5 de novembro de 2015

Montes Claros receberá medalhas na estreia da Superliga

ANTES DE a bola ir ao ar, FMV vai entregar premiação pelo terceiro lugar geral no Campeonato Mineiro

Lance do jogo semifinal entre Montes Claros e Minas (foto: Orlando Bento/MTC)
A ESTREIA do Montes Claros Vôlei contra o Funvic/Taubaté na Superliga Nacional 2015/2016, neste domingo, terá uma atração a mais para o torcedor, além do difícil duelo contra o atual bicampeão paulista no Ginásio Poliesportivo Tancredo Neves.

MOMENTOS ANTES de a bola ir ao ar, a Federação Mineira de Vôlei formalizará a entrega das medalhas de bronze aos atletas do MOC Vôlei pela conquista do terceiro lugar geral no Campeonato Estadual, encerrado em outubro.

NA PRIMEIRA fase do Mineiro, o time norte-mineiro fez a terceira melhor campanha, com cinco vitórias e três derrotas. Na semifinal de jogo único, apesar do equilíbrio, acabou derrotado pelo Minas Tênis Clube por 3 sets a um, o que sacramentou o 3º lugar.

MUDANÇA

O JOGO contra o Taubaté está marcado para as 19 horas, uma hora a mais que a tabela original da CBV. A VENETA apurou que o adiamento em uma hora foi um pedido da gestão do MCV para evitar a concorrência de público com as transmissões dos jogos de Atlético e Cruzeiro pelo Campeonato Brasileiro.

OS INGRESSOS são vendidos antecipadamente desde a manhã desta quinta-feira nas Lojas Visual no Centro e nos dois shoppings da cidade, além da loja matriz da Drogaria Minas Brasil. São dois valores: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia).

NOVEMBRO AZUL

A ESTREIA marcará, ainda, a adesão oficial do time à campanha do Novembro Azul de prevenção ao câncer de próstata. Os primeiros 500 torcedores que chegarem ao Ginásio Poliesportivo Tancredo Neves vestidos com camisas azuis vão ter acesso gratuito. A iniciativa é semelhante à promoção do Outubro Rosa, que permitiu que as mulheres vestidas com a cor da campanha não pagassem ingresso no jogo contra o Sada/Cruzeiro, pelo Campeonato Mineiro.

3 de novembro de 2015

Em boa fase no Atlético/PR, Nikão convive com sondagens e sofre com racismo

MEIA MONTES-CLARENSE interessa ao Grêmio para o ano que vem; noiva vai tomar providência sobre ofensas de paraguaios

Nikão interessa ao Grêmio, mas tem ainda mais dois anos de contrato
DESTAQUE NA campanha do Atlético do Paraná no Campeonato Brasileiro, o meia montes-clarense Nikão pode ser um dos primeiros reforços do Grêmio para a temporada do ano que vem. O Tricolor gaúcho já anunciou que vai apostar em jovens valores para melhorar a qualidade do elenco, que terá como principal desafio em 2016 a Copa Libertadores da América. As negociações tiveram início há mais ou menos um mês, mas esbarra no tempo de contrato que Nikão tem com os rubro-negros. São mais dois anos de vínculo, o que pode onerar os custos para os gremistas, que tentam envolver atletas na negociação.

SE O acerto se concretizar, o meia de 23 anos fará companhia ao conterrâneo Lucas Ramon. O lateral de 21 anos foi contratado pelo Grêmio no início do Brasileirão depois de algumas temporadas como titular absoluto do Londrina, pelo qual foi campeão paranaense em 2014. 

VANDERLEY LUXEMBURGO, que assumirá o Tianjin Songjiang da China em 2016, também o indicou ao time do Oriente.

NO BRASILEIRÃO até aqui, Nikão tem quatro gols e quatro assistências. É o vice-artilheiro do time e o melhor assistente. Na Sul-americana fez um gol e efetuou duas assistências.

MAS NEM todas as notícias são boas para o meia. No meio da última semana, ele foi alvo de manifestações racistas nas redes sociais e no estádio do Sportivo Luqueño, adversário do Atlético/PR nas quartas de final da Sul-americana. Numa postagem, Nikão foi comparado a um macaco. No treino de reconhecimento do gramado, torcedores do time rival dirigiram palavrões e ofensas racistas em direção ao montes-clarense, assim como aconteceu durante a partida.

O FURACÃO perdeu por dois a zero e foi eliminado, já que venceu a ida somente por 1x0. Mesmo como destaque individual do time brasileiro, Nikão foi expulso após se desentender com um atleta rival. O atleta foi orientado pelo clube a não se pronunciar, mas a sua noiva, Izabela Cruz, revelou à imprensa de Curitiba que vai tomar providências judiciais contra os envolvidos pelo crime de injúria racial.

Em sua 35ª edição, Torneio Champagnat segue tradição de promover o basquete

COMPETIÇÃO ENVOLVE nove times, entre experientes, peladeiros e jovens, como do Instituto Federal e Indyu

Torneio tem um time formado por ex-alunos do próprio Colégio Marista
DESDE O dia 22, nove times estão na disputa do Torneio Champagnat de Basquete, promovido pelo Colégio Marista São José e que chega neste ano à 35ª edição consecutiva. Apenas para a categoria adulto masculino, os jogos reúnem 108 atletas divididos em nove equipes, com previsão de término na primeira semana de dezembro.

A TABELA prevê uma rodada por semana, com dois jogos por dia. Conforme o regulamento, os nove times jogarão entre si e os quatro melhores colocados disputam as semifinais. A final vai acontecer no dia dois de dezembro, seguida de premiação e homenagens.

E ENTRE os participantes estão, além de duas equipes ligadas ao próprio colégio (Time Marista e Ex-Alunos), parceiros em ações sociais do educandário, como o Rotary Clube (formado pelos peladeiros da Praça Rotary), a empresa Novo Nordisk e o Instituto Federal do Norte de Minas, com o time MOC Owls – corujas em inglês.

REFERÊNCIA LOCAL

TAMBÉM NA disputa a Praça de Esportes/Montes Claros Tênis Clube, pela primeira vez campanha da etapa estadual dos Jogos de Minas (JIMI) neste ano e que foi convidada como referência da modalidade em Montes Claros – são duas equipes do MCTC –, e o Colégio Indyu, como convidado, que tem títulos nas competições escolares regionais.

Time da empresa Novo Nordisk é reforçado por um dinamarquês (camisa 11)
OS PLACARES da primeira rodada foram estes: Morcegos 25x24 Marista, Indyu 38x32 Invictus, Ex-Alunos Maristas 24x22 Novo Nordisk e Rotary 37x23 MOC Owls; folga da equipe do Montes Claros Tênis Clube (Praça de Esportes). Na segunda rodada, realizada nesta semana, mais quatro partidas; MCTC 46x21 Invictus, Rotary Clube 37x23 Morcegos, Indyu 29x27 Novo Nordisk e Ex-Alunos Maristas 42x22 MOC Owls.

A COORDENAÇÃO é dos professores de educação física João Bispo “Bonga”, Tânia Maia e Ronnye Leite, com o apoio dos diretores Aparecido Camelo (geral), Tatiana Marques (Administrativa) e Pedagógica (Shirley Teixeira).

Para chegar inteiro à Superliga

FISIOTERAPEUTA DO Montes Claros Vôlei - Jomar Almeida - analisa os cinco primeiros meses de trabalho e destaca a resistência do elenco às lesões mais sérias

ÚNICO A participar de todos os projetos da cidade no vôlei profissional, desde 2009, o fisioterapeuta Jomar Almeida conversou com o VENETA sobre o início de mais uma temporada. 


O TRABALHO é diário e torna-se mais intenso diante do método adotado em estabelecer uma preparação individual para cada atleta. Desde o multicampeão André Nascimento, que ainda requer um trabalho especial, até o novato Kadu, que chega nesta semana vindo de uma maratona de competições internacionais pela Seleção Brasileira.

SEGUNDO JOMAR, o diferencial para prevenir as lesões mais graves está justamente nisto: respeitando as diferenças. Aliás, fora do ambiente do vôlei, quer dar exemplo, como corredor de rua, contagiado pelo espírito esportivo.

VENETA – São cinco meses de trabalho. Pode-se dizer que este novo grupo do Montes Claros é resistente e te dá menos trabalho?

JOMAR ALMEIDA – “Este grupo intercala jogadores de vários tipos, desde os mais experientes como o Salsa, Bob e o André Nascimento e jogadores novos, casos do Renan, Rafael, Índio, Juninho e do próprio líbero Kachel. A gente mescla estes dois perfis: jogadores com velocidade e potencial muito grande e outros com o estilo não tão rápido, mas que associam o condicionamento à experiência”.

VENETA – A primeira grande prova de fogo foi o Campeonato Mineiro, no qual a maioria dos atletas disputou após a sequência mais de treinamentos. Como você avalia o grupo sob o ponto de vista de resistência às lesões?

JOMAR – “O elenco esteve bem neste sentido, principalmente se comparado aos outros times Cruzeiro, Minas, Três Corações e Juiz de Fora. O nosso time se portou muito bem e sem nenhuma lesão. Acredito que isso aconteceu graças ao trabalho específico e eficaz da comissão técnica: treinador, auxiliar, preparador físico e nós fisioterapeutas. Com a periodização que a gente criou – tempo de treinamento e tempo de recuperação –, o time vai chegar inteiro para o primeiro jogo da Superliga [dia 8/11, contra o Taubaté]”.

Jomar e o fisioterapeuta Rodrigo Silva atendem Salsa em jogo pelo Mineiro
VENETA – Os casos de torções e de cansaço muscular são comuns em início de trabalho. Teve algum histórico considerável nestes primeiros cinco meses de trabalho?

JOMAR – “A gente teve alguns registros do que chamamos “acidentes”, como entorses, tendinites, inflamação muscular e a própria fadiga muscular, mas nada de lesão séria ou muito grave, que tira o atleta completamente de ação. Isso deixa claro que o trabalho envolvendo os eixos da comissão técnica foi de grande valia, principalmente para chegar à Superliga com todos os atletas inteiros”.

VENETA – O André Nascimento é o jogador mais experiente do grupo, veio como a estrela da companhia, mas quando chegou à cidade revelou que ficou parado por um ano e meio. Ele ainda merece uma atenção especial ou até aqui dá pra dizer que está no mesmo nível do grupo?

JOMAR – “O grande diferencial do nosso time em relação à recuperação de atleta está na avaliação individual. Não apenas o André, mas também com o Salsa, Bob, Wagner, Kachel e os demais. A gente faz o trabalho individualizado e sempre com este cuidado especial em relação ao André, que é o atleta mais velho do grupo – e por causa de todo este tempo parado. Ele vem respondendo muito bem às partidas e ao programa de treinamento de jogo que a gente colocou. Você pode ver que ele ainda não fez nenhum jogo inteiro, mas não pela condição técnica e tática que ele tem e que todo mundo conhece, mas sim pela programação que foi feita; para ele ser poupado e entrar na Superliga bem, próximo dos 100%”.

VENETA – Além dele, alguém mais merece este olhar com um cuidado ainda maior? O Bob já passou por uma cirurgia delicada na carreira...

JOMAR – “Realmente. O Bob passou por uma cirurgia no ano passado, no ombro, muito delicada e, por isso, a gente tem um cuidado especial também neste caso. Mas faço uma ressalva sobre ele; o Bob é um atleta que gosta de treinar e gosta de se cuidar com os trabalhos de prevenção. Vai à clínica praticamente todos os dias. Claro que a preocupação e o cuidado especial ainda continuam, mas a disciplina dele acaba sendo um facilitador ao nosso trabalho, especialmente nos exercícios de proteção articular para o ombro”.

Jomar é o único a fazer parte de todos os projetos desde 2009
VENETA – Cedido pelo Sada/Cruzeiro, o ponteiro Kadu é o último dos reforços do Montes Claros e chega nesta semana. Tem a “troca de figurinha” com o pessoal do Cruzeiro para saber sobre as condições em que o atleta está chegando ou vocês fazem uma nova avaliação geral?

JOMAR – “Sempre há troca de troca de informações, especialmente no caso do Cruzeiro [Alysson Zuin] e da Seleção Brasileira [Fininho], onde os fisioterapeutas são amigos pessoais, mas é preciso ter uma avaliação inicial sim. Não adianta apenas esse feedback dos outros profissionais. Mesmo sendo jovem, o Kadu literalmente não parou. É um atleta jovem que não teve férias: jogou pela Seleção Juvenil e pela Principal, Mundial Interclubes... A gente precisa avaliar para saber em que ponto ele está de cansaço e fadiga muscular, nível de força e preparação física para fazer a programação específica dele. É um atleta que chega com as credenciais para brigar diretamente por uma posição no time”.

VENETA – Falando em sequência de trabalho, além de ser fisioterapeuta do Montes Claros Vôlei, você tem uma clínica particular, é professor universitário com aulas todos os dias, tem esposa e filhas e agora é corredor de rua. Como é dar conta disso tudo?

JOMAR – “Tem um ditado mais ou menos assim: a gente é que faz o tempo da gente. Mas na verdade, eu tenho a ajuda de muita gente, principalmente da minha esposa Ellen, que me dá uma força muito grande na clínica e nos afazeres em casa. Pelo bem da minha saúde e para dar conta deste ritmo todo é importante não ser apenas um atleta de final de semana. Também tinha que assumir a auto-responsabilidade na parte física e mostrar que eu estou bem. Além de correr, dar conta de jogar a peladinha de futebol que a gente tem aqui antes dos treinos do pessoal do vôlei. Se Deus quiser, neste ano vou disputar a Volta Internacional da Pampulha (risos)”.

VENETA – Esta experiência que você tem no ambiente do time, com a convivência diária com o que acontece dentro e fora de quadra, dá pra fazer um prognóstico do potencial do Montes Claros Vôlei para a Superliga, tipo: onde o time pode chegar?

JOMAR – “Se a gente analisar apenas a questão de orçamento para a temporada, a nossa equipe é, talvez, a décima em investimento financeiro entre os doze clubes da Superliga. Numa característica de montagem de elenco – aí é preciso elogiar o Andrey [Souza, gestor do projeto] e o Marcelo [Ramos, técnico] na escolha de cada jogador –, avaliando um por um do grupo, são poucos como o Salsa, Bob e o André Nascimento que têm experiência de ter jogado como titulares em equipes de ponta. Então, são atletas novos, que têm no currículo a presença em elencos de clubes tradicionais, mas não como titulares.
Acho que foram nomes escolhidos a dedo e que, juntos no mesmo grupo, eles têm tudo para mostrar o potencial e colocar o nosso time entre os oito primeiros da Superliga. Daí em diante, será briga de cachorro grande”.