31 de maio de 2011

MCTC na disputa pelo bronze dos JAB's

TIME FICA na semifinal diante de SC e faz a revanche contra São Paulo pelo 3º lugar geral dos Jogos Abertos Brasileiros

O TÍTULO AINDA não veio, mas a medalha de bronze ainda está acessível. Na manhã quarta-feira, o Montes Claros Tênis Clube entra em quadra para a disputa do terceiro lugar do torneio de futsal feminino dos Jogos Abertos Brasileiros (JAB’s). O jogo será contra São Paulo, às 9 horas, no Ginásio Artur de Mendonça Sales, em Poços de Caldas, sede da competição nacional.

CLASSIFICATÓRIA

NA CONDIÇÃO DE campeão dos Jogos do Interior de Minas (JIMI), o MCTC garantiu a vaga nos JAB’s como representante do Estado. Na primeira fase, conquistou o segundo lugar de sua chave com quatro pontos ganhos. Venceu o Mato Grosso do Sul na estreia por cinco a quatro e, na rodada seguinte, empatou com o Mato Grosso em 3 a 3.

NO ENCERRAMENTO DA classificatória, na noite de segunda-feira, foi derrotado por São Paulo por cinco a dois, mas nada que comprometesse a sua vaga na semifinal.

SEMIFINAL

A VAGA NA decisão foi disputada na manhã desta segunda-feira e o MCTC esbarrou no grande poderio do time de Chapecó, representante de Santa Catarina. Com três jogadoras da seleção brasileira, as catarinenses venceram por 7 a 0. Na outra semifinal, as paulistas perderam para Goiás por dois a um.

ANÁLISE POSITIVA

MESMO COM A goleada, o técnico Rodrigo Guedes Maciel, o “Bezerra”, faz uma leitura positiva do atual momento do MCTC. “Dos quatro semifinalistas, somente o time de Montes Claros não está na disputa da Liga Nacional. Uma hora a diferença técnica pesaria como foi diante das catarinenses”, explicou à VENETA, por telefone, no início da tarde.

AO MESMO TEMPO, quando indagado sobre a possibilidade de dar o troco no time de São Paulo na disputa pelo bronze, já que perdeu no encerramento da 1ª fase por 5 a 2, Bezerra disse que há motivação em seu grupo. “São Paulo tem um time leve e rápido, mas a motivação fala mais alto. Seria um feito histórico para a cidade de Montes Claros”, finalizou o técnico.

TAÇA BRASIL

EM MEIO À disputa pelo terceiro lugar geral do futsal feminino do JAB’s, o MCTC pensa também na disputa da Taça Brasil de Clubes, que acontecerá em outubro, no Nordeste. A vaga está garantida graças ao inédito título de campeão mineiro, conquistado em 2010, na final diante do Philadélfia, de Governador Valadares.

AINDA SEM COGITAR
possíveis contratações, Rodrigo pensa em trabalhar com o mesmo grupo que levou para Poços de Caldas. Aliás, nos JAB’s, o MCTC está completo. “A direção do clube nos deu todas as garantias para a viagem em outubro e, a partir desta decisão aqui nos Jogos Abertos Brasileiros, vamos nos concentrar nos treinamentos visando a Taça Brasil”, acrescentou o treinador.


AO FINAL DO ano passado, o presidente do clube, Geraldo Altamiro Oliveira, o Tatu, adiantou o suporte financeiro que o município ofereceria ao time feminino tanto nos JAB’s como na Taça Brasil. “Em 2010, Montes Claros venceu todos os títulos mais importantes do futsal feminino. Nossa meta para este ano é manter esse status”, disse o dirigente.

9 de maio de 2011

No site da Fifa, Montes Claros segue o sonho de ser subsede da Copa

MONTES CLAROS está no site da Fifa. A cidade aparece como uma das seis cidades mineiras selecionadas como potenciais candidatas a receber um Centro de Treinamento de Seleções (CTS) ao lado de Uberlândia, Juiz de Fora, Matias Barbosa, Araxá e Extrema. Até então, 14 municípios do Estado pleiteavam o direito de abrigar uma das quatro seleções que estarão compondo a chave do Mundial do Brasil/2014, em Belo Horizonte.

ATÉ O FINAL do ano, a Fifa selecionará de 64 a 90 cidades entre as 145 escolhidas nessa segunda-feira, em 19 estados brasileiros. São Paulo, com 45 opções, lidera o ranking.

A DECISÃO, como relata a Fifa em seu sítio eletrônico (http://is.gd/laPIgH), não quer dizer que estas cidades estão garantidas como CTS. Haverá, ainda, uma visita de representantes da entidade para avaliação de critérios técnicos e logísticos. Por outro lado, para superar essa primeira peneirada, Montes Claros foi reconhecida pela boa estrutura de aeroporto e acesso viário, além de possibilidade de expansão de sua rede hoteleira.

ATRAVÉS DO comitê gestor da Copa, as cidades de médio e grande porte do interior do Brasil foram incentivadas a se oferecerem como subsedes do Mundial de 2014. O caderno de encargos é óbvio: acesso viário, com estrutura de aeroportuária para grandes aviões, hotéis próximos ao aeroporto, estrutura de academia e estádio, dentre outros pontos óbvios.

EM SILÊNCIO

NESSE ASPECTO, Montes Claros trabalhou em silêncio, segundo adiantou o secretário de Indústria e Comércio, Edgar Santos Filho. Uma carta de intenções foi elaborada a partir dos contatos entre entidades como a ACI e CDL, município, Estado – como no caso da Unimontes - e a iniciativa privada, como o hotel Bonjuá, academias de ginástica e clubes recreativos, casos do Max Min e do Pentáurea.

OBVIAMENTE QUE nada está no ponto para algo em nível internacional, mas a colocação da cidade como as seis do Estado ainda em condições de pleitear uma subsede vislumbra a possibilidade de imediatismo como em projetos para a construção do estádio municipal.

OUTRA FRENTE

NA VISITA QUE fez a Montes Claros ainda em março para a entrega do Troféu Bola Cheia, o ex-atacante e hoje deputado estadual Marques, presidente da Comissão de Esportes da Assembléia Legislativa, fez uma observação à coluna: vai articular junto ao governo do Estado e organismos competentes para que os estádios mineiros não passem mais pelo drama dos vetos com os campeonatos em pleno andamento. Por outro lado, espera que os clube também não se privem da organização.

Vôlei Montes Claros: paciência de todos os lados

O LEVANTADOR Rodriguinho parece ser o mais paciente à espera de uma resposta oficial acerca da continuidade do projeto do time de vôlei de Montes Claros na Superliga Nacional. Prometeu resolver sua vida somente depois de ter em mãos, de forma concreta, a proposta de renovação por mais uma temporada.

ALIÁS, EM MEIO às inúmeras especulações, vale ressaltar o trabalho de bastidores para a manutenção do projeto, a começar pela paciência em esperar por pouco mais de dois meses uma decisão do BMG em manter a cota master ou mesmo complementar de patrocínio, o que parece mais provável. De fazer inveja a Jó esperar por tantos adiamentos pela resposta final do banco, mas é o que resta a fazer até porque essa é uma das poucas portas abertas no momento para o diálogo.

SOMENTE REFORÇANDO o que havia sido confidenciado pelo comando da Funadem e já comentado por alguns companheiros de imprensa: quer continuar com o time de vôlei na Superliga independente do orçamento; mesmo que seja para entrar em quadra com uma base jovem demais.

Seis vitórias seguidas

COM A MELHOR campanha geral, melhor ataque e artilheiro isolado, o Funorte venceu outra vez pela Seletiva do Campeonato Mineiro. Sábado à tarde, fez três a um no Operário de Monte Carmelo, no estádio José Maria Melo, e manteve os 100% de aproveitamento, agora com 18 pontos.

DESSA VEZ, A diretoria estipulou os ingressos em R$ 2 e justificou a cobrança: o valor, embora baixo, serve para ajudar ao clube na quitação dos débitos referentes à taxa de aluguel do estádio José Maria Melo, pertencente ao Cassimiro de Abreu. Incluindo os cinco jogos do time profissional na rápida passagem pela elite estadual, o valor do acordo gira em torno de R$ 3 mil.

AJUDA

CIENTE DA BOA fase, uma vez que há duas rodadas o time já está classificado para a segunda fase, na qual terá pelo menos um dos grandes da Capital como adversário, o comando do clube confirmou a negociação de uma cota de patrocínio para as camisas do time júnior até o final da competição.

O VALOR NÃO foi divulgado, mas a empresa sim. O Abastece Comercial, representantes de alimentos, em especial frios e embutidos para o Norte de Minas, estaria interessado em vincular sua marca ao time, como fez ainda no Mineiro, ao assumir uma das placas de publicidade do estádio. A empresa é gerenciada pelo ex-goleiro Washington Alves, que passou pelo Mamoré de Patos de Minas.

O primeiro ano do FM e o exemplo de Marcelino, do Galo

O SITE www.futeboldeminas.com.br – do qual faço parte desde as primeiras postagens – completou um ano de existência nessa quinta-feira já como referência para a grande imprensa sobre o que acontece em praticamente todos os clubes profissionais de Minas. É bom demais pautar a grande mídia, mesmo que os créditos não sejam dados à nossa fonte. O mais “legal” do FM, utilizando a linguagem do lado moleque que todo mundo tem, é a incorporação do espírito voluntário de todos os seus cronistas. Todos escrevem aqui por prazer. Parabéns e vida longa.

MARCELINO DO GALO

A GALOPÉDIA, UMA espécie de enciclopédia digital sobre o Atlético, dedica uma página à biografia de Marcelino Paz do Nascimento (in memoriam), patrono geral do Troféu Bola Cheia Unimontes. Lateral-esquerdo baiano de Carinhanha, mas radicado em Montes Claros desde a infância, fez 239 jogos com a camisa alvinegra e marcou apenas um gol entre 60 e 66.

VERMELHO NEM PENSAR

A ESTREIA FOI na vitória contra o Tupi, em dois de abril de 1960. Já em 17 de fevereiro de 66, se despediria do clube no empate diante do Uberaba. Foram 121 vitórias nesse currículo, com dois títulos mineiros (62/63). Antes de vestir a camisa do Atlético passou pelo Cassimiro de Abreu e Flamengo/RJ. Embora tenha uma ficha de destaque no Galo, o maior destaque na avaliação da Galopédia está em letras garrafais: “nunca foi expulso pelo Galo”.

Minha seleção do interior

POR MAIOR que seja a disparidade entre o nível técnico e principalmente financeiro do futebol do Interior com o Capital, penso que valha a pena resgatar alguns pontos da campanha dos chamados pequenos neste Campeonato Mineiro. Prefiro falar de uma hipotética seleção interiorana, na qual incluo alguns nomes do Villa Nova, mesmo que esteja na região metropolitana.

ESCALAÇÃO

O ESQUEMA é 4-4-2: goleiro - Wagner (Villa Nova); laterais: Carlos César (Guarani) e Bruno Barros (América/TO); zagueiros: Jadson (América/TO) e Carciano (Villa); meias: Bóvio (Villa), Michel Cury (Tupi), Palermo (Villa) e Luís Fernando (Guarani); atacantes: Jônatas Obina e Rogélio Ávila (América/TO).

BUSCA

APONTAR UMA seleção não deixa de ser um alento, ainda mais no momento em que os grandes da Capital parecem estar voltando os olhos para os pequenos à procura de novos talentos. O Atlético está contratando o Obina do Mucuri, também sondado pelo Cruzeiro. Se não me falha a memória, Nonato, lateral já aposentado do Cruzeiro e Fluminense que saiu do Pouso Alegre, e o atacante Fábio Júnior, vindo do Democrata/GV, foram os últimos interioranos que conseguiram se despontar nos grandes de Minas.

OPÇÕES

CLARO QUE haverá discussões sobre os nomes que relaciono até porque o goleiro Rodrigo (Tupi), o lateral Osvaldir e o meia Wellington Bruno, ambos do América/TO, além do atacante Fernandão (Democrata/GV), também se destacaram individualmente ao longo dos três meses de Estadual.

5 de maio de 2011

Vôlei: a novela da renovação continua

A NOVELA CONTINUA, e com uma versão mais dramática. A tão esperada resposta do BMG sobre a continuidade da parceria com o projeto de vôlei em Montes Claros, com a renovação do patrocínio master solicitado há quase dois meses, ainda não veio. Foi adiada. A VENETA adiantou com exclusividade sobre o encontro entre a diretoria da Funadem (que administra o time) e os setores de marketing e vendas do banco, hoje à tarde, em Belo Horizonte.

APÓS A REUNIÃO naquele que chegou a ser considerado como o “Dia D” para definir o futuro do “Esquilão”, a gerente de comunicação do BMG, Vanessa Colini, mostrou otimismo quanto ao acerto, mas pediu ao diretor executivo do clube, Victor Oliveira, que reformule a proposta e apresente também alternativas além do valor master para renovação (seria as cotas para as mangas ou para a parte de baixo dos uniformes?). Em resumo: o banco acena a possibilidade de continuar parceiro e sinaliza outras formas de apoio.

A NOVA PROPOSTA, com todas as opções de cota, será entregue já nesta sexta-feira, garantiu Victor. Ele entende que o banco sinalizou na continuação da parceira. Assim, até o final de semana, deverá ter uma resposta sobre a permanência do BMG com o nome agregado ao do clube (master) ou como um dos patrocinadores complementares.

PARA CONTINUAR com o time de vôlei na Superliga rumo à terceira temporada, Victor nem sequer ousa citar nomes de atletas e deixou bem claro à VENETA: “dependeria bem mais além do que oferecem juntos aos maiores patrocínios complementares”, casos da Prefeitura e da Coteminas. Segundo ele, “é preciso ter um patrocinador master".

VICTOR FALOU até mesmo em valores: “nem sonho com o orçamento dos clubes mais badalados que estão investindo até R$ 12 milhões”. Nas suas contas, um orçamento de R$ 3 e 4 milhões por 12 meses atenderia seu planejamento anual.

EM TOM DE APELO, chamou mais uma vez a atenção das grandes empresas que têm sede em Montes Claros para que associem suas marcas ao projeto de vôlei qualquer que seja a forma de apoio, “muito bem sucedido junto ao público”.

CERTEZA mesmo é a saída de mais um jogador do grupo da Superliga 2010/2011: o levantador Rodrigo Ribeiro confirmou à VENETA o seu acerto com o Vivo/Minas. Ao invés do adeus, preferiu agradecer a torcida pelo apoio que teve durante a sua passagem pelo clube e as amizades que fez na cidade.

O dia D para o Montes Claros

VÔLEI RECEBERÁ hoje a resposta do BMG sobre renovação (ou não); se continuar, mudanças serão significativas

CHEGOU O DIA D. Após quase dois meses de espera, o Banco BMG marcou para esta quinta-feira, em Belo Horizonte, a reunião derradeira com o comando da Funadem para anunciar se continuará como patrocinador master do time de vôlei de Montes Claros. A informação é tratada como divisor de águas, tendo em vista o atual momento do clube é cheio de incógnitas, a começar pela debandada de alguns de seus jogadores, todos já sem contrato.

O PROJETO COMPLETA dois anos de existência justamente em maio e corre o risco de ser suspenso caso a resposta dos banqueiros seja negativa. No atual momento, não haveria outra empresa interessada em assumir o compromisso de patrocinador-mor, embora o clube tenha recebido sondagens. O argumento para tanta espera, segundo os investidore
s do BMG, estaria na análise de mercado; de como o time de vôlei ajudou a projetar a marca do banco e aumentar os negócios na região do Norte de Minas.

MUDA A CARA, DE NOVO

UMA COISA É certa: se confirmar sua permanência para a temporada 2011/2012, o Vôlei Montes Claros mudará muito a sua cara, como aconteceu na transição da primeira para a segunda temporad
a, quando apenas três jogadores foram mantidos. Não que o clube não queira manter a base, mas a oferta financeira mais alta dos concorrentes está tirando alguns de seus principais jogadores.

OFICIALMENTE, O oposto Alemão já acertou sua ida para o Sada/Cruzeiro, enquanto o central Giovanni e o ponteiro Manius são dados como certos em clubes como o Voltaço e o Vivo/Minas, respectivamente. Até mesmo o técnico Talmo de Oliveira (Direita - foto ao lado) estaria deixando a cidade: é o nome do Sesi/SP para assumir seu novo projeto feminino. Antes do fechamento desta edição, a VENETA tentou contatos com o treinador em seu telefone fixo e pelo celular, mas sem sucesso.

ATRAVÉS DE uma nota oficial distribuída à imprensa no início da noite de ontem, o comando da Funadem, fundação que mantém o time de vôlei, se pronunciou sobre as especulações envolvendo seus jogadores, cujos contratos, de acordo com o texto, “tiveram suas vigências encerradas ao final da temporada” (abril/maio) e, dessa forma, o elenco teria “total liberdade para negociações individuais”.

POR OUTRO LADO, ainda sem a garantia oficial da permanência do patrocinador master Banco BMG e dos secundários (Coteminas, Tenda, Lafarge, Supermercados BH e Transnorte), o diretor Victor Oliveira (foto ao lado), quem assina a nota, reconhece que o mercado “do voleibol brasileiro está aquecido e (...) mesmo diante da incerteza na resposta dos patrocinadores a diretoria vem mantendo contatos com empresários e atletas a fim de garantir um elenco de qualidade e competitivo”.

Há alguns sinais de quem fica

SEM SE seduzir por assédio, Rodriguinho faz declaração à cidade

JÁ NO QUE SE refere às especulações sobre quem fica e quem sai do time do Montes Claros, o líbero Fábio Paes teria uma proposta do Minas, mas segue treinando por conta própria em Montes Claros. O levantador Rodriguinho (no centro da foto ao lado), por sua vez, já teria discutido as bases da renovação de seu terceiro contrato no clube, tanto que os concorrentes que tentaram a sua contratação, casos do Minas e do Campinas, já acertaram com outros nomes da posição.

INDAGADO pela VENETA via twitter sobre a realidade de mercado e as supostas ofertas do Minas, Campinas, time da Rússia e o Rio de Janeiro, o capitão foi claro: “ainda não sei o que pode acontecer, mas o meu coração é de Montes Claros”.

O PONTEIRO Bruno Zanuto (foto) foi apenas sondado pelo Campinas, mas não houve acerto. Dois dias após a queda do time nas quartas-de-final da Superliga, ele deixou claro na entrevista coletiva que teria paciência em esperar “o clube resolver sua vida financeira para depois discutir sobre renovação”.

SONHO DE consumo do Montes Claros, o oposto Lorena foi sondado pelo Esquilão como a VENETA deixou claro na publicação de 21 de abril, mas a proposta financeira que o Vôlei Futuro fez para o canhoto atrapalhou qualquer seqüência de negociação. “Impossível concorrer”, resumiu Victor Oliveira à reportagem. O ídolo montes-clarense que estava no San Giustino/Perugia, da Liga A da Itália, volta sim ao Brasil, mas para o clube de Araçatuba.

Cento e noventa mil argumentos

CLUBE CARREGA os recordes de público em duas superligas seguidas

EMBORA ESTEJA em uma cidade distante dos grandes centros ainda com problemas de logística como hotéis, números de vôos e estrutura de treinamento, o Pequi Atômico desperta o interesse de milhares de admiradores do voleibol brasileiro. Também pudera, nos últimos dois anos, o time não teve um concorrente à altura no quesito torcida.

NAS SUPERLIGAS 2009/2010 e 2010/2011, o time reuniu cerca de 190 mil pessoas em todos os seus 32 jogos como mandante, média de 5,93 mil por partida. Aliás, esse é um dos argumentos que o clube tem utilizado para convencer aos atuais e novos investidores.

PRODUTORA cultural no Rio de Janeiro e “fanática” por vôlei como ela mesma gosta de dizer, Wanessa Ramos disse à VENETA que “ainda tenta entender uma equipe estar entre as melhores do país e correr o risco de perder o patrocínio assim. Por que as empresas não têm a consciência de que o patrocínio é o maior retorno deles?”, indaga.

ATÉ O SALSA FALA

A TORCIDA TENTA
fazer sua parte. A torcida tenta fazer sua parte. Na comunidade “BMG Montes Claros”, no Orkut, o tópico “Patrocínio e Apoio Já” segue a mesma linha. Idealizadora, Anna Karla Durães fala que “o exemplo de fidelidade dos torcedores deveria ser seguido pelas empresas”. O curioso é que o central Thiago Salsa, titular do time do Montes Claros em suas duas temporadas de existência faz coro à campanha e até comentou sobre o fato: "espero que esses pedidos sejam entendidos", resumiu o jogador, também sem contrato desde o dia 30 de abril.


EM SEU BLOG, a Orkutorcida MOC assina um manifesto e cita praticamente todas as grandes empresas com sede na cidade para que tenham atenção ao potencial de marketing que o time de vôlei oferece. Como argumento, utilizam vídeos do ginásio lotado e depoimentos dos ex-jogadores sobre o que a torcida representa.

“O MONTES CLAROS é um ótimo investimento para qualquer empresa. O que para os patrocinadores representa apenas uma forma de lucro e expansão de negócios, a nós torcedores expressa a continuação de um sonho e de uma paixão comum”, desabafam em nota.

4 de maio de 2011

Após mais uma vitória, Funortinho segue com o melhor da Seletiva Júnior

O FUNORTE VENCEU mais uma vez pelo Campeonato Mineiro Júnior. No sábado, em Patrocínio, passou pelo time de mesmo nome por quatro a zero e reafirmou a sua condição de dono da melhor campanha geral da fase Seletiva com 100% de aproveitamento. Agora são 15 pontos em cinco jogos, com 13 gols a favor e apenas um contra.

NO MESMO DIA, o União de Paracatu foi a Monte Carmelo e venceu o Operário local por cinco a dois, assumindo a segunda colocação com 10 pontos, um a mais que o Ipiranga de Martinho Campos, então vice-líder que folgou no fim de semana. Vale ressaltar que o União tem cinco pontos a menos que o Funorte, mas com um jogo a mais.

NAS OUTRAS CHAVES, os times com melhor campanha são o América de Teófilo Otoni (Chave A – 13 pontos em seis jogos); Sport e Tupi (Chave C – 12 pontos em cinco jogos) e Guaxupé e Itaúna (Chave D – 10 pontos em 5 e 4 jogos, respectivamente).

MAIS DIFERENCIAIS

ALÉM DA CAMPANHA impecável, com 100% de aproveitamento nos cinco jogos realizados (melhor rendimento entre os 20 participantes), o Funorte também se destaca em vários outros quesitos na fase seletiva do Estadual Júnior, a começar pelo número diferente de jogadores que já balançaram as redes até agora.

SETE ATLETAS FORAM responsáveis pelos treze gols, sendo sete como visitantes e os demais como mandantes. O destaque é o atacante Rafael Filipe, que nos dois primeiros meses do ano fez parte do elenco profissional na preparação para o Campeonato Mineiro.

AUTOR DE DOIS TENTOS no sábado anterior, na vitória de quatro a zero sobre o Patrocínio fora de casa, ele é o artilheiro isolado na seletiva da categoria, com seis gols, dois a mais que os concorrentes diretos: Hércules (Itaúna), Daniel (Progresso) e Charles (União).

OS OUTROS GOLEADORES do FEC são Sávio, com dois gols, Robinho, Esquerdinha, Léo, Roger e o goleiro Lenílton, cobrador oficial de pênaltis por escolha do técnico Erivelto Martins. Aliás, depois de cumprir suspensão diante do Patrocínio pela expulsão contra o mesmo adversário, ainda pelo turno, ele retorna ao time no sábado, quando o FEC receberá o Operário de Monte Carmelo, às 15 horas, no estádio José Maria Melo.

VALE LEMBRAR QUE o Formigão tem o melhor ataque geral, com um gol a mais que o União de Paracatu, Progresso e Guaxupé. A defesa também é a mais eficiente, com apenas um gol sofrido.