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| Jogo de muitos erros de ambos os lados, mas o Montes Claros foi mais eficiente |
NO PRÓXIMO sábado, o MCV receberá o Minas Tênis, pela segunda rodada, reedição do clássico que definiu uma das semifinais do Campeonato Mineiro – e o time de BH levou a melhor. Nesta temporada, eles já se enfrentaram três vezes e o Montes Claros venceu apenas uma.
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| Público ficou na casa das 1,1 mil pessoas; técnico adversário estava suspenso |
ALTOS E BAIXOS
ASSIM COMO nos outros fundamentos, o Montes Claros teve altos e baixos em relação à eficiência no saque, mas em momentos cruciais conseguiu quebrar o passe do adversário, especialmente em aces com Luan Weber e o ponteiro Alê, que ganhou a posição no decorrer do jogo. O ponto que selou a vitória, por exemplo, foi em um saque flutuante do central Salsa, que Alison Martins, do Canoas, não conseguiu recepcionar.
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| Experiente Cléber começou como titular nos dois primeiros sets |
NUMA ANÁLISE geral, o técnico Marcelinho Ramos entendeu que o seu time estava um pouco nervoso, diante de uma estreia de Superliga, mas comemorou bastante a vitória contra um adversário que considera direto na classificação final da primeira fase. A celebração foi até de uma maneira especial já que a sua esposa veio de Porto Alegre/RS para acompanhar o jogo.
[SOBRE O nervosismo do time] “Vejo isto de uma forma positiva; acho que a ansiedade está inserida na preparação de uma partida como esta. Tem que ter o frio na barriga numa hora como esta. Era uma estreia em casa e a gente ainda vinha de uma derrota numa semifinal do Mineiro, que também havia acontecido em casa”, analisou.
MAS O comandante do MCV viu falhas até certo ponto preocupantes. “Conseguimos imprimir um ritmo muito bom na maior parte do tempo, mas houve muitas oscilações ao longo do jogo, e de forma contínua em alguns momentos cruciais. A oscilação vai ocorrer, mas ela não pode ir a um nível tão baixo como está acontecendo com o time. É continuar trabalhando”.
NOTA SETE
NUMA ESCALA de zero a dez, o oposto Luan avaliou a vitória com a nota “sete”, mas tem a consciência de que ele e restante do grupo precisam evoluir bem mais numa sequência de Superliga. “A gente treina muito com os dois levantadores e temos o acerto de bola com ambos. O Marcelinho tem confiança em todo mundo e vai continuar mexendo no time dentro do jogo quando este ou aquele jogador não estiver bem”. Sobre o bom rendimento individual no saque, ele vê mérito do treinador, que lhe dá liberdade para forçar sempre.
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| Marcelinho Ramos "Quando oscilamos depois, o nível do time ficou muito baixo" |
PELO LADO gaúcho, lamento pela atuação abaixo da crítica, na avaliação do auxiliar técnico Chiquita, que ficou à beira da quadra diante da suspensão de quatro jogos do técnico Marcelo Fronckowiak. “A gente tinha um ritmo de jogo maior em relação ao Montes Claros. Esperava mais”.
MULTICAMPEÃO COM a seleção brasileira, Gustavo Endres agora é o gestor do Canoas e foi mais crítico na análise do desempenho de sua equipe na estreia. “Esperava mais do meu time. Começou um pouco apática e demorou a reagir durante o jogo. Quando o Montes Claros impôs o ritmo, a gente não conseguiu reverter. Temos muito no que melhorar, até porque a equipe tem atletas jovens em algumas posições, mas jovens que são adultos e que foram das seleções de base. Têm que mostrar que querem mais e sentir a derrota, evoluir, brigar entre eles. Precisamos cobrar mais um do outro, brigar no bom sentido. Tem muito a melhorar no restante da Superliga”.

















