ NO primeiro set, o comandante do Montes Claros “queimou” os dois tempos técnicos antes de chegar ao décimo ponto. No primeiro pedido, perdia por 1-5 e no segundo estava cinco pontos atrás dos cruzeirenses (9-14). De certa forma, as coisas melhoraram pelo lado montes-clarense. O time reagiu, com o oposto Luan como protagonista, chegou a 20-23 ao ponto de Marcelo Mendez pedir tempo. O suficiente para o Cruzeiro retomar a concentração e fechar o set.

O SET seguinte ficou marcado pelas polêmicas. O Cruzeiro reclamou de pelo menos três marcações dos árbitros. “O vôlei hoje está muito rápido. Há saques e ataques com velocidade superior a 120 km/h. Treinamos todos os dias e mesmo com o reflexo apurado ainda temos dúvidas se a bola foi boa ou não. Imagine o árbitro, que tem não esta vivência diária e tem que decidir em frações de segundos”, pontuou o levantador e capitão do Sada, William Arjona, protagonista nas três “broncas” na arbitragem.

RESUMO: MARCELINHO voltou a gastar os tempos técnicos logo no início (6-9 e 7-12). Em dois erros seguidos de saque renasceram as esperanças do empate do Montes Claros (14-17), o que quase aconteceu (18-19). A torcida se inflamou e Mendez solicitou o tempo técnico. O Sada acertou a mão no saque, fez aces ou quebrou o passe do MOC. Num erro de Wanderson, que atacou na rede ainda do seu lado de quadra, o Cruzeiro fez 2-0 no jogo.

O ÚLTIMO set começou com o mesmo disparate. O Cruzeiro alternava a vantagem entre três e cinco pontos (6-10 e 7-11), com muita força de saque e ataque. Quando não era assim, compensava na defesa. A reação do MOC foi muito breve (10-12), mais pelos erros de Evandro. Parou por aí: Simon, na bola rápida de rede, tratou de ditar o ritmo até o final. O Sada fechou em 25-15 no ataque do cubano.

ESTUDANDO

O TÉCNICO montes-clarense, que por alguns anos foi auxiliar de Marcelo Mendez, fez um resumo de respeito ao adversário. “O Cruzeiro é a melhor equipe do mundo atualmente; vence praticamente todas as competições que disputa. O que a gente sabe que é muito difícil vencê-los, mas temos que acreditar que as coisas podem mudar em algum momento. A vitória ou a derrota é conseqüência do desempenho”.

O FOCO muda temporariamente. Na semifinal, o adversário será um dos argentinos. A tão sonhada vaga na final, que de repente lhe permitiria rever o Cruzeiro, dependerá de uma vitória sobre UPCN ou Bolívar. “São dois adversários difíceis, com elenco extremamente fortes, com estrangeiros em suas equipes e acostumados a jogar neste tipo de competição. E que pouparam jogadores ao longo da competição. Nós estudamos todos eles. É saber cobrar o desempenho individual ou coletivo e exigir o melhor de cada um”.

22 de fevereiro de 2017

Com treino de luxo, estreia internacional foi para dar rodagem

NO PRIMEIRO jogo oficial contra estrangeiros, Montes Claros usa reservas para vencer o amador Bohemios; Marcelinho revela que poupar atletas estava nos planos há mais tempo



A ESTREIA do Montes Claros Vôlei no Campeonato Sul-Americano Masculino de Clubes, primeira competição internacional em sua história, foi um treino de luxo. Contra o inofensivo Bohemios, time amador no Uruguai, os anfitriões fizeram 3 a 0, parciais de 25/15, 25/9 e 25/21. Sem maiores exigências, o técnico Marcelinho Ramos aproveitou que alguns de seus principais jogadores estão se recuperando fisicamente e lançou à quadra uma equipe reserva.

TALVEZ PELA falta de tradição do adversário, o público não correspondeu à média de público que o Montes Claros tem em casa na Superliga Nacional 2016/2017. O Ginásio Poliesportivo Tancredo Neves recebeu menos de 2 mil pessoas no confronto de encerramento da rodada tripla, que teve antes UPCN 3-0 San Martin e Bolívar 3-0 Unilever Peru.

O POUCO ritmo de jogo dos reservas foi complicação somente no terceiro set, o que tirou do sério o técnico Marcelinho Ramos, ao ponto de pedir tempo técnico quando os uruguaios venciam por 15-13. De resto, nada a acrescentar sobre a falta de poderio dos uruguaios. 

“O MONTES Claros joga muito bem pelos lados de quadra e sabe explorar muito bem a sua potência física. No terceiro set conseguimos recepcionar melhor e dar certo trabalho ao Montes Claros”, analisou Álvaro Petrocelli, treinador do Bohemios. Ele reiterou sobre o amadorismo do time: “o vôlei é o quarto esporte mais popular em nosso país, embora tenhamos uma liga longa, entre março e nivembro, com oito times.. Não conseguimos evoluir como Brasil e Argentina, até porque falta de material humano. As pessoas mais altas, por exemplo, preferem jogar basquete: mais popular e que paga salários melhores”.

FALA MARCELINHO

PARA O comandante do MOC Vôlei, a escalação alternativa não comprometeu o estilo de jogo, embora alguns atletas deixassem evidente que sentiram a falta de ritmo, como o oposto Wanderson e o líbero Kachel. “Mesmo com a diferença de realidade, não faltou respeito, o que é mais importante”.

“NA CAMPANHA recente da Superliga fomos atrapalhados um pouco por causa da série de lesões, mas a regularidade tática que a gente consegue manter esta justamente na condição que temos de um grupo homogêneo”, disse. A escalação dos reservas já estava programada bem antes do início da competição, para dar maior tempo de recuperação a jogadores como Salsa, Robinho, Luan e Gian.

“NOSSA IDEIA é colocar em quadra todos aqueles que estiverem 100% em quadra. Seria incoerente de minha parte cobrar ao máximo em um treino, o jogador acertar a mão e deixá-lo de lado no jogo”, justificou sobre o excesso de modificações. Sobre o terceiro set, no qual o Montes Claros permitiu ao Bohemios crescer, ele entende como um relaxamento natural, diante de uma circunstâncias de jogo de disparidade técnica.

21 de fevereiro de 2017

Com reservas, UPCN massacra bolivianos

3 A 0 COM direito a um 25-9 no último set; San Martin, que joga a liga nacional apenas uma semana no ano, veio ao Brasil por conta própria


Amador, San Martín da Bolívia não ameaçou em nenhum momento o time reserva do UPCN (foto: Alex Sezko)
 DAVID CONTRA Golias. O UPCN San Juan nem precisou utilizar sua formação titular para derrotar o San Martin, de Cochabamba (Bolívia), no segundo jogo da rodada de abertura do Campeonato Sul-Americano Masculino de Clubes. Repetiu o placar do conterrâneo Bolívar no jogo anterior diante do Unilever (Peru) e venceu por 3 a 0, parciais de 25/13, 25/19 e 25/9.

O ADVERSÁRIO veio a Montes Claros com uma base totalmente amadora, mas que mesmo assim vem de um tricampeonato boliviano. A liga de lá acontece durante apenas uma semana do ano, com seis times. Os próprios jogadores custearam a viagem e, por isso, o grupo veio reduzido, com apenas 10 atletas.

O RESULTADO deixa tudo igual na Chave B do Sul-Americano. UPCN e Bolívar com três pontos cada e peruanos e bolivianos dividindo a lanterna, sem pontuar.

DESEQUILIBRADO


FABIÁN ARMOA, treinador do UPCN, reconhece que foi um jogo desequilibrado, já que o adversário é amador. A escolha pelo time B para a estreia, segundo o comandante de San Juan, foi para dar ritmo àqueles que vêm sendo suplentes na Liga Argentina. Mas para a segunda rodada, o UPCN retomará a formação titular, até mesmo para pegar uma sequência para o clássico argentino, na quinta-feira, pela última rodada da primeira fase.

A DIFERENÇA pequena no placar do segundo set, conforme Armoa, aconteceu pelo excesso de confiança. “Eram bolas fáceis. Não precisa se arriscar”.

JOGADOR DO time boliviano, o ponteiro Herbas considera como privilégio a oportunidade de atuar pelo Campeonato Sul-Americano, mesmo com tamanha diferença técnica. “É uma alegria, porque a gente consegue crescer tecnicamente de alguma forma”. Segundo o atleta, como o Campeonato Boliviano é de apenas uma semana, no restante do ano o time atua na Liga Departamental, uma espécie de estadual na província de Cochabamba, também amadora.

AOS 21 anos, mesmo oriundo de um país sem tradição no voleibol, ele acredita que possa um dia ter a oportunidade de atuar por uma equipe brasileira, nem que seja apenas para aprender.

Bolívar usa estreia para se adaptar à quadra e vence peruanos sem sustos

UNILEVER SE empolgou no início de cada set, mas não teve maior resistência para vencer o líder da Liga Argentina; Piá descarta favoritismo
ESTREANTES NUMA competição sul-americana, o time peruano do Deportivo Unilever até que se empolgou no início de cada set, empatando o placar até o sétimo ponto, mas os argentinos do Personal Bolívar trataram logo de impor o favoritismo e venceram fácil o jogo que abriu o Campeonato Sul-Americano Masculino de Clubes, na tarde desta terça-feira, no Poliesportivo Tancredo Neves. As parciais foram de 25-16, 25-20 e 25-11. JAVIER WEBER, técnico do Bolívar e atual líder da Liga Argentina, deu uma nota 8 para a estreia do seu time. “Cometemos alguns erros mais pela necessidade de adaptação ao ginásio e à bola, daí a vantagem de você estrear contra uma equipe inferior, mas que mostrou personalidade em alguns momentos. O que tinha que ser feito, a gente fez”. Weber reconhece certa ajuda da tabela, já que amanhã vai enfrentar o San Martín, da Bolívia, outro time mais fraco. EMBORA HAJA ginásios como o Tancredo Neves na Argentina, o treinador reforça que o seu time precisou de adaptação. “Em geral, jogamos em ginásios menores, com capacidade para 2,5 mil pessoas, com áreas laterais em dimensões menores para o escape na recuperação das bolas. Mas isso não será problema: para jogadores de alto nível basta um ou dois sets para esta adaptação”. COM ESTREITA ligação com a torcida do Montes Claros, já que fez parte do time vice-campeão brasileiro que representou a cidade na Superliga 2009-2010, o ponteiro Piá gostou do jogo para destravar, especialmente na adaptação com a bola. “A gente usa uma bola mais pesada na Liga Argentina. Eu até prefiro essa que estamos usando no Sul-americano”.
MESMO QUE o seu time seja líder da Liga Argentina, Piá não vê favoritismo para o Bolívar dentro da chave, especialmente pela presença do arquirrival UPCN. “Não penso assim. A Liga lá está muito equilibrada. Independente de qual seja a competição, o que temos que fazer é honrar as cores do Bolívar, que é uma marca de muito peso na Argentina”, finalizou Piá, ao equiparar o duelo UPCN e Bolívar, programado para a última rodada da primeira fase equivalente a um “Atlético x Cruzeiro para os mineiros”.

Custos para os times impediram um Sul-Americano mais cheio, afirma delegado da CSV

Roberto Escobar, delegado do Sul-americano, explica sobre a ausência de mais países na disputa (foto: Aurélio Vidal)
NEM TODAS as federações, como a Venezuela - que tem tradição na modalidade -, inscreveram seus campeões; crise financeira seria a causa, aponta delegado da CSV O NÚMERO de times no Campeonato Sul-Americano Masculino de Clubes, aberto nesta terça-feira, poderia ser além dos sete participantes que estão em Montes Claros. Quem explica é o terceiro vice-presidente da Confederação Sul-Americana de Vôlei (CSV) e delegado geral para a competição, Roberto Escobar, em conversa com a VENETA. As federações de todos os países da América do Sul integram a entidade, inclusive as Guianas (o que não acontece no futebol). No entanto, nem todos têm representantes no Norte de Minas. “TEORICAMENTE TODOS os países têm uma vaga garantida na competição. A indicação da equipe é feita pela federação filiada à CSV e o clube, por sua vez, formaliza o seu interesse na disputa com a inscrição, mas nem todos os campeões nacionais têm condições financeiras de participar do Campeonato”, explica Escobar. COMO FOI dito após a desistência do US Montjoly, da Guiana Francesa, o custo de transporte até a cidade-sede, é exclusivamente do clube e não da Federação de origem. Escobar reforçou que os guianenses podem ser multados por causa dessa desistência de última hora, o que impediu a substituição ou mesmo o convite para um terceiro time brasileiro.

NEM VENEZUELA, COLÔMBIA OU PARAGUAI INDAGADO SOBRE a ausência do representante da Venezuela e da Colômbia, por exemplo, países que têm muito mais tradição no voleibol do que Uruguai e Bolívia que têm times na disputa, o delegado da CSV considera a crise mundial como justificativa para o fato. “O principal problema é de ordem financeira. Não há receita suficiente para todos os times virem até o Brasil. A Venezuela tem um vôlei relativamente forte, com histórico de disputas de Liga Mundial, título de Pan-Americano e Jogos Olímpicos. Já pela Colômbia, mesmo com direito à vaga, ninguém se inscreveu”. ROBERTO É paraguaio e até mesmo o seu país abriu mão de ter um time em Montes Claros. O Sportivo Luqueño foi o campeão nacional na temporada passada, mas justamente por causa dos custos com o transporte de Luque, na grande Assunción, até o Brasil, desistiu de jogar o Sul-Americano. “O DIREITO à participação é para todos, desde que atendam as datas determinadas para a inscrição”, finaliza Escobar, que também é membro efetivo e tesoureiro da Federação Internacional de Voleibol.

20 de fevereiro de 2017

As "armas" para se dar bem no Sul-americano

Na Superliga anterior, em 11 jogos, Gian atuou apenas em pontos isolados; hoje é titular absoluto (foto: Clara's Imagens)
BEM NA recepção, Bob prega respeito até mesmo aos times sem tradição e líbero Gian narra a reviravolta na carreira: minha folga é para ver vídeos"
A SUPERLIGA
Nacional – e suas polêmicas – estão em segundo plano. O foco total do Montes Claros é o Campeonato Sul-Americano Masculino de Clubes, com jogos a partir de amanhã até o sábado. Será a primeira experiência de uma equipe da cidade numa competição internacional oficial.

APESAR DA instabilidade nas partidas mais recentes da Superliga, o MOC Vôlei precisará se apegar aos pontos fortes que são destaque na disputa nacional para ter chances reais de brigar pelo título continental, que vale vaga no Mundial Interclubes, em outubro, na Polônia.

E DENTRE as “armas” estão a recepção e à defesa, personificadas no ponteiro Bob Dvoranen e no líbero Gian Moraes, respectivamente, entre os atletas mais eficientes da competição brasileira até aqui. 

“ATÉ VAI pela frente ninguém menos que uma equipe que é tricampeã mundial [Sada/Cruzeiro] e duas boas equipes da Argentina, além de times que estamos conhecendo agora. Como o capitão pode falar em nome da equipe, deixo bem claro que a gente almeja fazer esta final”, enfatizou Bob, que aparece como o segundo melhor atleta no fundamento recepção da Superliga, com 44% de eficiência.

SOBRE A estreia contra o desconhecido Bohemios, campeão do Uruguai, Bob pondera sobre a falta de tradição do país vizinho no voleibol. “Seja qual for o adversário, é muito importante levar a sério e não dar nome para ninguém. O esporte nos ensina isto porque, quem de repente não é favorito, faz o papel de franco atirador e pode complicar de alguma forma”.

O JOGADOR revela, ainda, que o diferencial para o Montes Claros pode ser a preparação física e mental. “Estamos em casa e este é um diferencial, mas é preciso estar bem também física e emocionalmente. O caminho para se chegar a uma final não foge disto”, finalizou o capitão.

DEVER DE CASA

O LÍBERO Gian é o terceiro mais eficiente defensor da Superliga, com 24,4% de acertos. A boa fase é como uma reviravolta na carreira de uma Superliga para outra. No primeiro turno inteiro da Superliga anterior, o jogador havia atuado em apenas 16 sets; e sempre como reserva. Entrou em quadra para jogar um ou outro ponto.


Ponteiro Bob em ação contra o Juiz de Fora, pela Superliga
NA ATUAL temporada, jogou todas as partidas e desde a quarta rodada consolidou-se como titular e pôs fim ao rodízio que o treinador Marcelinho Ramos fazia entre ele e o companheiro Kachel, que foi o titular quase que absoluto na temporada anterior. Melhor ainda: contra Sesi, Taubaté e Campinas, num comparativo com os líberos dos times adversários, teve um rendimento melhor do que todos eles segundo os números apurados pela CBV. E olha que estamos falando dos selecionáveis Serginho, Mário Júnior e Tiago Brendle, respectivamente.

O JOGADOR, de 26 anos, tem justificativa para a boa fase: “os números são muito bons, mas vamos manter os pés no chão. Acho que quando você trabalha forte nada acontece em vão. Estou numa fase muito especial, extremamente confiante e feliz com a evolução não apenas minha, mas a de todo o time de um ano para outro. De nada adianta eu defender se o Murilo (levantador) não acertar a distribuição e os ponteiros e o oposto não rodarem a bola”.

SOBRE O desempenho que o coloca como terceiro melhor defensor de toda a Superliga, Gian credita ao foco nos treinamentos: “muita aplicação nos treinos de saque e de passes para corrigir o movimento. Além disso, quando não estou em quadra, vivo em função de assistir os vídeos de nossos jogos, dos adversários, campeonatos estaduais e europeus. O YouTube passou a ser minha segunda ocupação”.

19 de fevereiro de 2017

Após derrota em Campinas, Montes Claros encabeça campanha contra erros de arbitragem

TIME GANHA coro da Associação de Clubes, que faz movimento na rede pela adoção do juiz eletrônico; CBV receberá relatório com erros e pedido oficial de veto dos árbitros


Salsa e Luan brigam com Rivaldo na rede, observados pelo árbitro capixaba, alvo maior do protesto (foto: Vôlei Brasil Kirin)

A ASSOCIAÇÃO de Clubes de Vôlei (ACV), que envolve sete dos 12 times que disputam a Superliga Nacional 2016/2017, assumiu oficialmente o protesto do Montes Claros Vôlei contra a arbitragem do jogo desse sábado, em que o time norte-mineiro foi derrotado pelo Vôlei Brasil Kirin, em Campinas, no tie-break, pela 7ª rodada do turno. As parciais foram de 18/25, 25/22, 16/25, 21/25 e 15/9, em duas horas de jogo. O líbero Brendle, do time da casa, recebeu o Viva Vôlei.

O MOC Vôlei foi um páreo duro, assim como já havia equilibrado as forças com o Funvic/Taubaté no fim de semana anterior, dando sinais de que está recuperando a estabilidade técnica que o fez ser uma das melhores equipes do turno. Mas os norte-mineiros foram bem prejudicados em decisões polêmicas, especialmente no terceiro e no quinto sets, onde toques na rede e invasões dos jogadores paulistas foram ignoradas, além da marcação de ataques do Montes Claros dentro da quadra como “bola fora” – isto mais de uma vez.

NUMA ARTE personalizada, Montes Claros Vôlei, Sada Cruzeiro, Maringá, Canoas, Bento Vôlei, Funvic Taubaté e Juiz de Fora lançaram as hastags #VoleibolImparcial, #ArbitragemImparcial e #VideoCheckUrgente, esta última numa alusão à campanha dos times brasileiros para que os jogos transmitidos pela TV, como foi nesse sábado, tenham o “juiz eletrônico”, com o direito de cada time utilizar dois pedidos por set para questionar pelo replay a marcação dos árbitros.


Campanha da ACV abraçada por sete clubes e atletas nas redes sociais
O GESTOR do Montes Claros Vôlei, Andrey Souza, foi quem liderou a mobilização. Logo após o jogo, vias redes sociais, ele se manifestou contra a arbitragem da partida no Ginásio do Taquaral. “O Campinas tem time pra ganhar; não precisa de ajuda externa. Vergonhosa e tendenciosa a arbitragem (...) Hoje (ontem), o time do supervisor da seleção teve essa grande ajuda (...).

A REVOLTA do clube vai mais além, conforme a VENETA apurou. O Montes Claros vai formalizar um protesto na CBV enumerando os erros cometidos pelos árbitros de sábado: Rogério Espicalsky (do Espírito Santo) e Gustavo Costa (de São Paulo). Além disso, oficializará o pedido de veto à escalação de ambos em seus quatro jogos no restante da primeira fase da Superliga Nacional e nos play-offs – que deverá ser feito também pelos demais times da ACV.

OS ENCONTROS entre Montes Claros e Campinas, que até então poderiam ser normais numa fase classificatória, ganharam ar de rivalidade nesta temporada. Na partida do primeiro turno, os erros de arbitragem que beneficiaram o time paulista também aconteceram, mas em menor número. O MOC venceu por 3x1 no Poliesportivo Tancredo Neves. Andrey Souza lembrou, ainda, que no turno o supervisor do time de Campinas [André Heller] foi o comentarista na transmissão pela TV, utilizando a camisa do seu clube. “Campinas é o time amigo”, postou.

NO JOGO de ontem, a incidência de erros foi bem maior, sucessivas, ao ponto de desestabilizar totalmente os jogadores e a comissão técnica na sequência do terceiro set e do tie-break. A revolta foi manifestada até mesmo por quem não tinha nada a ver com a partida. Gustavo Endres, supervisor do Canoas, protestou nas redes sociais: “mais uma bola muito dentro que foi marcada fora no 8º ponto do Campinas; por favor CBV: Vídeo Check”.

WILLIAM ARJONA, levantador do Cruzeiro e campeão olímpico pela Seleção, foi mais além e deixou no ar a coincidência de erros sempre para um time quando o jogo acontece no Taquaral: “Campinas é o lugar onde os times são mais garfinhados (sic) que eu já vi na minha vida! Me desculpe a sinceridade. Vídeo check em Campinas já!”. Por sua vez, nas redes sociais, mesmo em meio aos protestos de torcedores rivais e até a ironia sobre a atuação dos árbitros, o Vôlei Brasil Kirin se ateve a comentar somente sobre o placar final do jogo.

O CURIOSO é que, com a atual classificação, Campinas e Montes Claros seriam adversários já no primeiro play-off. Os paulistas estão em quarto lugar com 40 pontos, enquanto o MOC vem logo atrás, com 32.

16 de fevereiro de 2017

Domínio dos jovens e aprendendo com os mais experientes

COM RECORDE de inscritos no ano, prova teve domínio de João da Bota e Claudete, mas se destaca pela vitória dos atletas abaixo dos 20 anos e da resistência de quem tem mais de 50 e corre sem problemas
Sêo Geraldo Doçura foi literalmente o último, mas com exemplo de superação que se equipara a título (fotos: Clara's Imagens)
O RELATO sobre o final da 1ª Corrida Rústica dos Bombeiros de Montes Claros, realizada no domingo, pode parecer algo repetitivo já que João Ferreira Lima (João da Bota), de Grão Mogol, e Claudete Maria de Souza, de Curvelo, foram os vencedores, da mesma forma como aconteceu nas duas primeiras provas do ano na cidade (Santos Reis e São Sebastião). Ambos são atletas do Cruzeiro e colecionam centenas de pódios pelos país afora.
João da Bota e Claudete: "tríplice coroa" em provas de MOC
MAS O roteiro vai bem além, até porque a prova teve suas vertentes de corrida (5 e 10 KM), caminhada (1 KM) e a rústica kids, com pequenas e grandes caravanas de várias cidades, jovens no alto do pódio em meio aos adultos – e ao lado de veteraníssimos – e, claro, exemplos de superações pessoais, algumas de domínio público diante do carisma, ou mesmo de pessoas que guardam o anonimato e não são menos respeitadas por isto.

FORAM 725 inscritos. Para se ter uma ideia do que número representa, é mais do que o dobro de participantes da soma de corredores das duas rústicas realizadas na cidade em janeiro. Destes, 137 corredores que completaram a linha de chegada têm 40 anos ou mais, como o Osvando Mendes, de 73 anos, o mais velho entre os inscritos, que chegou no 62º lugar na prova de 10 KM.


ALÉM DELE, outros experientes como Hamilton Freire Aguiar, Antonio Faustino e Edna Torres, todos com 64 anos; Domingas de Almeida (61), Ronaldo Barros (60), Geraldo Robson (60) e Ângela Margareth (de 60 anos), Leivina Celestina, que correu aos 59 anos, e Vera Aparecida Ferreira, de 58 anos, nada menos que o 5º lugar geral na prova de 5 KM. E o folclórico sêo Geraldo “Doçura”, que superou uma cirurgia no joelho para voltar a correr e terminar a prova mais longa como se fosse um título. Foi um dos mais assediados na linha de chegada.
A prova teve 725 inscritos, sendo 607 nas duas corridas; mais do que o dobro nas duas provas anteriores na cidade

CORRIDA 5 KM
Hudson, 1º nos 5 KM
O DOMÍNIO foi da juventude propriamente dita. Dos dez primeiros lugares, sete estão abaixo dos 30 anos de idade. Hudson Charles dos Santos, da equipe Bioativa de Montes Claros e com apenas 17 anos, venceu a prova com o tempo de 16’18’’. Das corridas anteriores, disputou apenas a prova de Santos Reis (6 KM), na qual foi o 9º na colocação geral e o primeiro colocado na categoria 17-20 anos. Ele chegou com apenas cinco segundos à frente de Rogério Oliveira Dias (31 anos). Luiz Cláudio da Silva Fróes completou o Top-3, com 16’54’’.

Classificação geral - clique aqui

A “FORÇA jovem” comandou também a rústica de 5 KM entre as mulheres. Aos 18 anos, a montes-clarense Karen Diovana Santana (Turma do Haras) foi soberana: cravou 20’08’’, mostrando uma evolução se comparada aos resultados pessoais do ano: 4ª geral no Santos Reis e bronze na São Sebastião. A vantagem foi de 1 minuto e 27 segundos em relação à 2ª colocada, Elaine Santos Faria (Unimontes/Bioativa). Edileide Gomes (VO²/Bioativa) chegou em terceiro lugar, com 21’51’’.
Karen Diovana no alto do pódio da prova de 5 KM; à esquerda Natália (4ª) e Elaine (2ª) e à direita Edileide (3ª) e Vera (5ª)

10 KM


MESMO SEM uma premiação em dinheiro, a prova principal de 10 quilômetros despertou a atenção daqueles que vivem do esporte. João da Bota, atleta da equipe do Cruzeiro, voltou à cidade e reinou na prova dos Bombeiros. Chegou à terceira vitória seguida em Montes Claros com 31’47’’.
Osvando, aos 73 anos, o mais experiente
da prova: 10 KM em 53 minutos
AÍ A representação jovem voltou a dar sinal de que está surgindo uma geração com grande potencial para o atletismo de rua na cidade. Michael dos Santos, mais um integrante da equipe Bioativa de Montes Claros, completou a linha de chegada em 2º lugar, com 35’32’’. Logo a seguir, José Geraldo Duarte, o Lagartixa, mostrou que está com a forma física afiada: aos 56 anos, foi o terceiro melhor classificado na rústica dos Bombeiros, com 36’46’’.

Fotos - Clara's Imagens (clique nas palavras abaixo)
Chegada - prova - largada
Galeria de fotos -  Júnior de Souza - clique aqui

A DOBRADINHA não poderia ser outra: João da Bota entre os homens e Claudete Maria Souza (Cruzeiro) entre as mulheres. A corredora de Curvelo venceu com certa tranqüilidade: 41’33’’. Diferente da prova de 5 KM, a experiência falou mais alto e entre as dez melhores atletas, sete estão acima dos 40 anos. Ana Célia Bezerra (Curvelo) ficou em segundo (43’47’’). Leda Cristiane de Jesus foi a montes-clarense mais bem colocada. Aos 40 anos, a corredora da Bioativa fez o tempo de 46’58’’.

CLASSIFICAÇÃO GERAL

5 KM
(Masculino)
1) Hudson Charles dos Santos (17 anos) – 16’18’’
2) Rogério Oliveira Dias (31 anos) – 16’23’’
3) Luiz Cláudio da Silva (26 anos) – 16’54’’
4) Paulo Maurício Lopes (24 anos) – 17’02’’
5) Rodrigo Alkimim (39 anos) – 17’10’’

(Feminino)
1) Karen Diovana Santana (18 anos) – 20’08’’
2) Elaine Santos Faria (29 anos) – 21’35’’
3) Edileide Gomes Costa (33 anos) – 21’51’’
4) Natália Rodrigues (32 anos) – 22’31’’
5) Vera Aparecida Ferreira (58 anos) – 22’59’’

10 KM
(Masculino)
1) João Ferreira de Lima (44 anos) – 31’47’’
2) Michael dos Santos (17 anos) – 35’32’’
3) José Geraldo Duarte (56 anos) – 36’46’’
4) Hélio Alex Pereira (37 anos) – 37’16’’
5) Adão Rodrigues de Souza (47 anos) – 37’29’’

(Feminino)
1) Claudete Maria Souza (48 anos) – 41’33’’
2) Ana Célia Bezerra (46 anos) – 43’47’’
3) Leda Cristine de Jesus (40 anos) – 46’59’’
4) Zenilda Rocha (27 anos) – 47’19’’
5) Mônica Prates Queiroz (38 anos) – 47’27’’

Prova Kids foi uma das primeiras atrações (foto: Júnior Souza)
Categoria 10-14 anos
5 KM – Melquisedek Alves Ataíde (Bioativa) – 21’18
5 KM – Denise Emanuelle Sales (Divas na Pista) – 23’23’’

15-19 anos
5 KM – Lucas Souza da Silva – 17’11’’

16-19 anos
10 KM – Diogo Odlavin Felício (Divas na Pista com Eles) – 59’08’’
10 KM – Maria Clara Silva Caldeira (Bioativa) – 1h00’17’’

20-24 anos
5 KM – Greegary Tadeu Soares (Pro Sport) – 18’29’’
5 KM – Luana Batista dos Santos – 24’49’’
10 KM – Allan Johnson Antunes (Divas na Pista com Eles) – 37’45’’
10 KM – Tamires Aylana de Medeiros – 51’06’’

25-29 anos
5 KM – Mailson de Jesus Gonçalves – 18’48’’
5 KM – Ângela Soares de Oliveira – 23’59’’
10KM – Erick da Silva Silvério – 38’20’’
10 KM – Amanda Camilo Silva – 50’41’’

30-34 anos
5 KM – Dione Botelho (Alpargatas) – 18’42’’
5 KM – Adileusa Pereira – 25’48’’
10 KM – Adalto Martins de Carvalho – 43’44’’
10 KM – Eva Pereira da Silva (Bioativa) – 53’17’’

35-39 anos
5 KM – Eduardo Santos Freitas (O² Running) – 17’47’’
5 KM – JOselma Paiva Martins – 24’31’’
10 KM – João Crisóstomo Júnior (Ecos) – 38’10’’
10 KM – Juliana Leonel Peixoto (Divas na Pista) – 54’50’’

40-44 anos
5 KM – Warley Gomes Almeida – 20’44’’
5 KM – Regina Alvarenga (Polícia Militar) – 23’17’’
10 KM – Claudimar Plínio Medeiros – 49’44’’
10 KM – Luciana Matos – 51’47’’

45-49 anos
5 KM – Luiz Heveraldo da Silva (Bombeiros) – 21’34’’
5 KM – Maria Selma dos Reis (Divas na Pista) – 23’06’’
10 KM – José Alexandre da Silva (Exército) – 43’34’’
10 KM – Adriana de Souza Leite (Ecos) – 47’45’’

50-54 anos
5 KM – Jaime Ronaldo Silva – 25’15’’
5 KM – Marisa Veloso (Divas na Pista) – 25’22’’
10 KM – Dalmo Augusto da Silva – 37’47’’
10 KM – Aurita Ferreira (Divas na Pista) – 49’52’’

55-59 anos
5 KM – Joaquim Ferreira Filho – 23’33’’
5 KM – Ilma Pereira (Garotas de Bike) – 29’01’’
10 KM – Carlos Ernesto Mendes – 42’45’’
10 KM – Maria das Mercês Moreira (Ecos Diamantina) – 52’45’’

Acima de 60 anos
5 KM – Ângela Margareth – 29’17’’
10 KM – Hamilton Freire Aguiar (Bioativa) – 40’48’’
10 KM – Domingas Oliveira de Almeida (Haras) – 1h00’34’’

Saiba mais sobre lançamento, cobertura de imprensa, transmissões, reforma e venda de ingressos

NA VÉSPERA da estreia, Montes Claros Vôlei finaliza organização para receber seis visitantes e comitivas de dirigentes, árbitros e jornalistas na competição internacional



ANFITRIÃO E responsável direto pela organização do Campeonato Sul-Americano Masculino de Clubes, o Montes Claros Vôlei confirmou à VENETA nesta quinta-feira (16/2), alguns detalhes de bastidores a quatro dias do início da competição. Marco Túlio Gomes Teixeira, primeiro vice-presidente da Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV), virá à cidade para presidir a solenidade de abertura.

NA SEGUNDA-FEIRA, às 14 horas, no Montes Claros Shopping Center, haverá uma coletiva de imprensa para o lançamento do Campeonato, com a participação dos representantes dos sete clubes participantes, parceiros, patrocinadores e dirigentes da CSV, CBV, Associação de Clubes de Vôlei (ACV) e Federação Mineira (FMV).
Marco Túlio, 1º vice-presidente CSV (Foto Alexandre Arruda)
POR FALAR em imprensa, até aqui, o clube como organizador registrou o credenciamento de 49 profissionais, entre repórteres, editores, cinegrafistas e fotógrafos de emissoras de TV e rádio, jornais, revistas e sites especializados. A assessoria de comunicação do evento aguarda, ainda, o registro de jornalistas vinculados aos clubes participantes.

SOBRE AS transmissões, o gestor do Montes Claros Vôlei, Andrey Souza, adiantou à VENETA que o canal a cabo SporTV fará a exibição da partida final, sábado, dia 25, às 17 horas. Os demais jogos da primeira fase e das semifinais serão transmitidos pela internet, por redes sociais, provavelmente por um canal oficial do Campeonato Sul-Americano de Vôlei no Youtube, com o suporte da CSV.

O LANÇAMENTO será na segunda-feira (21), mas os jogos começam somente no dia seguinte, com Bolívar (Argentina) x Unilever (Peru), às 16h45, UPCN San Juan (Argentina) x San Martín (Bolívia), às 18h15, ambos pela Chave B, e Montes Claros x Bohemios (Uruguai), às 20h15, pela Chave A. O Sada/Cruzeiro folgará no primeiro dia.

INGRESSOS

A VENDA de ingressos continua de duas formas: passaporte, que garante o acesso a todos os dias, ao valor de R$ 65,00 (2º lote); e avulsos: R$ 10,00 (fase classificatória), R$ 30,00 (semifinal) e R$ 40,00 (final). A meia entrada na venda avulsa será para jovens de 12 a 18 anos, com apresentação da carteira de identidade na bilheteria, e para estudantes com documento original da instituição de ensino e identidade – também no ato de entrada ao ginásio.

A ENTRADA será gratuita para menores de 12 anos e maiores de 60 anos e para pessoas com deficiência devidamente credenciadas na Ademoc. O primeiro lote de passaportes foi vendido em menos de duas semanas.

CASA
Funcionário da Esurb faz reparo nos refletores do Poliesportivo
TODOS OS jogos serão no Ginásio Poliesportivo Tancredo Neves, que recebe uma série de intervenções há pelo menos duas semanas. O município, através da Secretaria de Esporte e Juventude, assumiu a parte logística, com a cessão de pessoal e dos serviços elétricos, hidráulicos, de segurança, controle de trânsito e de saúde.

O SISTEMA de iluminação foi readequado, com a substituição de lâmpadas e a correção de redes, que pôs fim aos desperdícios. A área lateral da quadra será redimensionada, já que o regulamento exige áreas permanentes de aquecimento. (Foto: Rubem Ribeiro)

Sensei Internacional ministra curso sobre sequências e técnicas

Rogério Yujiro Saito vem ao Norte de Minas para dois cursos: em Montes Claros e Janaúba (foto: arquivo pessoal)
CURSO MINISTRADO por Rogério Yujiro Saito abordará os estilos Kihon e Kata e as técnicas Bunkai; aulas no sábado

OS PROFESSORES, treinadores, alunos e competidores do caratê têm a oportunidade de aperfeiçoamento das técnicas de uma das artes marciais mais praticadas em Montes Claros e região. No próximo sábado, o 5º Dan pela Federação Internacional de Caratê Shito-Ryu, Rogério Yujiro Saito, vem à cidade ministrar um sobre as sequências de Kihon e Kata e as técnicas do Bunkai.

ALÉM DE mestre internacional, o instrutor responde pela direção técnica da Associação Shitokai do Brasil e é técnico da Seleção Paulista de Caratê. O curso será de 9 às 13 horas, no Centro Esportivo da Unimontes. O custo é de R$ 40,00, com entrega de certificado.

UM DOS mais experientes atletas da cidade e técnico de equipes de competição, o multicampeão Pan, Sul-americano e Brasileiro, Marquinhos dos Santos é um dos organizadores do curso. Ele explica que o evento é aberto para os praticantes do caratê, seja qual for o nível/faixa, com base no estilo Shito-Ryu.


EXPLICAÇÕES

“KIHON SÃO os movimentos básicos que todos os caratecas utilizam: socos e chutes. Somente dessa forma que eles aprendem o Kata e a luta propriamente dita”, esclarece Marquinhos. Sobre o Kata, ele lembra que é um estilo de “luta imaginária” e o Bunkai é justamente uma técnica para explicar a metodologia do Kata.

O MESMO curso será aplicado um dia antes, em Janaúba, sob organização do sensei Reginaldo Soares. O professor Alex Freitas, do curso de Educação Física da Unimontes, também é um dos organizadores do curso. Informações pelos telefones: (38) 9 9176-2225 e 9 9129-3657.

15 de fevereiro de 2017

Montes Claros Vôlei está entre os líderes de quatro estatísticas da Superliga

Montes Claros tem a 2ª melhor defesa e o lídero Gian é o 6º mais eficiente neste fundamento na SL (fotos: Alex Sezko)
MESMO COM quatro derrotas em seis jogos pelo returno, time mostra compensações e se destaca na defesa, recepção, saque e levantamento

APESAR DAS quatro derrotas nos seis jogos realizados em 2017 pela Superliga Nacional, que provocaram a queda do time da 3ª para a 5ª colocação, o Montes Claros Vôlei aparece bem neste começo de ano de outra forma. O time está entre os três melhores da competição em quatro dos seis fundamentos que fazem parte da estatística geral por equipes da CBV. É o segundo mais eficiente da Superliga no saque, recepção e defesa, além de ser o terceiro melhor em levantamento.

A EFICIÊNCIA do MOC Vôlei no saque é de 5,75%, atrás apenas do líder Sada/Cruzeiro (8,03%). Foram 82 aces. Na estatística individual, o levantador Murilo Radke aparece como o melhor sacador do grupo montes-clarense, com 7,51% de sucessos (ponto ou ação contínua pós-saque) – 10º na classificação por atletas.

NA RECEPÇÃO, a diferença é mínima entre os dois melhores times neste fundamento. A equipe de Montes Claros apresenta 40,76% de eficiência, contra 41,28% do Sesi/SP. Se a disputa for somente entre os atletas, destaque para o ponteiro Bob, também capitão do MOC. Com 44,94%, ele está rigorosamente empatado com líbero Felipe, do Copel Maringá, como os melhores da Superliga até aqui.

A DEFESA do Montes Claros é a segunda mais eficiente até aqui, com 18,66% de aproveitamento, de acordo com as estatísticas da CBV. O Sesi/SP é o único à frente do time de Marcelinho Ramos, com 23,39% de eficiência. Na briga individual, o líbero Gianzinho é o destaque local, com 21,77% de eficiência – o 6º melhor da competição, à frente de ninguém menos que Serginho (Sesi) e Lucas Lóh (Campinas).

NO LEVANTAMENTO, o MOC está no “Top 3”, com 31,11% de sucessos, menos de 3% em relação à melhor equipe neste fundamento. O time fica atrás somente do Sesi (33,92%) e do Sada/Cruzeiro (33,48%). Os três clubes também aparecem na lista dos três melhores na estatística individual, pela ordem: William Arjona, o “Mago”, o levantador de melhor rendimento até aqui, com 41,07%, seguido por Bruninho Rezende, com 36,69%, e Murilo Radke como representante do Montes Claros: 31,88%.

A DERROTA MAIS RECENTE

ATÉ ENTÃO,
era uma vitória para cada lado na temporada. O Montes Claros Vôlei venceu pelo turno da Superliga no interior de São Paulo (3x1) e o Funvic/Taubaté foi melhor no jogo único pela Copa Banco do Brasil (3x1), no Norte de Minas. No tira-teima do último sábado, pelo returno da Superliga, o MOC até que resistiu em vários momentos ao favoritismo do rival, correspondeu ao alto rendimento dos selecionáveis paulistas, mas o poder de ataque do time paulista com Wallace e Otávio e ainda o trabalho na rede com os bloqueios de Éder falaram mais alto. Com estafa muscular, o central Robinho não jogou pela equipe mineira.

O Montes Claros fez um jogo equilibrado, mas o bloqueio do time paulista foi diferenciado, com 10 pontos a mais
O TAUBATÉ fez 3 sets a 1, parciais de 25/20, 21/25, 25/23 e 25/21, diante de 2,6 mil pessoas, no Ginásio Poliesportivo Tancredo Neves. O lado negativo foi o desentendimento entre o ponteiro Otávio e o central Rafael Martins, do Montes Claros. Por muito pouco, os atletas não foram às vias de fato.

COM O revés, o Montes Claros se mantém “congelado” na quinta colocação geral, com 31 pontos, relativamente tranquilo numa comparação ao time mais próximo (JF Vôlei – 25 pontos).

OS DOIS times se equilibraram em praticamente todos os fundamentos, com exceção do bloqueio. O Taubaté marcou 16 pontos na rede e o Montes Claros apenas seis. Éder, com seis “blocks” e Wallace com 3 foram os melhores na rede. O oposto paulista e da seleção foi o maior pontuador (22 acertos), mas foi Otávio quem recebeu o troféu Viva Vôlei como o melhor em quadra.

“A GENTE não aceita a derrota, mas tem que entendê-la e procurar fazer algo melhor na próxima partida. No terceiro set, saímos de uma diferença grande e conseguimos buscar. Esta tem sido uma característica da equipe, com um sistema defensivo forte”, disse o técnico Marcelinho Ramos, em entrevista ao Momento Esportivo, do VinTV. “O jogo foi muito competitivo taticamente”, resumiu o treinador vencedor, Cézar Douglas.

NO FIM de semana, o Montes Claros visita o Vôlei Brasil Kirin/Campinas, pela 7ª rodada. Será o último jogo antes de encarar como anfitrião o Campeonato Sul-americano Masculino de Clubes, terça-feira, dia 21 de fevereiro, às 20h15, contra o Clube Atlético Bohemios, do Uruguai (Chave A).

13 de fevereiro de 2017

Patrícia Ramos conquista 1ª etapa do Sul-americano no Chile

Rebecca e Patrícia Ramos (em pé) fizeram seis jogos nas praias chilenas, com 100% de aproveitamento (Foto CSV)
NORTE-MINEIRA DE Espinosa foi campeã invicta do circuito realizado em Coquimbo; nova parceira é a cearense Rebecca Barbosa

A NORTE-MINEIRA Patrícia Ramos largou na frente na briga por uma das vagas do continente para o Campeonato Mundial de Vôlei de Praia, que acontecerá na Áustria, no segundo semestre. No último domingo, ela conquistou o título da etapa do Chile do Circuito Sul-americano, na arena de Las Peñuelas, em Coquimbo, ao lado da cearense Rebecca Barbosa.

A FINAL foi “doméstica”, disputada diante de mais de duas mil pessoas. Patty e Rebecca venceram as também brasileiras Victória (Sergipe) e Tainá (Mato Grosso do Sul) por 2 sets a um, parciais de 21-12, 16-21 e 17-15. “Já nós conhecíamos de outras competições no Brasil e sabíamos que seria um jogo muito difícil, como foi na primeira fase”, resumiu Patrícia, em entrevista para o site da CBV.

LOGO NA primeira rodada da primeira fase, Patrícia e Rebecca enfrentaram Victória e Tainá e venceram por 2 a 1 (24/22, 18/21 e 15/12). Na segunda partida, 2 a 0 sobre Vorpahl/Fabi, do Chile (21/14 e 21/16). Ainda na 1ª fase, vitórias diante das colombianas Diana Ríos e Yuli Alaya (21/16 e 21/17); e das bolivianas Elizabeth/Oropeza (21/12 e 21/3). Na semifinal, passaram pelas paraguaias Érika Mongelos e Michele Valiente: (21/8 e 21/13).

COM O título nas praias chilenas, Patty e Rebecca recebem 200 pontos e lideram o ranking sul-americano. A cearense é a sua nova parceira para esta temporada. Até o ano passado, ela jogou ao lado de Ângela e de Duda, com quem foi campeã dos Jogos Olímpicos da Juventude em 2014, na China, e Mundial Sub-21, na Suíça (2016).

O CIRCUITO Sul-Americano terá mais cinco etapas – e depois uma final. A próxima acontecerá em março, em Lima/Peru. Patrícia e Rebecca foram convocadas pela CBV como a dupla Brasil 1. A escolha é feita por critérios técnicos.

10 de fevereiro de 2017

Melhor entre os montes-clarenses em 2017, Guilherme Nascimento vai atrás de voos mais altos

Guilherme Nascimento foi 3º na prova de Santos Reis e vice-campeão na Rústica de São Sebastião (foto Clara's Imagens)
COM OS melhores resultados entre os atletas da cidade nas últimas provas, corredor revela "disciplina militar" nos treinos para encarar mais provas nacionais a partir der 2017; Porto Seguro é a primeira parada

AOS 30 anos, Guilherme Nascimento da Silva começou o ano com o pé direito. Aliás, com os dois pés muito bem afinados. Nas duas provas realizadas até aqui foi o melhor montes-clarense e norte-mineiro em ambas. Bronze na Corrida do Santos Reis e prata na Rústica de São Sebastião. Ficou atrás somente de João da Bota e de Ivanildo dos Anjos, atletas da equipe oficial do Cruzeiro e que vivem do esporte e têm o atletismo como profissão.

POR ENQUANTO, ainda não dá para ser assim: Guilherme divide a rotina de treinos com o trabalho de oito horas diárias numa copiadora da cidade. Para manter a técnica e o preparo físico, sacrifica os finais de semana e pelo atletismo abre mão até mesmo do lazer com a família e amigos.

NA CONVERSA com a VENETA, o corredor revela que sempre acompanhou as provas mais tradicionais do País, mas foi em Montes Claros que encontrou o ídolo que o inspirou a assumir o gosto pelo atletismo e o fez ir para a rua: José Geraldo “Lagartixa”, que de companheiro de treino virou rival “Ele ganhava tudo”, resume. Guilherme corre desde 2010 e já acumula mais de 100 pódios.
 

DEPOIS DAS provas dos santos no início de 2017, agora quer arriscar mais e se prepara para a Meia Maratona de Porto Seguro, em abril. A concentração é tanta que nem disputará a Rústica dos Bombeiros neste final de semana. Aliás, o roteiro para o restante do ano inclui outras provas consideradas nacionais, como a Meia Maratona Internacional de BH, em julho, e quem sabe, a corrida dos sonhos que acompanhava pela TV antes de se tornar atleta: a tradicional São Silvestre.

Para ter esta regularidade como o melhor atleta montes-clarense no atletismo de rua, é preciso ter concentração. Como é a sua preparação para manter esta média de bons resultados?
GUILHERME NASCIMENTO –
“Tudo exige muita dedicação e disciplina. Treino seis dias por semana, com uma média de 100 quilômetros. Ainda faço o treino de velocidade 15x400 metros para ter arranque [ou tiro como se diz na gíria dos corredores, o que cria capacidade de correr num ritmo mais forte em trechos estratégicos da prova]. São duas sessões de academia por semana, mas é preciso também controlar a alimentação; evito tudo o que é gorduroso. Gosto mais de massas, frango e frutas, com suplementos para completar a alimentação”.

Você não é atleta profissional. Precisa conciliar esta maratona de treinos com um trabalho ganha-pão e, ainda, abrir mão do lazer com a família e amigos. Como é isto?
GUILHERME NASCIMENTO –
“Trabalho todos os dias entre à tarde e à noite. Encerro o meu turno às 10 da noite. Por isso, treinos somente pela manhã. Às vezes, deixo de sair aos finais de semana porque gosto de treinar aos domingos pela manhã. Aliás, é até uma rotina dos corredores de Montes Claros fazer treinos longos aos domingos, entre 21 e 25 quilômetros”.



José Geraldo Lagartixa, à esquerda, é, segundo Guilherme, a inspiração para a entrada no atletismo
Quando começou a correr para competição?
GUILHERME NASCIMENTO –
“São quase sete anos neste ritmo. Corro desde 2010 e sempre chegando ao pódio”.

São quantas conquistas?
GUILHERME NASCIMENTO –
“Primeiro, tenho que dizer que vencer ou chegar bem em uma prova é consequência de toda esta dedicação. Tenho muitos troféus de vitórias e pódios. Nunca parei para contar quantas conquistas tenho, mas já cheguei a uns 100 troféus em casa como campeão, segundo e terceiro colocado”.

Qual foi a prova mais complicada você teve pela frente?
GUILHERME NASCIMENTO –
“Acho que a prova mais complicada que disputei foi uma Meia Maratona em Caldas Novas [Goiás]. O percurso era muito pesado por causa da quantidade de subidas. Cheguei no 15º lugar geral”.



Segundo Guilherme, são 100 pódios até aqui; meta agora
é buscar resultado de expressão em provas nacionais
Você começou a levar as corridas a sério em 2010, mas não acredito que tenha sido só por iniciativa própria. Imagino que tenha o incentivo de alguém...
GUILHERME NASCIMENTO –
“Acho que foi uma coisa natural porque eu sempre gostei de esporte e das corridas de rua, como a São Silvestre, que reunia os grandes corredores do Brasil como Vanderlei Cordeiro de Lima. Como eu disse, comecei a correr em 2010, mas com inspiração em uma pessoa daqui da cidade”.

E quem foi esta inspiração?
GUILHERME NASCIMENTO –
“O José Geraldo, que todo mundo no meio do atletismo de rua conhece como Lagartixa. Ele era o melhor atleta da cidade; vencia praticamente todas as corridas por aqui. E desde quando comecei a treinar pensava que eu tinha que ganhar dele, porque ele parecia imbatível, como de fato era à época”.

E quando foi que conseguiu “bater” o ídolo?
GUILHERME NASCIMENTO –
“Com seis meses de muito treinamento, inclusive em treinos junto com o próprio Zé, consegui vencê-lo na Corrida do Exército de 2010. Esta prova foi um divisor de águas. Desde lá que eu venho pegando pódio”.

Nas corridas do Santos Reis e de São Sebastião, você foi o melhor atleta local. Manteve um ritmo próximo aos dos vencedores, que são atletas profissionais. Vai ter a prova dos Bombeiros neste fim de semana. Qual é a sua meta para esta corrida?
GUILHERME NASCIMENTO –
“Vou ficar de fora da prova dos Bombeiros. Não consegui fazer a inscrição a tempo. As vagas acabaram antes do prazo final, mas há situações que vêm para o bem. Estou com foco para a Meia Maratona de Porto Seguro, no dia 23 de abril, que é uma prova de grande porte, com projeção nacional”.

Já encarou também as provas mais tradicionais de Minas?
GUILHERME NASCIMENTO –
“Fiz duas Voltas Internacionais da Pampulha, a melhor em 2016, quando fiquei em 29º lugar no geral e primeiro em minha categoria. Teve ainda a Meia Maratona de BH, também em 2015: cheguei em 16º no geral e segundo na minha categoria [25-29 anos]”.

Com esta sequência de resultados em Montes Claros nos últimos anos, acha que está na hora de buscar mais provas fora de Montes Claros?
GUILHERME NASCIMENTO –
“Aqui em Montes Claros tem bons corredores, de alto nível, mas gosto de competir e as corridas fora de Montes Claros têm mais incentivo nas premiações. Acontece que às vezes falta apoio, mas tenho esta vontade de ir à São Silvestre, voltar à Meia Maratona de BH. Fora daqui, sei que vou encontrar adversários mais experientes, de estilos diferentes e quem sabe conseguir me tornar um atleta de elite. Vou ralar muito para isto acontecer”.