31 de março de 2011

Bola Cheia/Unimontes reafirma sucesso

AUTOMÓVEL CLUBE lotado acompanha a entrega da premiação aos melhores do esporte em Montes Claros em 2010

DESDE SUA criação, em 2002, o Troféu Bola Cheia/Unimontes - que também presta uma homenagem ao ex-jogador Marcelino Paz do Nascimento - combina com o sucesso. Na solenidade da nona edição da comenda, realizada na noite dessa terça-feira (29), não foi diferente. Pouco mais de 1,2 mil pessoas lotaram o salão nobre do Automóvel Clube e acompanharam a cerimônia, na qual foram homenageados 48 técnicos e atletas de todas as modalidades com competições oficiais em Montes Claros no ano de 2010.

AINDA NO troféu, foram concedidos outros 13 méritos especiais às pessoas e instituições que projetaram a cidade e o norte de Minas em níveis estadual e nacional.

VICE-CAMPEÕES da Superliga Nacional 2009/2010, em maio último, ainda com o nome do antigo patrocinador, o diretor Victor Oliveira e o levantador Rodriguinho (foto ao lado), do time de vôlei do Montes Claros/Funadem, foram anunciados ao final da solenidade como a personalidade e o atleta do ano, respectivamente. A escolha foi definida através de eleição pela imprensa especializada.

TAMBÉM FORAM homenageados, entre os 48 nomes, a atleta paraolímpica Fabrícia de Souza, campeã estadual e nacional de atletismo pela APAE/Montes Claros (medalhas de ouro, prata e bronze); o projeto “Raias do Futuro”, que contempla 500 c
rianças e adolescentes carentes na natação com aulas no MCTC; e o Funorte Esporte Clube, pelo acesso da cidade à 1ª Divisão do Campeonato Mineiro de Futebol após 12 anos.

REPÓRTER-GOLEIRO

O JORNALISTA Felipe Gabrich, ex-editor do Jornal de Notícias e atualmente assessor-chefe de Comunicação Social da Unimontes, foi premiado com o mérito resgate da imprensa regional pelos 47 anos de atuação na área. No início da carreira, nos anos 60, chegou a acumular as funções de repórter esportivo e de goleiro das categorias de base da Associação Desportiva Ateneu. Passou, ainda, pelo Ipê, Cassimiro, Atlético e Seleção de Montes Claros.

“A MISSÃO DA Universidade Estadual de Montes Claros é de proporcionar a integração regional, a mesma virtude que o esporte tem a honra de nos oferecer nesta premiação”, observou a pró-reitora de Extensão da Unimontes, Marina Queiroz, ao presidir a solenidade. Na oportunidade, ela representou o reitor João Canela – em viagem. “Esta é uma festa para todos, na qual valorizamos cidadãos e atletas”, observou o idealizador do Troféu, desportista Denarte D’Ávila.

Marques: "Bola Cheia é exemplo de valor e reconhecimento ao esporte"


OS EX-JOGADORES Zé Carlos, que fez parte da época de ouro do Cruzeiro no time que contava também com Raul, Piazza, Dirceu Lopes e Natal nos anos 60 e 70, Valdir “Toddynho” Benedito, volante ex-Atlético, Cruzeiro e América, e Marques de Abreu, atualmente deputado e presidente da Comissão de Juventude, Esportes e Lazer da Assembléia Legislativa, participaram da solenidade.

“VEJO O TROFÉU Bola Cheia/Unimontes como um exemplo para todo o Brasil ao valorizar bons exemplos do esporte, independente da modalidade. O bom atleta, independente do que ele faz e do título que tenha, é reconhecido em qualquer lugar”, disse o ex-goleador alvinegro, que prometeu, em breve, a realização de um jogo beneficente na cidade em apoio às campanhas sociais de escolas especiais e ao tratamento do câncer infantil.

EXEMPLO DE superação à beira do campo, o cadeirante Dida (foto ao alto da postagem), do Santa Lúcia, recebeu o prêmio de melhor técnico do futebol amador de Montes Claros. No momento da homenagem, confessou ser atleticano e foi abraçado pelo ídolo Marques. O piloto Rodrigão Cardoso, melhor do Supercross 2010, também tietou o ídolo.

Musa do Funorte conta com a torcida para ganhar concurso do Mineiro

A UNIVERSITÁRIA e modelo Alessandra Mendes, musa do Funorte no concurso Gatas do Campeonato Mineiro organizado pela TV Alterosa (SBT), também foi uma das atrações da noite do Bola Cheia. Assediada para as fotos durante e depois do evento, tratou de fazer sua campanha e pediu aos torcedores que ajudem a vencer a corrida pelo título de “a mais bela do estadual”. Na foto ao lado, o menino Nadson posa ao lado da musa depois de receber a notícia do convite para um teste na categoria de base do Cruzeiro.

"Pedidos às empresas locais"

EM MODALIDADES diferentes, Funorte e Funadem fizeram um pedido em coro comum durante o evento. O superintendente do Formigão, Cristiano Dias Júnior, e o diretor executivo da Funadem, Victor Oliveira, pediram apoio do empresariado local para o fortalecimento de seus projetos, até mesmo para que tenham melhores condições de disputa.

Enduro: etapa de Patrocínio não compromete briga pelo título

PILOTOS DE Montes Claros não repetem desempenho da abertura, mas continuam entre os primeiros de suas categorias na classificação geral

FÁUSIO SILVA (foto), COM a 4ª colocação na Over-50, e Gernan Guimarães com a 5ª na categoria Novatos, foram os montes-clarenses de melhor rendimento na disputa do Bandeirantes Off-Road, prova oficial com duas etapas válidas pelos Campeonato Brasileiro e Mineiro de Enduro de Regularidade. O desafio aconteceu no fim de semana anterior, com 240 quilômetros de trilhas na região de Paracatu.

OUTROS DOIS pilotos representaram a cidade na prova: João de Deus Dias Neto, o Janjão, na categoria Over-40, na 12ª colocação geral; e Fred Alvarenga de Oliveira, com o 11º lugar da Júnior.

A CHUVA QUE intercalou os dois dias de prova foi determinante para muitos competidores, a começar pela lama nos trechos de subida e a elevação do nível de água nos trechos de riacho. Além disso, nos percursos com a combinação mata fechada e pedra, as motos tiveram que superar o lodo.

COMO ALGUNS DOS montes-clarenses tiveram bom rendimento nas duas primeiras provas do Mineiro, realizadas em Santo Antonio do Monte, a cidade segue bem na briga pelo título geral da temporada. Aliás, o Norte de Minas será sede de duas etapas em julho, em mais uma edição do tradicional Enduro dos Montes.

APÓS AS DUAS ETAPAS

NA SOMATÓRIA das provas de Paracatu e Santo Antonio do Monte, o melhor desempenho é o de Fáusio “Bicho do Mato” Silva (Joni Modas, O Herdeiro, MC Boutique, Lealro, Tom Motopeças, Chassis Braz e Rododiesel) com 76 pontos e o terceiro lugar geral na Over-50 do Campeonato Mineiro de Regularidade. À sua frente estão José Fernandes (S.A. Monte) e Amilar Rodrigues (Timóteo) com 88 e 87 pontos.

NA NOVATOS, Gernan Guimarães (Cannal Motos e supertrilha.com.br) é o atual 4º colocado, com 69 pontos, atrás de 1º) Gabriel Cordeiro (Nova Lima), 97; 2º) Rodrigo Jonas (S.A. Monte), 87; e 3º) Alan Jones (Nova Serrana), 70. Fred Alvarenga (Cannal Motos e supertrilha.com.br) também é o quarto colocado em sua categoria após as quatro etapas. Tem 66 pontos, atrás de Charles Pio (Lagoa da Prata), Ailton Xavier (Nova Serrana) e Marco Túlio Faria (Nova Serrana), com 99, 80 e 75 pontos, respectivamente.

MESMO QUE tenha ficado de fora das duas primeiras etapas de Santo Antonio do Monte, Janjão (Antares Motos, Cannal Motos e supertrilha.com.br) ocupa a 11ª posição geral na Over-40, com 16 pontos, mas bem distante do líder Noé de Oliveira (Formiga), que tem 84 pontos. Conforme o regulamento, cada sede recebe duas etapas. A próxima será em Lavras, sul de Minas, em abril. Ao final do Campeonato, cada piloto poderá descartar seus dois piores resultados.

30 de março de 2011

Funortinho lidera com folga nos juniores

COM UM grupo renovado em relação ao ano passado e mesclado com jogadores que passaram pelo elenco profissional nos dois primeiros meses do ano, o time júnior do Funorte faz uma campanha irrepreensível no Campeonato Mineiro da categoria. Com a vitória de três a zero, sábado, sobre o Ipiranga de Martinho Campos, no Estádio José Maria Melo, assumiu a liderança isolada da Chave B nesta seletiva, que apontará os três classificados para a 1ª fase.

OS GOLS FORAM marcados por Rafael Felipe (2) e Léo. Mesmo com uma vantagem desse porte, o técnico Erivelto Martins encontrou motivos para insatisfação. Segundo ele, “o ataque do time poderia ter mostrado um rendimento bem maior nas conclusões ao gol”. De fato, os atacantes tricolores cometeram muitos erros nas finalizações, um deles com o goleiro adversário já fora do lance.

AINDA NO sábado, o Operário de Monte Carmelo fez sua estreia fora de casa e venceu o Patrocínio por um a zero. Derrotado pelo Funortinho na primeira rodada, o União de Paracatu folgou.

A COMBINAÇÃO de resultados desse fim de semana deixou a classificação por pontos da seguinte forma: 1º) Funorte, 6; 2º) Operário 1 (saldo +1); 3º) Ipiranga, 1 (saldo -2); 4º) União, 0 (saldo -1); 5º) Patrocínio, 0 (saldo -2).

28 de março de 2011

Lanterna não é mais com o Funorte

CLUBE VENCE pela 1ª vez na elite, sai da Z-2 e ganha tranquilidade para as três rodadas restantes

ENFIM, A primeira vitória na elite do futebol mineiro. Ao vencer o Tupi, sábado à tarde, por um a zero, no estádio José Maria Melo, pela oitava rodada do Campeonato Mineiro, o Funorte reassumiu a 10ª posição na classificação geral e deixou a zona de rebaixamento. Tem cinco pontos, um a mais do que Democrata/GV e Ipatinga, os novos ocupantes da Z-2. Agora, terá maior tranqüilidade para a seqüência da competição, a começar pelo sábado (2), diante do Zebu, em Uberaba.


O GOL FOI MARCADO pelo atacante Dandão após cobrança de pênalti cometido por Fabrício Soares sobre Anderson Toto, aos 21’ do 1º tempo. O defensor do Tupi foi expulso no lance. A vantagem numérica garantiu ao Funorte mais espaço, mas não tranqüilidade para liquidar o jogo. Aos 3’ do segundo tempo, aquele que foi determinante para o gol do FEC e era considerado o melhor em campo também saiu. Ao cometer uma falta por trás sobre Ramon, Toto também recebeu o cartão vermelho. Ele foi escalado no sacrifício após constatada uma fissura no punho direito.


AS CONSEQÜÊNCIAS desse primeiro sucesso podem ser consideradas como façanhas, levando-se em conta a má fase que o clube vivia até então. Com os três pontos, deixou a zona de rebaixamento (beneficiado também pela combinação de resultados da rodada). Além disso, pôs fim ao jejum de vitórias como mandante, que já durava desde abril de 2010, superou o time de Juiz de Fora pela primeira vez na história e passou a depender somente dos próprios resultados nas três rodadas restantes para evitar a queda para o Módulo II do ano que vem.


“FOI PELO RESULTADO”


INDAGADO SOBRE o excesso de erros de finalizações, já que seu time teve pelo menos cinco chances claras de ampliar o marcador, o técnico Luiz Eduardo foi enfático ao afirmar que jogou pelo resultado. “O momento é de vencer e o placar é o que menos importa”. O treinador enxerga a chance de permanência na 1ª Divisão de 2012 com o mesmo glamour de uma classificação de final.


“CUMPRIMOS A primeira das metas na luta contra o rebaixamento. Tenho que destacar muito a força do meu grupo, porque superamos problemas dentro e fora de campo”, acrescentou o técnico, mas sem entrar no mérito desses contratempos vividos pelo clube. A ANÁLISE DO capitão Wellington Paulo foi bem parecida. “Com um jogador a mais era obrigação ter a maior posse de bola, mas isso não aconteceu. O mais importante foi a vitória e os efeitos dela para uma semana tranqüila de trabalho à espera do Uberaba”, disse o zagueiro.


INDAGADO SOBRE a necessidade de readequação física e técnica depois de 4 meses parado e com o campeonato em andamento, Wellington Paulo emendou: “se não acreditasse em algum tipo de reação nem estaria aqui em Montes Claros. Funorte sairá dessa situação pela qualidade que o seu grupo tem, mas precisará rever muita coisa em sua estrutura e organização”, completou o experiente zagueiro. - fotos: Heberh Halley

26 de março de 2011

Renovações e nomes no vôlei passam pelo lado financeiro

COLETIVA NESTE sábado confirma a manutenção do projeto, mas tudo dependerá dos patrocinadores: atuais e novos

AINDA BEM ABATIDOS com a eliminação precoce pelo Vivo/Minas já na primeira fase eliminatória da Superliga Nacional de Vôlei/2010/2011, os jogadores, diretoria e comissão técnica do BMG/Montes Claros receberam a imprensa nesta manhã, no ginásio poliesportivo, para a primeira coletiva após o jogo de quinta-feira, em BH, que decretou a saída da competição. Por mais de duas horas, responderam sobre a campanha na Superliga, possibilidade de renovações de contrato, os compromissos daqui para frente até o encerramento oficial do calendário (30 de abril) e as chances de manutenção da parceria com o banco que codenomina a equipe.

A PRIMEIRA ABORDAGEM foi em agradecimento à cidade e região de um modo geral, a começar pela torcida. “Não era essa a maneira que gostaríamos de encerrar a nossa temporada, mas independente do resultado façamos o reconhecimento aos nossos grandes parceiros: dos patrocinadores, torcida, imprensa e tantas outras entidades que acreditam na seriedade de nosso trabalho”, analisou o diretor executivo da Funadem, Victor Felipe Oliveira.

SOBRE O QUE acontece em quadra, lamentou sobremaneira a eliminação por entender “que o Montes Claros tem uma equipe melhor que a do Minas”. Por outro lado, encontrou consolo em uma estatística das quartas-de-final: “todos os times que ficaram nas três primeiras colocações da Superliga anterior já estão eliminados, o que deixa bem claro o quanto o foi elevado o nível técnico da atual competição”.

RESPOSTA NA 2ª

VICTOR DEIXOU claro que o projeto continua, apesar de arestas consideráveis no aspecto financeiro. A primeira delas é convencer o Banco BMG sobre a renovação. Ainda na sexta-feira, ele permaneceu em Belo Horizonte após o jogo para reunião com o comando da empresa. Apresentou um projeto detalhado sobre a visibilidade que a marca ganhou ao lado do time de vôlei e se diz confiante sobre a manutenção do parceiro. “Não temos outro patrocínio master em mente. O BMG é responsável por 60% de nosso orçamento e acreditamos em um novo acordo”.

O VICE-PRESIDENTE do banco, Márcio Alaor, prometeu uma resposta nesse sentido já nesta segunda-feira. “Ele me disse que a resposta dependerá da análise da estratégia de mercado do banco para o Norte de Minas”. A respeito da principal pergunta que a torcida faz sobre quem fica e quem sai, o diretor completou: “não é hora de falar sobre nomes. O momento é de pensar na estrutura financeira”. Ainda na coletiva, fez mais uma vez um chamamento às empresas locais para que tenham uma atenção especial ao receber uma proposta de patrocínio ao time. “Temos grandes empresas e um grande projeto. O importante é aliá-los”, acrescentou.

“COMO AINDA NÃO temos um suporte empresarial maior, a ajuda do município tem sido vital para a manutenção do nosso time. Na Superliga, o apoio financeiro das prefeituras faz parte da cultura, o que considero justo pelo retorno em entretenimento, lazer e até mesmo educação que o vôlei proporciona”, finalizou. - FOTOS: Alexandre Arruda/CBV

Agenda social e a possibilidade de briga pelo título do JAB’s

BRUNO ZANUTO e Rodriguinho citam torcida e cidade e sinalizam preferência para ficar em Montes Claros por mais uma temporada

PRATICAMENTE todos os jogadores falaram a respeito da eliminação e do que vislumbram para o futuro em Montes Claros. O supervisor William do Prado adiantou que nos próximos dias a agenda de treinos ficará um pouco de lado em substituição a compromissos sociais fora de quadra, com visitas às entidades filantrópicas e educacionais. “É o lado social do vôlei; o legado que esse time tem que deixar para a cidade", completou. Ele comentou também sobre a possibilidade de disputa dos Jogos Abertos Brasileiros (JAB’s), como campeão geral do JIMI/2010. Os JAB’s acontecerão em Poços de Caldas, Sul de Minas.

“A FICHA NÃO caiu. Falo por mim e estou ainda sem rumo. Estava muito confiante em estar aqui hoje (ontem), neste ginásio, para treinar e fazer o terceiro jogo logo mais à noite”, desabafou o ponteiro Bruno Zanuto. Aproveitou para falar da relação do time com a torcida: “seja qual for o esporte, para qualquer profissional é um prazer contar com torcedores como esses. O exemplo de Montes Claros é invejado em todo Brasil e a torcida vai sim pesar na decisão do atleta sobre permanecer no clube”.

UM DOS LÍDERES natos do grupo, o levantador Rodriguinho considerou a Superliga mais complicada que a anterior, quando o time foi vice-campeão. E ainda deu sinais de que a permanência é questão de tempo. “Me adaptei muito bem à cidade, assim como minha família. Se estou bem na cidade não vejo motivo para sair”, adiantou o capitão do time. Segundo ele, haverá paciência de sua parte em esperar a estruturação financeira do clube para depois discutir a renovação.

NO REVEZAMENTO na função de oposto ao longo aos 30 jogos, Alemão e Leandrão tem análises parecidas. “Diria que aconteceu uma rivalidade sadia. Às vezes, a torcida não sabiam nem quem gritar”, disse Leandrão. Já Alemão preferiu evitar comparações com a campanha do time anterior, que tinha Lorena, de sua posição, como ídolo máximo da torcida. “As comparações são inevitáveis, mas o Lorena teve sua história e nós estamos vivendo uma outra”.

Fábio comemora sequência; Talmo, Alberto e Manius Abaddi não têm preferência para o campeão da Superliga

INDAGADO PELA VENETA sobre o “pecado” e a “virtude” do Montes Claros na temporada, o líbero Fábio Paes )de branco, na foto ao lado) preferiu falar do seu próprio desempenho. “Foi a primeira vez que tive uma temporada efetiva, com uma sequência de partidas, às vezes jogando no sacrifício, mas fiz o meu melhor”.

O PONTEIRO Manius e o central Alberto (foto ao lado) não quiseram assumir torcida por algum clube específico nas semifinais. “Fiz uma temporada especial, não apenas pelo desempenho individual, mas também porque me recuperei de um problema crônico no joelho. Nem mesmo
na Europa consegui uma sequência tão boa de jogos por causa das dores”, disse Manius, estendendo o comentário ao trabalho do fisioterapeuta Jomar Almeida e ao preparador físico Sérgio Marçan. “Não tenho uma torcida específica, mas não gostaria de ver o Minas campeão”, completou Alberto, deixando claro a vontade contrária ao algoz do Montes Claros nos play-offs.

O TÉCNICO TALMO de Oliveira destacou o equilíbrio técnico entre os times nesta Superliga e aposta em detalhes para definição do título, assim como foi o bloqueio a favor do Minas nos jogos contra o seu time. Nem por amizade com algum outro técnico ou jogador ou mesmo por merecimento pela qualidade técnica, quis apontar uma equipe de preferência para o título da Superliga.

25 de março de 2011

Enduro de regularidade: Brasileiro e Mineiro juntos

QUARTETO DA CIDADE vai a Patrocínio para dispuyar 250 KMs de trilhas na competição "dois em um"

O MESMO TRIO que representou a cidade na abertura do Campeonato Mineiro, há 35 dias, com resultados entre o 2º e o 4º lugar de suas categorias, estará na disputa da primeira etapa do Brasileiro de Enduro de Regularidade.

FÁUSIO SILVA, FRED Alvarenga e Gernan Guimarães (foto ao lado), vice-campeão na estreia estadual da Novatos, fazem parte da lista dos 170 inscritos para o Bandeirantes Off-Road/2011, neste fim de semana, em Patrocínio, a 470 quilômetros de Montes Claros, válido também como segunda etapa do Mineiro.

JANJÃO SANTIAGO, na Over-40, reforça o time do Norte de Minas na prova, que já segue viagem ciente das dificuldades. No sábado, serão 150 quilômetros de trilhas, com previsão de pelo menos seis horas e meia de prova. No domingo, um pouco menos (90), mas nada que signifique facilidade de percurso.

A REGIÃO É conhecida pelas matas fechadas e pedras, além do trecho que um dia fez parte de uma cratera de vulcão. As chuvas recentes deixam a certeza também de riachos cheios e muita lama nos trechos complementares.

“O MAURÍCIO [Brandão, organizador da prova] está entre os experts do País no levantamento de percursos, sempre com o costume de não dar moleza aos pilotos”, adianta Janjão (Antares Motos, Cannal Motos, M3 Parts e Supertrilha) - à direita na foto. “O que ele fez é meio que testar os limites, mesmo que seja ao extremo”, completa Gernan Guimarães (Cannal Motos e supertrilha.com.br).

PELO DISCURSO dos companheiros, o Over-50 Fáusio “Bicho do Mato” Silva - à esquerda (Joni Modas, O Herdeiro, MC Boutique, Lealro, Tom Motopeças, Chassis Braz e Rododiesel) e Frederico Alvarenga, (Cannal Motos e supertrilha.com.br), na categoria Junior, pensam da mesma forma e já pensam em comemorações pelo simples fato de fechar os 240 quilômetros nos dois dias de trilhas.

Vitória é a palavra da doutrina Tricolor

EM SITUAÇÃO complicada no Campeonato Mineiro desde a queda para a zona de rebaixamento há quatro rodadas, o Funorte não tem muito o quê inventar para seu jogo contra o Tupi, neste sábado, às 16 horas, pelo Campeonato Mineiro. A única opção é vencer para se manter com chances fugir do descenso nas três partidas restantes pela 1ª fase e seguir na Elite Mineira em 2012.

O TIME AINDA não venceu. Tem somente dois pontos na competição e fará seu quarto jogo em casa, onde perdeu para Atlético (1x2) e Villa Nova (0x3) e empatou com a Caldense (0x0). Aliás, o jejum de sucessos como mandante já dura desde 10 de abril do ano passado, ainda pelo Módulo II. Foram doze jogos nesse período, com sete derrotas e cinco empates, conforme matéria divulgada pela VENETA.

NÃO SERIA exagero dizer que a exigência por uma vitória contra o clube de Juiz de Fora virou uma espécie de doutrina no ambiente dos jogadores. Nessa quinta-feira, por exemplo, antes e depois do coletivo final, o técnico Luiz Eduardo Lima (foto), o auxiliar Maurélio Miranda e o preparador de goleiros Luiz Fernando Gatão conversaram reservadamente com os titulares de cada setor.

O COMANDANTE tricolor deixou escapar parte do que foi pedido nesse bate-papo: “reforçamos a necessidade de compromisso, atenção e superação para a seqüência do Campeonato Mineiro. Sabemos completamente das dificuldades, mas definitivamente chegou a hora de vencer”.

O AUXILIAR Maurélio Miranda (foto) reiterou as palavras do treinador. “Foram dois bons coletivos nesta semana, mas a realidade do jogo é diferente e o time precisará se concentrar do início ao fim”, disse à VENETA ao revelar a prioridade para as finalizações.

Com fissura no punho, Toto vai para o sacrifício

SE A SITUAÇÃO desenha para até mesmo os sacrifícios, eis que surge o volante Anderson Toto. Não apenas fará a função improvisada de lateral direito pela segunda vez seguida, como também estará em campo com uma proteção em todo o antebraço após sofrer uma fissura no punho direito.

“JOGUEI CONTRA o Cruzeiro sem perceber a contusão, mas no vestiário já senti as dores no local”, explicou o jogador, já adiantando que vai para o jogo assim mesmo. Na tarde de ontem, usava uma faixa no local, imobilizando até o polegar.

Time ainda tem dúvida, mas Binho perde posição

SOBRE O time titular, ainda há dúvidas em dois setores, tanto que 19 jogadores foram relacionados para a concentração. Um será cortado na véspera do jogo. Pelo coletivo dessa quinta-feira, que terminou vinte minutos além do horário previsto, o esquema de três zagueiros dos últimos jogos foi mantido, mas sem o veterano Binho, barrado por opção técnica.

ANDERSON VIEIRA, que volta da suspensão automática pela expulsão contra o América/TO, ganhou a posição ao lado de Wellington Paulo e Vinícius Zaqui. Mudança definida também no ataque, com a volta de Dandão ao comando de frente. Por causa de dores na lateral do pé, o então titular Edenílson que estava no time reserva não treinou o tempo todo.

CAIO VILLELA e Cristiano (à esquerda na foto, ao lado de Rômulo), que foi o dono da camisa seis diante do Cruzeiro, brigam pela ala esquerda, já que Stanley está vetado por causa de uma distensão na coxa direita. Para o seu lugar no meio de campo, onde jogou improvisado por 30 minutos na derrota para o Cruzeiro, Luiz Eduardo testou o prata-da-casa Rômulo, que até fez gol no coletivo.

Histórico de dois jogos; sem vitórias

FUNORTE E Tupi já se enfrentaram duas vezes pela Taça Minas Gerais de 2009, com uma vitória do time de Juiz de Fora, em seus domínios por dois a zero (25/08), e um empate sem gols em Montes Claros (14/10) - lance na foto acima.

24 de março de 2011

E deu Minas...

O BMG/MONTES CLAROS bem que tentou, deu trabalho o jogo inteiro, reagiu ao longo dos sets, mas acabou eliminado no tie-break

ADIADO O SONHO
da conquista do título naciona
l para o BMG/Montes Claros/Funadem. O time foi derrotado nesse final de noite pelo Vivo/Minas, por 3 a 2, em 2 horas e 23 minutos, no segundo jogo da primeira série dos play-offs da Superliga 2010/2011. As parciais foram de 30/32, 26/24, 20/25, 25/22 e 12/15. O resultado elimina o Esquilão, que já havia sido derrotado em casa por 3 a 1, na segunda-feira. O time da Capital, por sua vez, avança às semifinais, na qual enfrentará o Sesi/SP.

AO FINAL do jogo, antes mesmo dos cumprimentos entre os t
imes, o lamento entre os jogadores e a comissão técnica foi geral, até mesmo pela esperança que o bom desempenho na Arena JK dava a todos de que o terceiro jogo em casa, sábado, estava perto de acontecer. O ponteiro Bruno Zanuto não se conteve ao choro e foi consolado até por alguns amigos do outro time.

APÓS SETE sete horas de viagem, a pequena torcida do Montes Claros presente ao ginásio da Rua da Bahia, reforçada pelos montes-clarenses que moram por lá, aplaudiu o time pelo esforço. A maior parte, no entanto, ficou na cidade acompanhando a transmissão pela TV (SporTV), internet e pelo rádio (Terra AM). Alguns bares concentraram um número considerável de torcedores.


COMO DIZEM OS especialistas, o duelo entre o 4º e o 5º colocado de uma fase de classificação tem todos os indícios de grande equilíbrio. E assim foi esse segundo jogo entre BMG/Montes Claros e Vivo/Minas, não apenas pelo tie-break propriamente dito, mas principalmente pela igualdade de rendimento em praticamente todos os fundamentos. Mas o set decisivo, a vantagem de 3 pontos que o Minas conseguiu foi determinante. Foi administrada até o final.

NOS BLOQUEIOS (Zanuto e Salsa na foto ao lado), por exemplo, a grande vantagem que o time de BH teve na partida em Montes Claros, ficou bastante reduzida pelo que aprontou o Pequi Atômico em sua rede. Um dos fatores que contribuíram com isso foi o rodízio efetuado pelo técnico Talmo de Oliveira.

ALIÁS, em todas as funções: Leandrão e Alemão como opostos e Denisson, a grata surpresa da noite como atacante e na recepção, como ponteiro, na vaga de Manius. Só não contavam com a inspiração de Henrique na rede, em especial no tie-break, com 3 pontos seguidos. Os erros de arbitragem também foram decisivos, com a inversão de pontos quando a bola do time do Norte de Minas era boa. fotos - Alexandre Arruda/CBV

Montes Claros conhece o caminho da vitória na Arena

Dia dois de novembro de 2009, final do Mineiro: Montes Claros vence o Minas de virada por 3x2 em um de seus três êxitos na Arena JK

NAS OITO VITÓRIAS QUE TEM SOBRE O histórico rival, três foram em Belo Horizonte, sendo duas de virada - uma na final do Mineiro/2009

O BMG/MONTES Claros precisará a todo custo de uma vitória sobre o Vivo/Minas nesta quinta-feira,às 21h45, na Arena JK, em Belo Horizonte, para não se despedir precocemente da briga pelo título da Superliga Nacional de Vôlei já nos primeiros play-offs. Como perdeu no primeiro duelo das quartas-de-final (1x3), segunda-feira, em casa, terá de vencer para forçar a realização do terceiro confronto, já neste sábado, no qual seria mandante pela vantagem da melhor campanha na primeira fase.

SE TODA A ajuda é bem-vinda em um momento decisivo como esse, não custa nada resgatar na historia recente do confronto que uma vitória norte-mineira na Capital sobre os minastenistas não é nada absurdo. Nos 13 confrontos entre Montes Claros e Minas, há oito vitórias do Esquilão, sendo três em plena Arena JK.

AS VITÓRIAS POR LÁ

A PRIMEIRA DELAS
foi na estreia de ambos no Desafio Globominas, dia 30 de setembro de 2009: 3 a 1, parciais de 25/20, 16/25, 28/26 e 25/19. A segunda veio na final do Campeonato Mineiro daquele mesmo ano, no dia dois de novembro, e de forma sensacional, pois perdia por dois sets a zero e virou para 3 sets a 2, com parciais de 20/25, 23/25, 25/12, 25/23 e 15/10.

A TERCEIRA aconteceu no dia 23 de janeiro de 2010, pela 14ª rodada da Superliga. O Montes Claros venceu por três a um, também de virada 21/25, 25/23, 25/20 e 27/25.

O LEVANTADOR e capitão Rodriguinho já adiantava isso ao final do jogo do início da semana. “A gente tem plenas condições de ir lá e devolver a derrota”, disse. As palavras foram reforçadas pelo central Giovanni (ao alto, na foto ao lado). “A gente tem confiança em nosso trabalho; diria até em excesso. Depende da gente essa vitória. Acredito muito que haverá mais dois jogos contra o Minas”.

O CURIOSO É QUE, na segunda-feira, o vencedor da noite Thiago Brendle (foto ao lado), ex-líbero do próprio Montes Claros, falou à VENETA sobre esse risco. “O mando de quadra não é completamente decisivo. Como viemos aqui e vencemos, temos que ter atenção para o Montes Claros não ir a Belo Horizonte e nos vencer”.

NO ENTANTO, ele adiantou que será impossível o Vivo/Minas entrar em quadra como esse fosse o primeiro jogo do confronto. “Temos uma vantagem e a vitória nos dará a vaga. Então, esse duelo de quinta-feira (hoje) não será apenas mais um jogo”, analisou o líbero.

Para não completar um ano

ALÉM DA FUGA DA LANTERNA, sucesso diante do Tupi evitará que o Funorte complete 12 meses de jejum de vitórias como mandante


Derrota para o Tricordiano - acima - abriria a sequência do jejum de 12 jogos sem vitórias do FEC como mandante

O JOGO CONTRA
o Tupi, neste sábado, às 16 horas, no Estádio José Maria Melo, pela 8ª rodada da fase de classificação, vai além da tentativa do Funorte em conquistar ponto, sair da incômoda lanterna e tentar se manter na elite do futebol mineiro. Será a última oportunidade que o clube tem de evitar a triste marca de um ano sem vitórias como mandante, entre jogos do Módulo II/2010 e a atual 1ª Divisão.

A ÚLTIMA VEZ que o Formigão saiu de campo com uma vitória em casa foi no dia 27 de março de 2010, pela oitava rodada da 1ª fase do Mineiro do Módulo II do ano passado. Venceu o Araxá Esporte Clube por um a zero, gol do zagueiro Eddiê, aos 31’ do 1º tempo. Ele não faz mais parte do elenco.

Formação do Funorte na última vitória em casa, sobre o Araxá (1x0), no dia 27 de março do ano passado

DESDE ENTÃO
, foram 12 jogos do Tricolor Universitário como mandante pelo Módulo II e Taça Minas Gerais do ano passado e a 1ª Divisão deste ano, com cinco empates e sete derrotas. Marcou nove gols e sofreu 21.

VALE RESSALTAR que os três últimos jogos com mando de campo do Funorte pela Taça MG de 2010 foram realizados no estádio Júlio Aguiar, em Patrocínio, a 469 quilômetros de Montes Claros. Naquela oportunidade, o estádio José Maria Melo havia sido vetado pelo Ministério Público e a Federação Mineira de Futebol pela falta do laudo do CREA/MG, mesmo problema ao final de fevereiro, que reduziu a capacidade do local pela metade e depois proibiu a entrada do público.

CASA E FORA

ENTRE JOGOS EM casa e fora, o Funorte não vence desde o dia 17 de abril de 2010, quando bateu a Tombense, em Tombos, por dois a zero, pela 1ª rodada da segunda fase do Módulo II.

FUNDADO EM 4 de março de 2007, em seus quatro anos de existência o Funorte disputou sete competições oficiais: Mineiro da Segunda Divisão (2007/2008), Módulo II (2009/2010), Taça Minas Gerais (2009/2010) e Primeira Divisão (2011), com 86 jogos oficiais. Curiosamente, os números mostram a maior quantidade de empates (31).

O HISTÓRICO TEM ainda 26 vitórias e 29 derrotas. No currículo, o título do Mineiro da Segunda Divisão de 2008, com sete vitórias, seis empates e apenas três derrotas.

Módulo II/1ª fase

10/04/2010
Funorte 0x1 Tricordiano
Montes Claros
Público*: 429

Módulo II/2ª fase

21/04/2010
Funorte 2x2 Itaúna
Montes Claros
Público: 1.158

1º/05/2010
Funorte 0x1 Mamoré
Montes Claros
1.013

18/05/2010
Funorte 1x1 Tombense
Montes Claros
Público: 1.528

Taça Minas Gerais

29/08/2010
Funorte 0x0 Uberlândia
Montes Claros
Público: 277

11/09/2010
Funorte 1x2 Villa Nova
Montes Claros
Público: 607

26/09/2010
Funorte 1x1 Mamoré
Patrocínio**
Público: 99

17/10/2010
Funorte 0x3 Tricordiano
Patrocínio*
Público: 12

30/10/2010
Funorte 2x4 Uberaba
Patrocínio*
Público: 04

Mineiro 1ª Divisão

30/01/2011
Funorte 1x2 Atlético
Montes Claros
Público: 4.900

13/02/2011
Funorte 0x3 Villa Nova
Montes Claros
Público: 1.338

26/02/2011
Funorte 1x1 Caldense
Montes Claros
Público: 0***

* Públicos oficiais conforme relatórios da FMF
**
Estádio José Maria Melo estava vetado pelo Ministério Público por causa da falta de um laudo do CREA/MG e o Funorte mandou os seus jogos em outra cidade (Patrocínio, estádio Júlio Aguiar)
*** MP vetou a capacidade total do estádio em Montes Claros pelo mesmo motivo

23 de março de 2011

No quesito beleza, o Funorte briga pelo título

QUE O FUNORTE vai mal no Campeonato Mineiro é público e notório. Em campo, o time de Montes Claros briga contra o rebaixamento em sua primeira temporada na elite do estadual em seus quatro anos de existência recém completados. Mas em outra disputa, o clube vai muito bem, obrigado.

A ESTUDANTE de Engenharia de Produção Alessandra Mendes, de 19 anos e 1,77 metro, é a candidata que veste a camisa do clube no concurso "Musa do Campeonato Mineiro", organizado pelo programa Alterosa Esporte, da TV Alterosa/BH (SBT) e se desenrolará até o final da primeira fase.

SIGELO PEDIDO

“GOSTARIA DE
ganhar esta disputa e por isso peço a ajuda da torcida do Funorte e de todo o Norte de Minas”, disse a musa do Tricolor em seu clip de apresentação, com direito a um biquíni com as cores do Formigão. Ela também trabalha como modelo fotográfica. A torcida pode votar pela internet, através do site www.gatadomineiro.com.br


ATÉ O SÁBADO, Alessandra aparecia como a quarta candidata mais votada, mas após a rodada do fim de semana, com uma campanha do Dragão na internet junto à torcida, foi ultrapassada pela concorrente do América/TO. Está atrás ainda das “misses” de Atlético, Cruzeiro e Villa Nova.

MUITA GENTE pergunta o porquê da miss do Funorte neste concurso não ser uma representante da cidade, bastante conhecida pela referência na beleza feminina. Explicação: a TV Alterosa firmou uma parceria com a agência de modelos Home TMA, da Capital Mineira e por isso as concorrentes ficaram restritas ao seu “cast” de modelos.

MUSA NO BOLA CHEIA


INDEPENDENTE de onde seja, Alessandra vem recebendo elogios de sobra pela sua beleza e que poderá ser apreciada de perto pela torcida. A musa tricolor será uma das atrações na entrega do IX Troféu Bola Cheia – Prêmio Marcelino Paz do Nascimento, dia 29 próximo, às 20 horas, no Automóvel Clube. fotos: divulgação Musa do Mineiro

22 de março de 2011

Primeiro jogo do play-off: Vivo/Minas foi mais eficiente

MANDO DE quadra não foi suficiente para o Montes Claros sair na frente nos play-offs; derrota em casa obriga vitória amanhã, em BH


O FUTURO DO BMG
/Montes Claros na Superliga passa pela obrigação de uma vitória amanhã, em plena Arena JK (BH), no 2º jogo contra o Vivo/Minas pelos play-offs. Isso porque no primeiro encontro das quartas-de-final, realizado nessa segunda-feira, no Poliesportivo Tancredo Neves, os minastenistas venceram de virada por três sets a um, diante de 6.495 torcedores, parciais de 25/20, 20/25, 23/25 e 20/25 em 2 horas e 7’. - foto: Clésio Robert

SE É QUE CABE a expressão, o “pecado” do Montes Claros foi praticamente não bloquear, fundamento que o Minas soube aproveitar de sobra. Apenas seis acertos do Esquilão contra 21 dos visitantes. “Fizemos algo que tem até mais a ver ao estilo deles: forçar o saque para dificultar o passe que a defesa faz ao Rodriguinho na armação do ataque”, analisou o ponteiro Diogo, autor de 20 pontos na noite, ao explicar como a qualidade de ataque do Montes Claros foi neutralizada. Estaba certo: ou a bola aparecia alta para os centrais ou baixa para os ponteiros e opostos, o que ajudou na ação dos bloqueadores do Minas.

NA TEMPORADA anterior, Diogo era um dos destaques do Montes Claros. Foi vaiado praticamente em todos os quatro sets, mas ao final da partida voltou a ser aplaudido pelos fãs que deixou na cidade.

POR SUA VEZ, o levantador Rodriguinho achou explicações na melhor competência dos adversários, que pareciam adivinhar muitas jogadas do time. E mostrou otimismo para a volta: “já superamos momentos parecidos como esse. Nada impede de irmos até lá e devolver a derrota”, abreviou.

“A VIRADA”

O TÉCNICO Talmo de Oliveira também foi de poucas palavras. Disse que seu time poderia ter rendido mais e lamentou as vezes em que esteve à frente no terceiro e quarto sets (de até três pontos) e permitiu a virada do Minas. Ao final do quarto set que determinou a derrota, ele foi chamado por um torcedor e recebeu de suas mãos o DVD do filme “A Virada”, cuja história de um vendedor de carros “ensina a conhecer os próprios limites e transformá-los em poder de decisão”.

AO MESM
O tempo, a decepção de jogadores, comissão técnica e torcedores aliou-se à confiança de que o time possa ir à Capital e devolver a derrota ao rival para que seja realizado o terceiro e decisivo jogo, no sábado; mais uma vez em Montes Claros. A melhor campanha garante ao Esquilão o direito de dois mandos de quadra. A diretoria vai ceder alguns ônibus para a viagem. A passagem com direito a ingresso custa R$ 35, com saída na quinta, às 11 horas.

RESUMO

OS GRITOS DAS
arquibancadas de “o caldeirão é nosso” e “o terror vai começar”, marcantes nos primeiros momentos, entoaram o primeiro set do Montes Claros e forçaram o Minas ao erro. Os donos da casa venceram por 25x20 graças ao poderio de ataque – 14, sendo nove pontos de Leandrão - e os erros do adversário (9), além de dois bloqueios.

NO SET SEGUINTE, até que o Montes Claros conseguiu variar o ataque além das pontas, com as bolas rápidas, mas o Minas errou menos (4) e o bloqueio não funcionou uma vez sequer. Para piorar, os contra-ataques para fora e a muralha do rival na rede foram determinantes. No terceiro, já com Alemão como oposto, o MOC foi arrasador ao abrir três a zero, inclusive com um ace. Mas a receita do Minas voltou a predominar. Com apenas dois bloqueios, o Esquilão perdeu na rede e no placar.

NO QUARTO SET, o Minas voltou a cometer vários erros (7) e o Montes Claros acertou a mão no saque (2). Vencia por 10 a 7 até Marlon ir para o saque. A virada aconteceu graças ao bloqueio (três seguidos). O Minas fez 13 a 11 e os gritos foram substituídos por “raça, raça, raça”, mas a noite era mesmo do time de Belo Horizonte, que não mais foi alcançado.

Estava no ginásio, não viu, torceu e lamentou derrota

DIFÍCIL ACREDITAR, mas teve gente que foi ao Ginásio Poliesportivo, permaneceu por lá durante todo o tempo e não viu um lance sequer da partida, literalmente. É possível? Quando se trabalha de vigilante, daqueles que ficam de frente para as arquibancadas e de costas para a quadra, isso é absolutamente comum.

JOSÉ CARLOS Cardoso foi um dos personagens nessa situação na última segunda, na derrota do BMG/Montes Claros para o Vivo/Minas. A sua visão era apenas do setor de cadeiras verdes da platéia e teve que se contentar em saber do que acontecia dentro de quadra apenas pelo semblante das pessoas. Mesmo assim, ficou sentido pela derrota.

DO QUADRO fixo de uma empresa de segurança, ele trabalhava pela primeira vez em um jogo de vôlei, justamente em um momento decisivo. Indagado pela VENETA como conseguia controlar a vontade para saber detalhes da partida, a resposta estava na ponta da língua. “Fico olhando para a reação das pessoas: os olhares, gritos, até xingamentos. Com isso, a gente acaba sabendo o que aconteceu com o time do Montes Claros”, disse.

ELE ENTENDE que a ansiedade da torcida acabou contagiando-o de alguma forma. “Mesmo que o comportamento da torcida dê alguma dica sobre o jogo, a gente fica curioso sobre quem está ganhando”, observou. Assim, ele confessou que uma vez ou outra dava uma espiada no placar eletrônico. “É o jeito, né?”.

"Faltou emoção ao time, mas ainda confio na virada”

COMENTARISTA POR UM DIA, Deborah Mayara analisa a derrota do Montes Claros no primeiro jogo contra o Minas

PELO HISTÓRICO de público ao longo de toda a Superliga, não havia dúvidas sobre a lotação máxima do ginásio na noite de segunda-feira. A torcida fez a sua parte e registrou mais um dos próprios recordes neste ano, com 6.492 mil pessoas nas arquibancadas.

“COMENTARISTA por um dia”, a estudante de cursinho pré-vestibular Deborah Mayara Oliveira, de 17 anos, analisou o desempenho do Montes Claros ao final de cada set. “A emoção que sobrou na arquibancada, faltou dentro de quadra”, resumiu a jovem, que por cinco anos praticou vôlei no colégio Imaculada Conceição.

1º SET (25X20) – “Poderia ter sido melhor, porque o Minas esperava pelo jogo do Montes Claros, mas o nosso time parece que não encarnou o espírito de uma fase decisiva”.

2º SET (20X25) – “Faltou concentração e esforço, prova disso foi o rendimento da rede: o time não fez um ponto sequer de bloqueio”.

3º SET (23X25) – “Houve mais equilíbrio, mas o time não investiu nas bolas rápidas. O passe não estava legal, também”.

4º SET – (20x25) – “Nossa, quantos erros! E erros infantis. Nem pareceu o mesmo time que teve garra e força para vencer o Pinheiros no último jogo aqui em Montes Claros. Faltou atenção na rede”. fotos - Hellen Batista Almeida

Torcida sugere ingresso mais barato

AINDA ACREDITANDO na salvação do Tricolor e na sua permanência na elite de 2012, até porque Uberaba, Democrata e Ipatinga estão próximos na tabela de pontos mesmo após tantas derrotas, o coro da torcida montes-clarense é para a redução, ao máximo possível, do preço dos ingressos para Funorte x Tupi, sábado, às 16 horas. O valor mínimo seria R$ 10, como aconteceu diante do Villa Nova.

VALE LEMBRAR que, ao final da semana passada, o estádio José Maria Melo teve liberada de volta a sua capacidade total de público (5 mil pessoas), após a “novela” de um mês do laudo de vistoria, aprovado pelo CREA/MG e homologado pela promotoria do consumidor do Ministério Público Estadual (BH) para o retorno da torcida às arquibancadas.


NO ÚLTIMO compromisso em casa - foto acima -, dia 26 de fevereiro, contra a Caldense (1x1), o time sentiu na pele o efeito da falta do laudo: estádio vazio. O MP vetou a capacidade total por causa da não liberação do documento por parte do CREA, mesmo com o encaminhamento feito pelo Funorte.

O ADVERSÁRIO É O quinto colocado geral, com 12 pontos, mas com um jogo a mais. No histórico, há apenas dois jogos entre Tupi e Funorte pela Taça Minas Gerais de 2009, com uma vitória do time de Juiz de Fora em casa (0x2) e um empate em Montes Claros (0x0).

O JOGO diante do Tupi será no sábado, o penúltimo jogo em casa pelo atual Campeonato Mineiro. Sobre a queda dos preços, o clube acatou a sugestão dos torcedores sobre essa possibilidade, mas ainda procura superar os meios burocráticos para colocá-la em prática.

Nos planos da Patrocinense

SE SERÁ concretizado, ninguém sabe, mas é fato que não deixa de agitar o início de semana do Funorte após a derrota para o Cruzeiro. Informação do jornalista Luiz Antonio Júnior, da Rede Hoje, dá conta do interesse da Sociedade Esportiva Patrocinense na contratação do técnico Luiz Eduardo, que chegou ao Funorte no dia 18 de fevereiro. O time daquela cidade classificou-se para a segunda fase do Módulo II, mas contrariado pelo rendimento do trabalho do técnico Gian Rodrigues mesmo com seis vitórias em dez jogos.

Júnior vence na estreia em Paracatu e salva o fim de semana tricolor

O TIME JÚNIOR tratou de “salvar” o fim de semana do Tricolor Universitário. Em sua estreia na fase seletiva do Campeonato Mineiro da categoria, no sábado, o time do técnico Erivelto Martins venceu o União, no estádio Frei Norberto, em Paracatu, por um a zero.

O GOL solitário da tarde foi marcado pelo meia-atacante Léo (foto ao lado), que voltou ao Funorte depois de uma experiência nas categorias de base do Cruzeiro.

EM SUA TERCEIRA temporada seguida no comando do FEC, Erivelto manteve a base que utilizou na Copa São Paulo deste ano reforçada com alguns jogadores que até pouco tempo estavam no elenco profissional, mas não chegaram a ser escalados: o lateral Esquerdinha, o volante Mauro e o atacante Rafael Felipe.

OS DOIS TIMES estão na Chave B, que teve outro jogo no dia. Em Martinho Campos, o Ipiranga local venceu o Patrocínio também por um a zero. O Operário de Monte Carmelo folgou na rodada. Conforme o regulamento da Seletiva, os times jogarão entre si em dois turnos e os três primeiros colocados garantem vaga na primeira fase.

NO SÁBADO QUE vem, o “Funortinho” fará o primeiro jogo em casa, às 13h30, contra o Ipiranga/Martinho Campos em duelo pela liderança isolada. Será na preliminar de Funorte x Tupi, pela 8ª rodada do Campeonato Mineiro.

Chance de queda sobe em 4%

ESTUDO DA UFMG ainda deixa o Funorte como um dos times em situação de risco no Mineiro

ASSIM COMO aconteceu diante do Coelho e do Galo, o Funorte não conseguiu somar ponto contra a Raposa, no jogo pela sétima rodada do Campeonato Mineiro, sábado, que completou o ciclo dos confrontos contra os times grandes da Capital.


A SEMANA COMEÇA preocupante. As chances de queda do Tricolor para o Módulo II do ano que vem, segundo o site probabilidades no futebol, que integra um estudo do departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), subiram de 57,8% para 60,1% após a goleada sofrida para o Cruzeiro.

ATÉ A PRÓXIMA rodada, o time continuará amargando a lanterna do Campeonato Mineiro - com apenas dois pontos. Por outro lado, a combinação de resultados do complemento da rodada, no domingo passado, como as derrotas do Guarani, Ipatinga e o empate entre Democrata/GV e Uberaba, ainda deixa o time com chances matemáticas de se salvar da zona de rebaixamento (Z-2).

O CERTO É que, para continuar como clube da Primeira Divisão, o Formigão precisará de pelo menos 70% de aproveitamento em seus quatro jogos restantes, a começar pelo Tupi, sábado, em Montes Claros. Jogará ainda em Divinópolis e Uberaba, até a última rodada, quando receberá o Democrata/GV. - Foto: Vinnícius Silva/Futebol de Minas

20 de março de 2011

Uma nova Superliga

INÍCIO DO MATA-MATA, nesta segunda-feira, contra o Vivo/Minas, muda a realidade da competição e BMG/Montes Claros quer força e concentração totais

COM A
promessa de mais uma quebra de recorde de público, que pertence ao próprio time, o BMG/Montes Claros recomeça a briga pelo título da Superliga Nacional de Vôlei em casa. Enfrenta o Vivo/Minas, amanhã, às 21h45, no primeiro jogo das quartas-de-final.


A VOLTA acontecerá em Belo Horizonte, na quinta-feira (24), e caso haja necessidade do terceiro confronto, acontecerá mais uma vez em Montes Claros, no sábado (26). O “Pequi Atômico” tem a vantagem de dois mandos de quadra pela melhor campanha na primeira fase. Foi o quarto, com 48 pontos e 20 vitórias, enquanto o Minas foi o quinto, com 46 pontos e 18 vitórias.

O VENCEDOR da chave enfrentará o ganhador do confronto entre Sesi/SP (1º) e Medley/Campinas (8º). EM QUASE dois anos, entre Campeonato Mineiro, Superliga, Co
pa Cimed Pouso Alegre, Desafio Globominas e amistosos, será o 13º encontro entre os times e o Montes Claros tem domínio amplo, com oito vitórias e quatro derrotas.

NO TURNO
da atual Superliga, o Esquilão venceu o Minas por três a zero, diante de 4.997 pessoas. No total, o Poliesportivo Tancredo Neves recebeu 70.743 pessoas em 14 jogos. O recorde até o momento aconteceu contra o Pinheiros, na semana passada, com 6.983 pessoas, número que impressionou até mesmo o veterano Giba, da Seleção Brasileira.


TALMO DE Oliveira está confiante nas condições que o Montes Claros reencontra o rival Minas, amanhã. Optou em poupar seus principais jogadores nos últimos dois jogos da primeira fase, contra Olympico e Cimed. “Foi importante para dar ritmo àqueles que não jogaram tanto na primeira fase e, ao mesmo tempo, poupar aqueles que tiveram uma seqüência maior de jogos”.

O RITMO de treinos muda, mas a agenda não. O time trabalhou ontem e repete a dose hoje e amanhã pela manhã, no Ginásio Poliesportivo. (Fotos: Alexandre Arruda/CBV)