30 de abril de 2010

Bernardinho fala à Veneta sobre o Montes Claros e a final

ELE NÃO PODERIA deixar de acompanhar a final da Superliga Nacional de Vôlei, até porque comanda o time que é considerado o mais importante do mundo e terá em quadra quatro dos seus últimos convocados para a disputa da liga mundial. Bernardo Rezende, o Bernardinho, técnico da Seleção Brasileira, esteve aqui no Ginásio do Ibirapuera no dia que antecede a final entre Bonsucesso/Montes Claros e Cimed/Malwee. Foi no início da noite, coincidência ou não, ao final do treino do time catarinense, onde joga seu filho Bruninho.

AMANHÃ, garante que volta ao local, mas preferindo passar por desapercebido. Apenas mais um nas arquibancadas do ginásio paulista. Extremamente solícito, pude conversar com o comandante brasileiro, que, de imediato, parabenizou não apenas o time, mas também a cidade de Montes Claros pelo o que ele considera como um dos maiores feitos do vôlei brasileiro nos últimos anos.

Fale sobre a final...
BERNARDINHO - "Os dois times são merecedores por este momento. Apesar de composições e estilos diferentes mostraram uma grande motivação do início ao fim. O Cimed é um time muito experiente, que traz a babagem de várias temporadas, enquanto o Montes Claros se supera por ser um estreante, mas completamente resistente às dificuldades".

Como se trata de um jogo único, o que se esperar dos times?
BERNARDINHO
- "Um jogo muito aberto e que não faltará personagens para decidi-lo".


Lorena é um deles?
BERNARDINHO
- "Sem sombra de dúvidas. É uma pessoa que merece o que está acontecendo com ele. Ele está sendo observado há algum tempo e mostra um espírito de luta de poucos têm. Esforçado, a determinação que vem mostrando muitas das vezes serviu de inspiração para o restante do time".


Fale mais sobre o time do Bonsucesso/Montes Claros...
BERNARDINHO - "É uma equipe técnica e que compensa algumas de suas limitações com a qualidade individual de atletas como o Diogo e, claro, o Lorena. O Rodriguinho vive uma fase excepcional, capaz de decidir jogos. Considero a experiência do Ezinho como fundamental nesta campanha, assim como o crescimento que o Acácio e o Piá mostraram na reta final. Um misto de determinação com garra. O vôlei também exige isso do seu atleta".

A final deste ano ainda será em confronto único, mas há rumores de que os play-offs de cinco jogos voltarão na temporada do ano que vem para decidir o campeão brasileiro de vôlei.

BERNARDINHO - "Acho o mais justo, mas ainda não acredito que isso vá acontecer. O interesse maior é de quem patrocina e não há como reconhecer que a TV Aberta, quando exibe uma partida, tem muito mais peso do que acontece em um canal aberto". (foto: CBV)

29 de abril de 2010

Exemplo do rival; argumentos individuais; galera em Sampa e os estudos

A própria história do adversário de amanhã mostra como um estreante derrubou favoritos e levantou título de uma Superliga Nacional

POR SI SÓ, a campanha do Bonsucesso/Montes Claros é motivo de confiança da torcida e dos próprios jogadores para a conquista do título da Superliga Nacional de Vôlei. Mas o otimismo ganha reforço, ainda, com o histórico de vitórias sobre adversários mais tradicionais na fase de classificação e nos play-offs e o poder de recuperação com viradas de placar até certo ponto inacreditáveis.

OUTROS fatores de destaque estão no desempenho individual dos atletas. Por essas análises, mesmo se tratando de um estreante na competição, o favoritismo que muitos apontam para o adversário catarinense pode cair por terra por exemplos como do próprio Cimed.

O TIME DE SC foi criado em 2005 e também sua primeira Superliga chegou a ser finalista; e foi mais além. Sob o comando de Renan Dalzotto, medalha de prata em Los Angeles ’84, venceu o então Telemig Celular/Minas em pleno Mineirinho (BH), por 3 a 1, e ficou com o título. Portanto, ser estreante e ganhar a taça mais importante do vôlei do Brasil não é nada impossível.

PROJEÇÃO

EQUIPE COM a melhor média de público da Superliga 2009/2010 – mais de 5,7 mil pessoas –, o Montes Claros já garantiu o direito de disputar a Copa América de Clubes, como um dos quatro melhores do País. Quem for campeão Sul-americano, garantirá vaga no Mundial, em Abu Dhabi.

ALÉM DA torcida, que vai seguir para São Paulo em bom número (cerca de duas mil pessoas só de Montes Claros), o time impressiona pelos números de seus jogadores. O ponteiro Diogo é o atacante mais eficiente da Superliga, com 38,3% de acertos; Rodriguinho é o melhor levantador com 46,2% de eficiência, enquanto Brendle tem o terceiro melhor desempenho da competição como defensor, com 28,8% de aproveitamento.

FUNDAMENTOS E VÍDEOS

APRIMORAR
fundamentos, como saque e recepção, além de trabalhar as táticas de jogo, como inversões e contra-ataques. Esta parece ser a agenda dos jogadores e comissão técnica do Bonsucesso/Montes Claros a um dia da final da Superliga Nacional de Vôlei. Nesta sexta,
das 10h30 às 12h30, no Ginásio do Ibirapuera/SP, o time treina pela última vez antes de enfrentar o Cimed/Malwee/Florianópolis, neste sábado, às 9h30.

À TARDE, se o técnico Talmo de Oliveira mantiver o estilo de trabalho, uma reunião com os atletas para estudar mais sobre o Cimed, com vídeos e estatísticas do adversário, time de melhor campanha na fase de classificação, mas que foi derrotado pelo Montes Claros.

A NOTÍCIA de que mais dez ônibus de torcedores foram confirmados para acompanhar o jogo em São Paulo animou bastante a delegação. “Nos jogos em casa, ela foi muito importante e, agora, então, será muito bom ter a torcida ao nosso lado nesta final”, analisou o central Acácio. Da mesma forma que o time fez de tudo para estar nesta final, o levantador Cristóvão acredita que a torcida esteja fazendo sua parte. “O momento é muito importante”, resumiu.

AO LADO DA SELEÇÃO

AINDA PELA manhã desta sexta-feira, comissão técnica e diretoria deverão prestigiar o evento que a CBV e a Olympikus estarão promovendo para o lançamento dos novos uniformes das Seleções Brasileiras Masculino e Feminino, às 11 horas, no Mercury Hotel. O presidente Ary Graça Filho (CBV) e o técnico Bernardinho estarão presentes.

Funorte: treino secreto, súmula leve e nada de acordo de ingressos

ONDA DOS SECRETOS

WANDERLEY Luxemburgo, Adilson Batista e agora José Maria Pena. A tática dos treinos secretos chegou ao Funorte. Hoje, no penúltimo dia de preparação para o jogo diante do Mamoré, pela quarta rodada da segunda fase do Campeonato Mineiro do Módulo II, o treinador fechou os portões do Estádio José Maria Melo para as filmadoras e câmeras fotográficas.

FRESTA

UMA equipe da TV Geraes pôde registrar algo do gramado apenas por uma fresta; antes de ser fechada.
O mistério é para evitar que o adversário tenha qualquer informação preliminar sobre o time tricolor, líder da Chave C com cinco pontos, um a mais que o próprio Sapo e a Tombense. O Itaúna é lanterna com 2.

TODOS

NO ENTANTO, conforme foi apurado pelo JN, o técnico do FEC promoveu um treino tático de ataque contra defesa e finalizações. Sobre os titulares, é bem provável que o mistério prossiga até momentos antes do jogo, pois ele terá todos os jogadores à disposição. Não há ninguém em tratamento no departamento médico ou suspenso. Pelo contrário, o capitão Andrezinho cumpriu a suspensão automática em Patos de Minas e volta aos planos para o meio de campo e a ala esquerda.


SÚMULA AMENA

NÃO HÁ como negar que o clima seja de rivalidade, até porque, no empate dos times, sábado passado, em Patos de Minas, o jogo teve uma série de incidentes envolvendo as duas delegações: vestiário invadido, policiamento no campo e agressões entre jogadores. O curioso é que pelo menos na súmula disponibilizada pelo site da Federação Mineira de Futebol (FMF), o árbitro Emerson de Almeida Ferreira sequer citou a briga entre Berg, do FEC, e o lateral Juninho Lopes, como fatos que teriam comprometido o andamento da partida. Os dois atletas já haviam sido substituídos.


INGRESSO? CADA UM POR SI

A DIRETORIA do Funorte chegou a propor à Prefeitura o custeio de todos os ingressos para o jogo de depois de amanhã, como comemoração oficial ao feriado do Dia do Trabalho. A carga de 5 mil bilhetes seria adquirida pelo município e distribuída gratuitamente. A resposta veio hoje; e de forma negativa.


SEM CAMISA

"INFELIZMENTE, não conseguimos essa parceria que seria muito importante para esse momento especial que o esporte da cidade vive", disse o diretor do FEC, Cristiano Júnior, que chegou a fazer camisas com o timbre oficial da Prefeitura, como forma de agradecer a parceria. Diante da resposta, a ideia foi abortada.

28 de abril de 2010

Saem as excursões a preços populares; time já em Sampa; fim dos ingressos

HAVERÁ ESPECIAIS

O LANCE
sobre a falta de especiais a preços populares virou notícia velha em menos de duas horas, como comentamos aqui mesmo no blog.
A REVIRAVOLTA COM notícia boa aconteceu no início desta noite de quarta-feira para a torcida do vôlei de Montes Claros, que poderá ir em maior número a São Paulo.
O BANCO BONSUCESSO, patrocinador que dá nome ao time, assumiu as despesas no fretamento de nove ônibus para a torcida acompanhar a final da Superliga Nacional de Vôlei, sábado, diante do Cimed/Malwee.
A IDEIA REPETE o que aconteceu nos jogos em Itabira, Belo Horizonte e São Bernardo do Campo, mas com o custo de R$ 55 ao invés dos R$ 20 naquelas oportunidades.
O REAJUSTE é por causa da distância maior entre Montes Claros e São Paulo: 1,1 mil quilômetros.

PREÇOS POPULARES

CAPITULANDO ENTÃO
: custo de R$ 55 por pessoa, sendo que cada interessado só poderá fazer duas reservas.
SÃO 405 vagas e as inscrições devem ser feitas somente na sede da Funadem, fundação mantenedora do clube: rua Odilon Macaúbas, 230 - Centro.
HORÁRIOS: 9 às 12 horas e das 14 às 18 horas, somente nesta quinta-feira.
O PACOTE garante passagem de ida e volta, ingresso e uma camisa oficial do patrocinador.

PONTUALIDADE

A SAÍDA dos ônibus acontecerá às 9 horas de sexta-feira, direto da Praça da Catedral.
A PROMESSA de pontualidade, já que a BR-135 está em obras em vários trechos, o que poderá atrasar a viagem entre Montes Claros e Belo Horizonte.
SOBRE O retorno, logo após o jogo no Ibirapuera.
HAVERÁ, ainda, um décimo ônibus, mas reservado exclusivamente para o pessoal da imprensa de Montes Claros e de algumas cidades do Norte de Minas.

MOROSA, MAS DEU CERTO

A NEGOCIAÇÃO
entre o clube e o patrocinador foi morosa, até porque a Funadem foi bem clara que não poderia assumir sozinha os custos dos fretamentos.
A IDÉIA foi lançada ainda na segunda-feira, mas somente na quarta-feira o martelo foi batido entre as partes.
DOIS PONTOS merecem ser observados:
A GARANTIA da CBV, que repassou 600 ingressos para o clube (de onde estão saindo os 405 para os especiais);
E A CAMPANHA que a própria torcida fez cobrando alguma providência para aqueles que não podiam pagar pelos pacotes da agência de turismo.
PELOS NOVOS fatos, parte dos textos a partir daqui foram atualizados.

JÁ EM SAMPA

O TIME DO
Bonsucesso/Montes Claros seguiu nesta manhã rumo a São Paulo, palco da final da Superliga Nacional de Vôlei. No sábado, contra o Cimed/Malwee. O primeiro voo saiu às 7h30 de MOC para Belo Horizonte e, logo em seguida, às 10h15, para a capital paulista, chegando, exatamente, às 12h50.

PERTO

A DELEGAÇÃO ESTÁ
no Novo Hotel, a menos de cinco minutos do Ginásio do Ibirapuera. Os dois dias que antecedem a final vão servir para reconhecimento da quadra, aprimoramento dos fundamentos e atender a agenda de imprensa. O primeiro deles será ainda hoje, às 18 horas. É bem provável que algum jogador esteja ao vivo nos programas do Canal SporTV, quinta ou sexta à tarde.

TREINO PELA MANHÃ

NESTA
quinta-feira, treino em apenas um período: 10h30 às 12h30, assim como na sexta-feira, também no Ginásio Já em casa, o último treino em casa aconteceu na noite de ontem, no Ginásio Poliesportivo Tancredo Neves. Aparentemente tranquilo, o técnico Talmo de Oliveira terá o time completo.

ESGOTADOS

EM NOTA
oficial antes do meio-dia desta quarta-feira, a CBV confirmou que todos os 10,8 mil ingressos da decisão no Ibirapuera estão esgotados. Cada torcida teve direito a uma cota de 5,4 mil. A transmissão ao vivo será no sábado, às 9h30, no canal aberto da Globo. Montes-clarenses que moram em São Paulo denunciam que os cambistas tomaram conta dos bilhetes, já que havia limite de seis ingressos por pessoa. O preço agora, a partir do esgotamento, é de no mínimo R$ 80,00.

INGRESSOS

O CLIMA DE PAZ
demonstrado pelos jogadores contrastava com as sensações dos torcedores. A primeira delas foi com a ausência de postos oficiais de venda de ingressos em Montes Claros, mesmo o time da casa sendo finalista. A distância, opção pela internet. Antes dessa garantia do clube de última hora, quem optou em comprar pessoalmente, teve que andar pelo menos 420 quilômetros, pois, somente na Capital em Minas havia revendas autorizadas pela CBV. Ou mesmo, apelar aos favores de parentes e amigos que moram em Belo Horizonte, São Paulo ou até mesmo no Rio de Janeiro.

TRANSPORTE

MAS ANTES DA
garantia dos especiais, a grande polêmica tornou-se o transporte da torcida, que estava restrito apenas às agências de viagem, com preços maiores. As quatro empresas que estão organizando a viagem cobram entre R$ 140 a R$ 1,5 mil em pacotes que variam desde a oferta da viagem propriamente dita (até mesmo aérea) até a garantia do ingresso, alimentação e hospedagem.

ESPECIAIS SEM CUSTEIO

O CLUBE HAVIA
deixado claro que seria impossível a Funadem arcar sozinha com toda a despesa. Nos jogos em Itabira, Belo Horizonte e São Bernardo Campo ao longo da Superliga o transporte a preço popular teve as despesas divididas entre a Funadem, fundação que administra o clube, e uma empresa da cidade.

A DE FLORIPA

OUTRA ESPERANÇA
estava junto à Prefeitura, até mesmo porque a de Florianópolis, distante a 690 quilômetros de São Paulo, vai bancar 15 especiais de graça para a torcida do Cimed/Malwee. Mas o município de Montes Claros não é quem está oferecendo o transporte da torcida para São Paulo.

BRONCAS (E EX-BRONCAS)

TALVEZ TENHA
sido isso o que impulsionou esse acordo com o patrocinador, pois a torcida não deixou de mostrar revolta e cobrar empenho, entendendo que esse seria o momento para reconhecer a força que teve na campanha do time. Por conta própria, chegou a organizar uma lista para a viagem a Sampa, entendendo que haveria a cessão do transporte. No Orkut, na comunidade dedicada ao próprio time (Bonsucesso Montes Claros), a bronca foi geral, mas mudou o astral tão logo foram anunciados os especiais a preços populares.

CONCENTRAÇÃO

QUEM NÃO PODE IR
garante que vai torcer de longe. Vários pontos de concentração foram definidos: bares, casas, escolas e até ginásio para acompanhar a transmissão pela TV aberta, a partir das 9h30, pela TV Globo. Antes disso, prometem uma despedida de gala aos atletas, se necessário, até mesmo de madrugada, antes do embarque desta manhã, no aeroporto de Montes Claros.

NA TELA

A TV GERAES
anuncia uma cobertura especial da final da Superliga Nacional. A programação será ao vivo, direto do Mapa de Minas, na Avenida Sanitária, sob o comando do jornalista Raphael Bicalho e com a participação de comentaristas esportivos, torcedores e outras pessoas ligadas ao vôlei. Como foi dito acima, parte da imprensa de Montes Claros viaja nesta sexta-feira para São Paulo, às 12 horas, em ônibus fretado.

26 de abril de 2010

MOC sem posto de ingresso; especiais; Lorena nacional

SEM POSTOS EM MOC

A CBV SOLTOU
a nota oficial sobre os ingressos para a final da Superliga Nacional de Vôlei. A venda antecipada começa nesta terça-feira pela internet e outros 23 postos. O curioso é que, mesmo com o Bonsucesso/Montes Claros na decisão, a cidade não foi contemplada com nenhum ponto de venda. Em Minas, haverá apenas dois e em Belo Horizonte: Chevrolet Hall e Livraria Leitura Savassi. Até mesmo Porto Alegre terá o seu posto. Opção então apenas pela internet. www.ticketsforfun.com.br. Os preços da arquibancada superior custam R$ 10. Na inferior R$ 30.

PELO CHÃO E PELO AR

A TORCIDA DE
Montes Claros vai comparecer em número considerável lá em São Paulo. Pelo diretor Alexandre Amorim, fui informado que a Transnorte vai disponibilizar pelo menos quatro ônibus para excursões. As empresas de turismo, como a Pizarro, também organizam os seus. Já a Guacuí vai mais além com o fretamento de um avião. A saída do voo será às 4 da manhã, no próprio sábado, direto para São Paulo. Valor: R$ 1,2 mil por pessoa.

TRÊS QUILOS MENOS

O LEVANTADOR
Rodriguinho ainda se recupera da virose com cara de dengue e que por pouco não o tirou da partida de classificação contra o Sada/Cruzeiro, semana passada. Segundo ele próprio, perdeu três quilos. Ainda mostra umas manchas vermelhas na perna, acompanhadas da coceira.

AGENDA DE ÍDOLO

OS E-MAILS
e telefonemas recebidos desde a última terça-feira, quando marcou o ponto decisivo do tie-break e que colocou o Montes Claros na final da Superliga, deixam bem claro que o oposto Lorena ganhou status de personalidade nacional.
NÃO APENAS PELAS performances em quadra, que lhe renderam a condição de o maior pontuador em uma única edição de Superliga (684), mas também pela repercussão de lá para cá, em especial nas matérias em rede nacional, além da inédita convocação para a Seleção Brasileira.
POR EXEMPLO, na cidade do interior paulista que lhe empresta o apelido por ser sua terra natal virou ídolo máximo ao ponto de as pessoas cobrarem uma data certa para a próxima visita lá.
ELE CHEGOU a confessar que acredita que vá ser difícil andar tranqüilo pelas ruas de lá, como tem sido em Montes Claros, onde é abordado a todo momento para fotos e autógrafos.
OS CONTERRÂNEOS prometem ir em peso ao Ginásio do Ibirapuera, no sábado que vem. Lorena fica a 203 quilômetros de Sampa.

DIRETO DE PANAMBI

JÁ O LÍBERO
Tiago Brendle espera encontrar o pai Udo e os dois irmãos em São Paulo, no dia da final. A mãe, como ele mesmo disse, está no coração. Faleceu há seis anos. A turma vai sair de Panambi, interior do Rio Grande do Sul – próximo a Passo Fundo -, rumo a Sampa.

25 de abril de 2010

Piá, o campeão fora de quadra

Drama pessoal mostra como jogador tira força para superar adversidades

NÃO HÁ DÚVIDA alguma sobre o potencial que o time do Bonsucesso/Montes Claros mostrou dentro de quadra. Principalmente de superação, com viradas espetaculares quando a partida parecia perdida. Hoje, é nada menos que finalista logo em sua primeira Superliga Nacional de Vôlei, justamente a que vem sendo considerada a mais forte dos últimos anos por causa do repatriamento das estrelas da Seleção Brasileira e de jogadores que estavam há bastante tempo no exterior.


FORA DE QUADRA, a palavra superação parece ter mais impacto; ainda mais adequada à realidade. E mostra-se mais evidente em um caso especial: o do ponteiro Silmar Antônio de Almeida, o Piá, dono de um fã-clube interminável principalmente
de crianças não apenas pelo carisma e atenção nas fotos e autógrafos, mas, também, por ser um dos jogadores mais regulares na reta decisiva de Superliga, em especial no terceiro jogo contra o Brasil Vôlei Clube e na segunda partida diante do Sada/Cruzeiro, que garantiu a vaga na final.

CASAMENTO


AOS 23 ANOS
, católico praticante e palmeirense declarado, o paranaense Piá chegou a Montes Claros no meio do ano passado e já com uma responsabilidade que poucos na sua idade já têm: um casamento. Aos 21 anos, resolveu casar-se com Santuza, estudante de moda em São Paulo e que conheceu por ser vizinho. Ela morava no condomínio em frente ao CT do Banespa, o clube que o ponteiro atuava à época. "Fomos chamados de loucos, principalmente pelos nossos pais e familiares mais próximos. Diziam que eram duas crianças que estavam se casando", disse Santuza, mineira de Boa Esperança, cidade ao Sul do Estado.


IDAS E VINDAS entre São Paulo e Belo Horizonte, já que ele foi jogar no Sada/Cruzeiro, dois anos depois, em uma viagem de férias, a partir de sintomas como uma crise de tosse e, depois, uma série de exames, a esposa descobriu um tipo de linfoma na região do pescoço. Foram consultados médicos no Paraná e em Minas Gerais e o diagnóstico era o mesmo. A doença, comum em mulheres jovens entre 19 e 24 anos, exigiria um tratamento intenso, com baterias de exames, quimioterapia e radioterapia. Quando detectada no início, as chances de cura são de 95%.

TRANSFERÊNCIA

A APREENSÃO foi inevitável, pois tudo aconteceu justamente na transferência de Piá do Sada/Cruzeiro para o Bonsucesso/Montes Claros. Veio também um dilema para o jogador, que teria que buscar tratamento em uma cidade que até então não conhecia e de poucos amigos – naquela época, somente os companheiros que também chegavam na montagem do time de vôlei. "Por essas coisas, houve até resistência do meu pai em me deixar vir", acrescentou Santuza. A reação do marido foi imediata: "Casei-me com ela em todas as situações: na saúde, na doença, na alegria, na tristeza. Claro que ela veio comigo".


SANTUZA sabia que o tratamento seria moroso e complicado. Além de dores e da mudança de astral e enjoos, teria que passar pelo trauma da perda de cabelo. "Encontrei suporte em muita coisa, mas o Silmar foi imprescindível; homem em todos os sentidos: marido, pai, irmão, amigo; de tudo um pouco", desabafou. Não apenas pelo vôlei, mas no tratamento surgiram os novos amigos em Montes Claros, além dos amigos do próprio time, como as esposas e namoradas dos outros jogadores.

CURA E NOVOS SUSTOS


EM JANEIRO, veio a notícia mais esperada. Santuza estava 100% curada. A felicidade, no entanto, foi comprometida por outros dois sustos. Recentemente, o seu pai foi vítima de um assalto na própria casa. Foi covardemente agredido e precisou ser internado. Logo em seguida, no apartamento do casal, sentiu fortes dores abdominais e teve que ir às pressas para o hospital e teve a confirmação de mais um problema. Santuza precisaria ser operada imediatamente para a retirada do apêndice e de um dos ovários. Toda a experiência de vida fez com que o casal esquecesse uma mágoa sobre um certo comentário em uma rede de relacionamentos. "Alguém chamou o Piá de moleque; certamente porque não o conhece em nada", desabafou a jovem.


A CIRURGIA aconteceu em meio a um jogo decisivo do Bonsucesso/Montes Claros e Piá teria que viajar. Ainda internada, ela ficaria sozinha. "Não vou me esquecer nunca. Ele me disse: meu bem, tenho que ir, mas no pensamento vou estar aqui com você o tempo todo", completou Santuza, entendendo que o conforto do marido foi determinante para sua recuperação.

A FÉ foi cada vez mais reforçada. Em meio à agenda de treinos e viagens, o casal cultiva o hábito de ir à missa sempre que possível.

Empate mantém Funorte líder, mas jogo virou caso de Polícia

DUAS VEZES À FRENTE

O FUNORTE esteve duas vezes na frente do placar, mas voltou para casa apenas com um ponto do empate em dois a dois com o Mamoré, na tarde desse sábado, no estádio Bernardo Rubinger de Queiroz, em Patos de Minas, pela terceira rodada da segunda fase do Módulo II. Os gols foram marcados por Tiago Pitbull, aos 6' do primeiro tempo e aos 28 do segundo tempo, com Hugo e Reinaldo fazendo para os donos da casa.

OUTRO EMPATE E LÍDER

MENOS MAL que no outro jogo da chave, Tombense e Itaúna empataram em Tombos em um a um, resultado que manteve o time de Montes Claros na primeira colocação isolada, agora com cinco pontos. Mamoré e Tombense dividem a segunda colocação, com quatro, enquanto o Esporte Clube Itaúna tem apenas dois. No feriado do Dia Mundial do Trabalho, o Funorte voltará a campo em casa, contra o mesmo Mamoré, na abertura do returno.

CASO DE POLÍCIA

O CLIMA para este próximo compromisso não é dos melhores. A partida de ontem em Patos de Minas virou caso de polícia, a partir de uma briga envolvendo o massagista do Mamoré e o atacante Berg, ainda com a bola em jogo. Os ânimos foram controlados, mas foi preciso que a delegação do Tricolor de Montes Claros deixasse o estádio escoltada por três viaturas da Polícia.

MAIS BRONCAS

MAS O FUNORTE está indo mais além nas reclamações sobre o tratamento dispensado pelo Mamoré em Patos de Minas, ontem. Há denúncias de que o vestiário foi trancado com a delegação dentro dele, além de ameaças de torcedores e diretores ao trio de arbitragem. O diretor Jeibson Moura não se mostrou conformado com o gol de empate do Sapo, aos 39' do segundo tempo, de pênalti.

24 de abril de 2010

Data e horário da final; 2ª de especiais, foto oficial e ingressos

FINAL: DIA 1º, 9H30

AINDA SEM
a nota oficial da CBV, coube à rede Globo, em sua programação nacional, confirmar a data da final da Superliga de Vôlei. Bonsucesso/Montes Claros e Cimed/Malwee jogam no dia primeiro de maio, feriado mundial do dia do Trabalhador, às 9h30, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo/SP.


PRIMEIRA VEZ

A EMISSORA é detentora dos direitos de transmissão da Superliga, mas, curiosamente, logo na decisão é que exibirá pela primeira vez um jogo na TV aberta. Os demais, quando o fez, foram transmitidos pelos canais a cabo SporTV e SporTV 2. Antes mesmo do início da competição, a promessa era de que pelo menos dez partidas serão exibidas no canal aberto.

AMEAÇA AO SONHO

A DECISÃO DO CANAL ameaça o sonho de muitos montes-clarenses que querem ir a São Paulo acompanhar a final 'in loco'. Isso porque a viagem de pelo menos 15 horas exigiria uma folga de pelo menos um período no serviço ou na faculdade. Alguns não têm esse privilégio. Outros já pensam em sair tão logo termine o expediente e chegar ao Ibirapuera, literalmente, em cima da hora do jogo.

INGRESSOS: SEGUNDA

ATÉ A SEGUNDA-FEIRA, a diretoria promete dar satisfações sobre o procedimento em relação aos ingressos. Ainda não se sabe qual a carga que o clube terá direito e se poderão ser repassados sem custo. Ao mesmo tempo, será anunciado o esquema dos especiais. Os veículos estão sendo reservados e haverá um valor mínimo por pessoa.

FOTO OFICIAL

AINDA NA SEGUNDA-FEIRA, ao final do treino da noite, o time vai vestir a roupa de jogos. Não que esteja programado algum amistoso no Ginásio Poliesportivo Tancredo Neves. Será uma reunião para poses, já que o grupo fará a fotografia oficial, com todos os jogadores, comissão técnica, diretoria e assessoria.

NOVO TIME NA CIDADE

O EFEITO DO vôlei na cidade, que pode ser considerado como febre, despertou nos deficientes físicos a ideia de implantar o projeto do time de amputados. A modalidade já é difundida pelo país afora, inclusive com participações nas paraolimpíadas.

23 de abril de 2010

MOC 2x1 Cimed, viagem só com nota oficial; líder, Funorte volta a Patos

FINAL COM A CIMED

CONFIRMADA
a classificação do Cimed/Malwee, que assim como o Montes Claros venceu os dois primeiros jogos das semifinais, o mistério agora passa a ser a marcação da final da Superliga Nacional de Vôlei, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Esta é a quinta vez consecutiva que a Cimed chega à final da Superliga. No currículo, o time tem três títulos.

QUAL A DATA?

ATÉ ENTÃO
, a informação dá conta da decisão única no dia primeiro de maio, em pleno Dia Internacional do Trabalho, feriado mundial e que tem grande tradição festiva na Capital Paulista.
MAS NÃO está descartada a chance de adiá-la para o domingo (2), com direito a transmissão ao vivo pelo Esporte Espetacular, assim como aconteceu na decisão entre Rio de Janeiro e Osasco, na Superliga Feminina.

SÓ COM NOTA OFICIAL

DE QUALQUER MANEIRA
, a direção do Bonsucesso/Montes Claros vai esperar pela nota oficial da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) para agendar até mesmo a própria viagem da delegação. Isso quer dizer que qualquer providência em relação às excursões que organizará para a torcida terá, também, como ponto de partida o documento oficial da CBV.

INGRESSOS: DÚVIDAS

OUTRA QUESTÃO
refere-se aos ingressos: qual será a carga para cada clube e se serão subsidiados pela CBV e cedidos gratuitamente aos clubes. Tudo o que estiver sendo anunciado sobre datas como sendo posicionamento da Funadem, conforme apuração junto à diretoria, não passa de especulação. Mas independente do dia é verdade que haverá sim os cerca de 30 ônibus especiais, comentados aqui na Veneta na postagem anterior, mas que não serão de graça.

NO HISTÓRICO: MOC 2X1 CIMED

SE VALE APOSTAR
no histórico, o Cimed/Malwee é mais um que (assim como o Sada/Cruzeiro), se comparado ao Montes Claros, leva a pior.
FORAM TRÊS jogos entre os finalistas da Superliga Nacional 2009/2010. O time de Lorena e companhia venceu pela primeira vez na estreia do Desafio Globominas por três sets a um, ainda em setembro, na Arena Minas.
O SEGUNDO ENCONTRO com o time de Bruninho e Bob foi em janeiro, ainda no turno da Superliga, em Montes Claros. O jogo (foto ao lado), naquela oportunidade, registraria o recorde de público com 7,8 mil pessoas. O Cimed até então estava invicto. Caiu por três a um.
E A TERCEIRA partida foi no returno da primeira fase da Superliga, lá no Ginásio Capoeirão de Florianópolis. O Montes Claros vivia uma fase ruim e foi pouco resistente: Cimed três a um. (Foto: Clésio Robert)

FUNORTE: “VAMOS BEM, OBRIGADO”

A BOA FASE DO
esporte coletivo de Montes Claros não se resume à quadra de vôlei. Na segunda fase do Módulo II, último degrau antes da elite estadual, o Funorte é líder isolado da Chave C, com quatro pontos ganhos. Sem adversários tão tradicionais no interior como foram Caldense e Ipatinga no ano passado, 2010 parece ser o ano ideal de o FEC chegar à Primeira Divisão Mineira.

LÍDER 2ª FASE

ATÉ AGORA
, faz jus a essa expectativa: foi líder na primeira fase e lidera agora na segunda. Nem mesmo o tropeço em casa, na quarta-feira, com o empate com o Itaúna (2x2), ameaçou a primeira colocação. O jogo valeu pela segunda rodada da 2ª fase. Na primeira, vale lembrar que o Formigão venceu em Tombos por dois a zero. Como visitante, o time tem sido um arraso: seis jogos, quatro vitórias e dois empates: 77,77% de aproveitamento.

CLASSIFICAÇÃO

A COMBINAÇÃO
de resultados do meio de semana ajudou o Tricolor a manter a ponta. Naquele mesmo dia, o Mamoré perdeu em casa para o Tombense por um a zero. Classificação: 1) Funorte, 4; 2) Mamoré e Tombense, 3; 4) Itaúna, 1.

PATOS DE NOVO

AMANHÃ, O
jogo do Funorte será em Patos de Minas contra o Sapo, às 16 horas. Os times foram adversários na primeira fase e os montes-clarenses venceram por três a zero, tanto em casa como fora. Por isso, uma ponta de favoritismo, até porque o Sapo perdeu duas vezes em casa, enquanto o Formigão está invicto.

JUIZ CBF

JUIZ DA CBF
vai comandar Mamoré e Funorte: Emerson Almeida Ferreira, auxiliado por Flamarion Sócrates da Silva e Cintia Mara da Silva Arcanjo. Tombense e Itaúna completam a rodada da Chave C, em Tombos, também no sábado, às 16 horas.

22 de abril de 2010

Indiscutivelmente finalista!

HAJA VOCABULÁRIO

SUPERAÇÃO, RAÇA, FORÇA
de vontade... Esta é a linha do vocabulário que pode resumir o que o time do Bonsucesso/Montes Claros fez na partida da terça-feira, a segunda das semifinais da Superliga Nacional de Vôlei. Depois de estar perdendo por dois a zero e com o terceiro set aparentemente comprometido (estava cinco pontos atrás), venceu o Sada/Cruzeiro de virada por três a dois.

CONVICÇÃO

FECHOU A SÉRIE
em dois a zero e garantiu a vaga na decisão logo em seu primeiro ano de Superliga. Não apenas pelo título mineiro ainda em 2009, mas principalmente por ter derrubado tantos outros times tradicionais ao longo da campanha na fase de classificação, deixou, com convicção, de ser apontado como azarão para se tornar favorito.

MESMO PATAMAR

AS PARCIAIS
foram de 20/25, 27/29, 25/23, 25/19 e 17/15 em duas horas e 21 minutos. Lorena (20), Acácio (18) e Piá (13) foram os maiores pontuadores, mas fica difícil dimensionar se esse ou aquele foi mais importante para o resultado. Uma simples substituição, seja para esfriar o adversário ou para aumentar o bloqueio, colocou titulares e reservas nas mesmas condições. O caso do "virótico" Rodriguinho, com suspeita de dengue, será contado mais abaixo, em um “pingue-pongue”.


MARCAS

A MÉDIA DE público foi reforçada com os 7.852 presentes no clássico. Se somadas, as bilheterias acumularam 108 mil pessoas em 19 jogos no Ginásio Poliesportivo Tancredo Neves.
O MONTES Claros manteve a tradição de colocar um time mineiro na final da Superliga. O Vivo/Minas esteve lá nos últimos seis anos e venceu duas.
NÃO APENAS POR isso, mas por todas as circunstâncias, o Montes Claros tornou-se manchete nacional em tudo quanto é emissora, jornal impresso, rádios e portais eletrônicos.
O ESQUILÃO, Bonsucesso/Montes Claros, Pequi Atômico, Bonsumoc, Montes Claros/Funadem ou Vôlei Montes Claros, qual seja a alcunha, espera o outro finalista na chave que conta com Cimed e Pinheiros.

PARADO NINGUÉM FICOU


É ERRADO
falar que a cidade parou para ver a partida. Pelo que o jogo representou e como ele aconteceu difícil acreditar que alguém ficou parado. Seja no ginásio, na transmissão pela TV a cabo ou nos vários telões espalhados pelo centro e nos bairros mais populosos. A torcida ficou agitada do início ao fim e a corrente positiva funcionou. Pela primeira vez, Montes Claros teve uma carreata por algo que não tenha sido eleição ou uma vitória de Atlético ou Cruzeiro.

DO BATE-PAPO À FINAL

UM PROJETO
que começou num bate-papo de sala de espera do aeroporto com ares de utopia, isso pela dimensão do que é um time profissional no País que tem o melhor vôlei do mundo há mais de uma década.

‘LEI’ DE JÚLIO CÉSAR

VENI, VIDI E VICI.
A Frase épica do general romano Júlio César bem que poderia ser aplicada como resumo ao que o time fez. Independente do que acontecer na final, “vim, vi e venci” traduz o feito do Montes Claros na temporada 2009/2010 do vôlei brasileiro, desde o Campeonato Mineiro, o Desafio Globominas, nos quais os dois maiores de Minas ficaram pelo caminho, e depois, rodada a rodada na Superliga, derrubando outros estreantes, os tradicionais e os favoritos de última hora.

EXEMPLO RUSSO

UMA VITÓRIA
como a de terça-feira nos remete a lembrar do que foi protagonizado pela Seleção Russa. Era uma final contra a seleção brasileira feminina, que vencia por dois a zero e, no terceiro set, mesmo com 24 a 19 a seu favor, conseguiu perder a partida por três a dois, em um Mundial de Vôlei na década de 90.

HEGEMONIA

NOS VÁRIOS
capítulos protagonizados nesse dia 20 de abril, bom ressaltar a manutenção da hegemonia sobre o Sada/Cruzeiro, sete vezes derrotado pelo Montes Claros no histórico de dez confrontos entre agosto/09 e abril/2010. E, ainda, o feito histórico de Lorena, que fez 19 pontos e tornou-se o maior pontuador de uma única edição de Superliga: 685, cinco a mais que Anderson, em 2001, na Ulbra gaúcha.

DATA, 30 BUSUS E ATÉ AVIÕES

A FINAL DA SUPERLIGA SERÁ
na manhã do domingo 2 de maio, em jogo único no Ginásio Ibirapuera. O horário e a data foram determinados pela emissora que detém os direitos de transmissão.
PELO MENOS 30 ônibus estão reservados para pegar estrada entre Montes Claros e São Paulo, mas pela demanda, não seria exagero elevar o número para 50.
COMO NARROU o ídolo Nalbert em seu blog. Haverá, sem dúvida, uma invasão sertaneja a São Paulo seja qual for a data da final (ainda está em discussão o jogo acontecer no feriado do dia primeiro).
TAMBÉM EM ANÁLISE as excursões aéreas. Pelo menos dois grupos, sendo um organizado por uma faculdade e outro por uma agência de turismo que estudam o fretamento de dois aviões para os torcedores mais abastados.

Rodriguinho derruba até suspeita de Dengue

O LEVANTADOR Rodriguinho foi um capítulo à parte nessa “quase final” contra o Cruzeiro. A informação foi guardada a sete chaves pelo clube, até mesmo para que o adversário não se aproveitasse da situação de alguma forma.
MAS ERA FATO que o jogador de 30 anos recém-completado entrou em quadra ainda no suspeita de dengue. Ficou sem treinar por três dias e até isolado na cama teve que ficar. A comissão técnica trabalhou muito para segurar a informação: da torcida, da imprensa e principalmente do Cruzeiro.
A VERSÃO sobre sua ausência no treino foi uma só e sobre um problema até certo ponto comum com a mudança de temperatura entre o dia e a noite: sinusite.


O que você realmente teve?
RODRIGUINHO – “Não sei ao certo. Alguma virose. Só sei que fiquei mal demais; achei que não daria conta de nada”.

A comissão técnica falou em dengue...
RODRIGUINHO
– “também pensei que fosse. Senti todos os sintomas. Teve momentos aqui no jogo que pensei que fosse desmaiar. Foram várias vezes que as pernas bambearam”.

Como isso aconteceu?
RODRIGUINHO
– “Sinceramente não sei. No sábado à noite, assisti o primeiro jogo da outra semifinal. Estava super bem, ainda mais que a gente tinha vencido lá em Itabira. Alto astral até demais. No domingo, já acordei com o corpo todo ruim”.

Como assim?
RODRIGUINHO
– “Sentia o corpo todo dolorido; bem indisposto. Tratei logo de ligar por pessoal a falar o que estaca acontecendo. Nem consegui levantar direito da cama. Imediatamente, mandaram dois técnicos lá na minha casa”.

E como foi essa recuperação?
RODRIGUINHO
– “Fiquei três dias sem treinar. Na segunda-feira, passei o dia inteiro na cama. Até para abrir o olho sentia dor. Tomei nada menos do que três injeções”.

E como assumir o sacrifício?
RODRIGUINHO
– “Tirei força não sei de onde. Acho que da vontade de ganhar. O trabalho nosso é bonito demais. Então, fiquei quieto como os médicos mandaram e cumpri todo o tratamento. Certamente foi isso que acelerou minha recuperação”.

Aniversário do Wesley

NOME DE BATISMO

SE FOR ANUNCIADO
apenas pelo nome de batismo, talvez somente as pessoas mais próximas soubessem de quem se tratar. Wesley da Silva Ribeiro, mineiro de Uberaba, faz aniversário no próximo sábado. Mas garante já ter recebido seus maiores presentes com antecedência. Primeiro, a visita da família e amigos em Montes Claros, direto do Triângulo Mineiro e, depois, como não poderia deixar de ser, a vitória de virada sobre o Sada/Cruzeiro e a classificação para a final da Superliga.

OITAVA FINAL

ASSIM FORAM
os últimos dois dias de Wesley, ou melhor, Ezinho, como é conhecido no mundo do vôlei. Um dos jogadores mais experientes do time de vôlei Montes Claros vai completar seus 31 anos depois de amanhã. Logo após a vitória da terça-feira, comemorava, também, o fato de estar chegando à sua oitava final de Superliga.

TUDO DIFERENTE

O PONTEIRO JÁ
foi campeão em quatro oportunidades. Mesmo com tamanha bagagem e currículo, garante que esta decisão com o time do Montes Claros tem um sabor especial. No papo ainda ali na quadra, lembrou de alguns detalhes de como o time chegou à final. “Aqui é uma família. Quando a gente precisou de uma força extra; de união, ela aconteceu”. Lembra, ainda, dos recordes atrás de recordes que a torcida proporcionou; apoiando sempre.

HAPPY HOUR NA MADRUGA

APROVEITANDO A
visita da mãe e dos irmãos e primos, a festa de aniversário foi antecipada para logo após o jogo, em um restaurante da cidade, com direito a bolo. Aliás, todo o grupo, com esposas, namoradas, noivas e alguns amigos, estava lá comemorando a classificação e o aniversário do companheiro, em um happy hour em plena madrugada de quarta-feira. “Vizinho” de aniversário (segunda-feira, 25), o diretor Victor Oliveira também comemorou.

As frases

“Times mais tradicionais, apontados como favoritos, ficaram pelo caminho”.
Ezinho, justificando o diferencial desta classificação, a oitava em sua carreira.

“O grupo todo está de parabéns. O melhor não é ser o maior pontuador. Isso é uma coisa isolada. Vale mais estar na final”.
Lorena, desvalorizando a própria marca de maior pontuador em uma edição da Superliga (684 pontos).

“Sentimos-nos menosprezados. Acho que eles conversaram demais, principalmente naquele jogo de reinauguração do ginásio. Falaram muita bobagem. Agora estão vendo, de novo, qual realmente é o melhor time de Minas”.
Acácio, quando indagado se sentia alguma mágoa do pessoal do Vivo/Minas

“Nada melhor como uma final”.
Guilherme Berriel, preparador físico do Montes Claros, comemorando a chegada à sexta final de Superliga. Já tem três títulos.

“Sentei no banco e vi aquilo tudo. A campanha inteira passou pela minha cabeça. Quando voltei, acho que me esqueci de qualquer compromisso tático. Tudo passou a ser emoção e larguei o braço”.
Piá, que começou como titular e por opção do técnico foi para o banco, de onde refletiu sobre tudo o que o time fez para estar ali.

“Quando a torcida inflamou, chamou o time na responsabilidade, mas muita coisa foi decidida com o coração”.
Marina Daloca, fazendo as vezes de comentarista. Ela é central do Pinheiros/Mackenzie, 4º lugar da Superliga Feminina, e também noiva do central Acácio.

“Foram dois dias inteiros de cama. Dois médicos foram em minha casa e até injeções tive que tomar”.
Rodriguinho, sobre o tratamento da virose – com suspeita de dengue – que, por pouco, não lhe tirou do jogo decisivo contra o Cruzeiro.

“Fizemos muita gente gritar, mas calamos as bocas de muitas pessoas”.
Felipe Oliveira, presidente do projeto do vôlei em Montes Claros, em meio ao desabafo depois dos contratempos nas semifinais.

“O azar aqui não teve vez”
Jomar Almeida, fisioterapeuta do time de vôlei, falando de como o time conseguiu evitar o terceiro jogo virando para cima do Sada/Cruzeiro.

21 de abril de 2010

Organizando....

ULTIMANDO todo o material da classificação heróica do Montes Claros/Funadem para a final da Superliga Nacional de Vôlei, ontem à noite...

20 de abril de 2010

Os retratos de uma quase final

SEM PARADIGMAS

ATÉ ENTÃO
, a experiência era comum apenas ao futebol, com as finais de Copas Internacionais e campeonatos. Eis que surge o vôlei quebrando paradigmas e se reafirmando como esporte de massa. O efeito que o esporte causou em Montes Claros ganhou o mesmo status do que provoca os tradicionais clubes brasileiros como São Paulo, Cruzeiro e Atlético na véspera de suas mais importantes finais e, por que não, projeção do que os pop stars da música mundial fazem quando vêem ao Brasil, caso de Metallica, Madonna, U2...

ASSUNTO SÓ

NOS ÚLTIMOS
dois dias, o assunto - como também o cenário - na cidade era um só: a segunda semifinal da Superliga Nacional de Vôlei entre Bonsucesso/Montes Claros e Sada/Cruzeiro, nesta terça-feira, no Ginásio Poliesportivo Tancredo Neves. Isso porque, depois que venceu a primeira partida em Itabira, bastará ao time norte-mineiro mais uma vitória para chegar à final, algo inédito para um estreante de Superliga.

AS FILAS

EM ESPECIAL
, no centro da cidade e na portaria do ginásio, desde a manhã de segunda-feira, filas intermináveis por ingressos e até pessoas dormindo nos postos de venda; isso independente de idade ou mesmo de resistência. Até mesmo crianças, idosos e deficientes físicos estavam enfileirados, pacientes ou impacientes, na esperança de garantir o próprio ingresso, o da família ou dos amigos para o jogo.

LIMITES

CADA UM
dos 4 pontos de venda recebeu 600 ingressos para a venda, algo ínfimo pela demanda de filas pela cidade. Por isso, houve, também, um misto de revolta. Dentre as reclamações mais comuns, as várias versões sobre os horário e sistema de venda, assim como o limite de ingressos para cada pessoa. De dez, saltou para cinco e, no final, apenas dois por torcedor. Depois volto ao assunto.

QUANTOS

SEGUINDO AS
normas do Corpo de Bombeiros, foram disponibilizados apenas sete mil ingressos, mil a menos em relação ao outros jogos por questões de segurança. A torcida do Cruzeiro ficará em arquibancadas metálicas, na área de fundo da quadra. Do total, são quatro mil bilhetes para o público em geral e os demais para a cota dos patrocinadores, algo regimentado no contrato com o clube.

E AS BRONCAS

A BRONCA É INEVITÁVEL
e vem de quem esteve lado a lado com o time em todos os jogos em casa, mesmo que a diretoria esteja atendendo quem não conseguiu o acesso com a instalação de telões do lado de fora do ginásio e ainda na Avenida Sanitária, reproduzindo a transmissão que o canal a cabo SportTV faz ao vivo, a partir das 20h50.

SONHO DA FINAL

VOLTANDO AO OTIMISMO
em vitória que a torcida exibe e deixa bem claro que este será o último jogo em casa, já que, com a classificação confirmada em caso de mais uma vitória, o Montes Claros volta à quadra somente na final única do dia 1º de maio, no Ibirapuera, em São Paulo/SP, contra o ganhador da outra chave de Cimed/Malwee e Sky/Pinheiros.

CHEGAR

JUSTAMENTE EM
casa, onde derrubou favoritos ao longo de toda Superliga, o Bonsucesso/Montes Claros pode transformar em realidade o seu maior sonho desde a montagem do projeto de um time profissional de vôlei, há nove meses: chegar à final.

CAMINHO DAS PEDRAS

NÃO É APENAS
pelos 3 a 1 da primeira semifinal que a missão não é impossível. O 'caminho das pedras' foi descoberto no returno da primeira fase, em casa, quando venceu o Sada/Cruzeiro por três a dois, de virada. Mais motivação poderia vir do histórico de jogos entre os dois times. Foram nove jogos até agora, com seis vitórias montes-clarenses e apenas três cruzeirenses.

CORRERIA

ESTIVE EM TODOS
os pontos de venda comprovando essa quase "devoção" pelo time, ontem e hoje. Por força de segurança, os bilhetes foram fabricados no Rio Grande do Sul e só chegaram a Montes Claros no voo das quatro da tarde de segunda-feira. Mas desde o início da manhã, a correria era geral, exigindo apoio da Polícia Militar na segurança, e da MCTrans, na organização do trânsito. Nesta terça-feira, o tumulto foi repetido na bilheteria do ginásio, com a venda de outros mil ingressos.

CENÁRIOS

VAMOS PRIMEIRO
ao cenário. Na loja matriz da Palimontes, a fila começava na rua Coronel Joaquim Costa, passava por dois quarteirões da rua Dom Pedro II e dobrava a esquina com a rua Doutor Santos, chegando à Praça Doutor Carlos. A universitária Danielle Costa, de 23 anos, era a primeira da fila. Sua mãe chegou ao local às 7h40 e ela assumiu o "posto" às 10 horas depois de ir à aula. Curiosamente, a jovem ainda não foi a nenhum dos jogos anteriores, mas pela movimentação que o vôlei causou na cidade ficou convencida a acompanhar a semifinal.

ATÉ DE GOIÁS

LOGO ATRÁS ESTAVA
o casal Petrônio e Maria Edileuza Vieira, que buscava ingressos não apenas para eles e a filha de 12 anos, mas também, para parentes vindos de Goiânia/GO. "Minha irmã assistiu a todos os jogos que a TV transmitiu e ficou impressionada com tanta gente. Agora ela deu um jeito de vir lá de Goiás", disse Petrônio, que foi a todos os outros 18 jogos em Montes Claros com a filha. "Acho que sempre fui o último a sair do ginásio porque minha filha sempre quis autógrafos e fotos". Edileuza confessou que é "marinheira de primeira viagem" e vai conhecer o ginásio em um dia de jogo, mas no início teve resistência em deixar a filha ir. "O coração de mãe sempre aperta quando os filhos saem de perto. Então, agora, melhor ir junto", disse.

ÚLTIMA

DO OUTRO LADO DA
fila, por volta das 17h20, estava a dona-de-casa Vanete Mendes. Mesmo sendo a última, estava confiante de que haveria ingresso. "Não posso nem pensar algo diferente", comentou, acompanhada do filho.

PRIMEIROS

NO QUIOSQUE DA
Unimontes, o movimento era curiosamente pequeno, mas com explicação. Para evitar tumultos, logo quando a fila se formou, uma das funcionárias tratou logo de entregar senhas aos torcedores, mas que voltaram logo no horário estabelecido para a venda. Já na loja da Praça Portugal, ao lado da agência do Banco do Brasil, o aposentado Edny Silva, de 61 anos, com base no estatuto do Idoso, dividia o primeiro lugar da fila com Eline e as sobrinhas Caroline e Anne Fernandes, que chegaram por volta das 10h30.

MATANDO AULA

AS JOVENS, DE 21
e 22 anos, se dizem fanáticas com o time. "Queria ter acompanhado desde o início, ainda naquele torneio que esteve na AABB; mas não deu", disse Caroline, que fez sua estreia como torcedora no amistoso de reinauguração do ginásio. Já Anne trocou as aulas do pré-vestibular pela fila. "Não teve jeito", comentou ao justificar que valia "matar" aula.

IDOSOS

EDNY CHEGOU AO
meio-dia e estava com a missão de voltar para casa com 7 ingressos. Ao saber que haveria limites por pessoa, reconheceu que alguém lá seria sacrificado. "Primeiro sempre os idosos", brincou. Obviamente que os ingressos não atenderam a todos e a venda foi encerrada por volta das 19h30, em meio ao protesto daqueles que ficaram com as senhas na mão.

PROTESTOS

NA TENTATIVA DE
acalmar os ânimos, o diretor Victor Oliveira fez uma turnê pelos locais e foi alvo de protestos, até mesmo pela internet. Por pouco não foi agredido e ainda teve o carro alvejado por chutes e pontapés. Lamentou tudo isso, entendendo que muitas pessoas que até então não chegaram a ir ao ginásio uma vez sequer, resolveram acompanhar este jogo, aumentando o interesse pelos ingressos.

500 METROS

HOJE
, no Poliesportivo, uma fila de praticamente meio quilômetro, que acabou por volta do 12h30. Ao anúncio do esgotamento de ingressos veio com uma vaia dos mal sucedidos. João Paulo Santos, vendedor, estava ali desde as seis horas da manhã, inclusive carregando um banco para não se cansar. Mesmo sabendo do limite de um ingresso por pessoa, teria a garantia de cumprir a série de ver, in loco, todos os jogos do time em seu ginásio.

CAMBISTAS

A PM
colocou cinco homens para controle da situação e, ao mesmo tempo, para flagrar os cambistas. Eles apareceram, mas bem prevenidos. A venda ilegal é caracterizada pelo porte de cinco ou mais ingressos. Os cambistas vendiam apenas um e, quando flagrados, diziam estar apenas com a própria entrada. Mas um caiu. Hélio de Castro estava com cerca de R$ 500 em dinheiro e 23 ingressos escondidos em seu carro. Foi detido.

SOL E TELÕES

AS IRMÃS
Tatiane e Tatiara Paraíso, estudantes, não conseguiram o ingresso mesmo com mais de seis horas de fila. Enquanto guardavam a sombrinha, que protegia do sol, lamentavam a falta de orientação prévia para o público. Sugeriram que as várias bilheterias estivessem abertas ao mesmo tempo ao invés da fila única. Se contentaram, então, com os telões.

DUAS FILAS E NADA

ÁTILA DANTE Lemos, de 18 anos, estudante, enfrentava a sua segunda fila. Ontem, estava no shopping, onde permaneceu por seis horas, sem conseguir nada. Hoje, desde as seis da manhã, no Ginásio, tentava conseguir apenas um. "Será que vou ter que ver pela TV?", perguntou, meio que pessimista. Logo depois teve a notícia de que estava tudo esgotado.

SACRIFÍCIOS

DEFICIENTE FÍSICA e sem uma das vistas, a dona-de-casa Maria Lúcia da Silva, ficou na fila especial e garantiu o próprio ingresso. O filho, bombeiro militar, foi para a fila ainda ontem à noite e passou a madrugada por ali. Logo às seis da manhã, ela voltou e somente ao meio-dia e meia conseguiu o bilhete único. na mesma hora, recebeu uma oferta de R$ 80 por ele, mas retrucou mesmo em meio à falta de educação dos empurrões. "Nem por R$ 200".

18 de abril de 2010

Nota oficial sobre ingressos: segundona à tarde; 10 por pessoa

NOTA OFICIAL

ANA MARIA BARBOSA, assessora de comunicação do Bonsucesso/Montes Claros envia-nos a nota oficial sobre como funcionará a venda de ingressos antecipados para o segundo jogo da semifinal da Superliga Nacional de Vôlei, nesta terça-feira, às 21 horas, no Poliesportivo Tancredo Neves.

DEZ POR PESSOA

"OS INGRESSOS começam a ser vendidos na tarde desta segunda-feira, somente nas lojas da Palimontes, ao custo de R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia-entrada). A cota máxima de ingressos por pessoa será de 10 unidades, como forma de coibir a ação de cambistas".

AUTORIZADOS

"A DIREÇÃO da Funadem recomenda aos torcedores a aquisição de ingressos somente nos postos autorizados e nas bilheterias".


TORCIDA DO CRUZEIRO

COMO ACONTECEU em Itabira, a torcida adversária tem direito a uma cota de ingressos. "Para os torcedores do Sada Cruzeiro, os ingressos, com modelo diferenciado, serão vendidos na terça-feira, dia 20, a partir das 9 horas, somente nas bilheterias do Ginásio Tancredo Neves. O acesso ao ginásio para os torcedores do Cruzeiro será pelo portão do fundo. Quem estiver com camisa do Cruzeiro será encaminhado para a área reservada à torcida do visitante.


HORÁRIOS

"OS PORTÕES do ginásio serão abertos às 19h30".

17 de abril de 2010

A uma vitória da final; superação, ingressos na segunda, telões

SUPERAÇÃO

POR TODO o histórico antes do jogo, marcado pela antecipação da data e troca de acusações nos bastidores envolvendo os times e a CBV, o Bonsucesso/Montes Claros esbanjou na
superação para vencer a primeira partida da semifinal e, agora, está a uma vitória da final da Superliga Nacional de Vôlei. Nessa sexta-feira à noite, no ginásio Maestro Silvério Flausino, em Itabira, venceu o Sada/Cruzeiro por 3 a 1, de virada – com duração de duas horas e cinco minutos.

VITÓRIA = VAGA NA FINAL

SE DERRUBAR o rival - ou seria arquirrival? - outra vez na partida de volta, terça agora, às 21 horas, no Poliesportivo Tancredo Neves (que a torcida faz questão de chamar de " O Caldeirão"), garantirá vaga na decisão da mais importante competição de vôlei do País (e para os próprios jogadores, de todos os 17 times, a melhor do mundo).

ÚLTIMO

ESTE pode ser o último jogo do time em casa. Se ganhar, vai para a final única no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo/SP. Se derrotado, terá a chance do terceiro jogo, ainda em Itabira para ver qual mineiro decidirá o título. Se for eliminado pelo Cruzeiro (o que ninguém cogita depois do feito heróico da sexta-feira), disputaria o terceiro lugar ainda em local indefinido.

BARES E PROVOCAÇÕES

O ENVOLVIMENTO do montes-clarense foi geral na noite de sexta-feira. Dezenas de bares e até mesmo os shoppings abriram espaço para o torcedor se reunir e acompanhar a transmissão ao vivo pela TV a cabo. Já outras 150 pessoas que pegaram estrada nos três ônibus fretados pelo clube vibraram com os próprios jogadores segundos depois da vitória. O técnico Talmo de Oliveira foi carregado nos ombros. E lá em Itabira as provocações ao ex-técnico do Montes Claros, Marcelo Méndez, foram inevitáveis.

ESCOLTA

POR ISSO e mais um pouco, o clima naquela cidade não ficou nada amistoso, já que a torcida provocou e foi provocada e teve que ser escoltada pela Polícia Militar até a saída da cidade.

INGRESSO R$ 10 E SÓ 2ª À TARDE

HOJE PELA MANHÃ, a direção do
Montes Claros/Funadem confirmou que os preços dos ingressos estão definidos para a terça-feira: R$ 10 (R$ 5 meia). A venda antecipada começa no início da tarde de segunda-feira, nos pontos autorizados das lojas Palimontes e, no dia do jogo, na bilheteria do Ginásio. A promessa já é de longas filas, mas para dar o direito a um maior número de pessoas, haverá limite de cinco bilhetes por pessoa. Como houve problema de falsificação na partida contra o BVC, uma empresa de outro estado está fabricando os bilhetes que serão identificados de forma eletrônica. Resta definir, ainda, a carga total de ingressos que serão vendidos.

TELÃO

COMO É LATENTE a expectativa de casa cheia, o time vai dar suporte aos torcedores que não conseguirem ingressos. Um telão será montado do lado de fora do ginásio. Há possibilidade do serviço também ser feito em um ponto mais central (como o estacionamento da prefeitura).

SEXTA VITÓRIA

ESSA FOI A sexta vez que o time norte-mineiro derrotou o Cruzeiro, sendo a segunda na Superliga Nacional. Outro fato de destaque para a história do confronto. Essa foi a primeira vez que o Sada/Cruzeiro foi derrotado em casa pela Superliga. O time estrelado gabava-se de ser o único mandante com 100% de aproveitamento.


VACILO NO PRIMEIRO

SOBRE O JOGO PROPRIAMENTE DITO, volto a falar no poder de superação do time, já que teve inúmeros problemas para a viagem e os treinamentos com a antecipação de um dia no jogo das semifinais. O Montes Claros começou o jogo arrasador. Chegou a abrir sete pontos de vantagem no primeiro set (20/13), mas por incrível que pareça se sucumbiu aos saques forçados do adversários e permitiu a virada. Somados, também, os três bloqueios seguidos de Renato Felizardo, o Cruzeiro acabou vencendo por 25/22. Parecia que o time estava sentindo o cansaço pelo descanso reduzido entre o terceiro jogo com o BVC e esta primeira semifinal.


SEM MARCAÇÃO

JÁ COM Ezinho no lugar de Diogo e Rodriguinho fugindo da marcação que o adversário fazia sobre Lorena, o segundo set começou com um "rally". Os times se alternaram na frente do placar por apenas um ponto de diferença, até o Montes Claros pecar nos ataques; a maioria para fora. Mesmo assim, o equilíbrio permaneceu porque o Cruzeiro também errava. No 21º ponto, a primeira polêmica da arbitragem, que acusou um toque no bloqueio de Lorena que não aconteceu. Thiago Salsa ainda errou o saque. O placar continuou ponto a ponto. Acácio foi determinante na rede, assim como Lorena nos saques. O segundo forçava enquanto o primeiro, aproveitando a má recepção do rival, acertava os bloqueios. Empate em sets: 28/26.

FULMINANTE

EMPATADO o placar, o terceiro set teve um início fulminante dos montes-clarenses. Já no primeiro tempo técnico, a vantagem era de cinco pontos. Dessa vez, ao contrário do primeiro set, soube administrar. Destaque para as recepções de Brendle e Ezinho, além dos ataques de Lorena e Piá. O levantador Rodriguinho foi o protagonista do primeiro ace dos norte-mineiros. Acácio voltou a acertar o tempo nos bloqueios e anulou Zanuto e Wallace. Sem dar sopa para o azar, os comandados de Talmo fecharam em 25/18 com o saque adversário para fora.

EQUILÍBRIO E OUSADIA

O QUARTO set foi tão equilibrado quanto o primeiro até o nono ponto. Bem na recepção e no contra-ataque, Ezinho e Piá fizeram a diferença virando todas as bolas, além de explorarem o bloqueio cruzeirense. Ainda com a ousadia de Lorena nas diagonais, o time conseguiu mais uma vez abrir uma vantagem considerável de cinco pontos, mas uma decisão do árbitro por pouco não comprometeu a concentração montes-clarense. Piá e Diogo (que estava no banco e, por ter chutado a bola foi advertido - o cartão foi direcionado ao capitão Rodriguinho) foram advertidos com cartões e o rival encostou (15x13) e chegou a virar (18x19). Mas o Cruzeiro também errava e com ataques para fora e saques na rede, o Montes Claros retomou a ponta (22x21). Aí, Lorena resolveu decidir virando todos as bolas: 25/23.

PONTOS

WALLACE foi o maior pontuador com 22 acerto. Lorena, Acácio e Piá foram os mais eficientes pelo lado do Montes Claros, com 15, 14 e 11 pontos, respectivamente. O Ginásio em Itabira recebeu 4.685 pessoas.

Em casa (dos outros) manda o Funorte: 2x0 Tombense

Com gols de Ualisson Picachu e Marcelino, ambos no segundo tempo, o Funorte manteve a condição de visitante indesejável e venceu o Tombense, agora à tarde, em Tombos, na Zona da Mata mineira, pela primeira rodada da 2ª fase do Campeonato Estadual do Módulo II. Houve uma expulsão de cada lado, com Tiago Pitbull e Sandro.

O resultado garantiu-lhe, ainda, a primeira colocação pelo saldo de gols, pois, na outra partida pelo mesmo grupo, ainda neste sábado, o Mamoré foi a Itaúna e venceu o Esporte Clube Itaúna por apenas um a zero, gol de Hugo. Na quarta-feira que vem, feriado de Tiradentes, o Funorte volta a jogar em casa, às 16 horas, contra o Itaúna. O Mamoré vai receber o Tombense.

Somando as duas fases, o Funorte venceu quatro vezes fora de casa e empatou outras duas. Está invicto como visitante, totalizando 77,77% de aproveitamento.

16 de abril de 2010

Montes Claros x Cruzeiro: versão do Sada, arestas dos técnicos, mais bastidores e a volta na terça...

SADA RESPONDE

EXTREMAMENTE SOLICITA, a jornalista Andréia Santos, assessora do Sada/Cruzeiro, envia-nos resposta que pedimos sobre a versão do clube a respeito da antecipação do primeiro jogo das semifinais contra o Bonsucesso/Montes Claros. Leia a seguir:


A VERSÃO

“A SOLICITAÇÃO que foi feita à CBV era para que a equipe do Sada/Cruzeiro não jogasse no sábado pela manhã, em função do horário comercial em Itabira (que poderia prejudicar nosso habitual público) e, ainda, pela entrada de luz no ginásio”.

MAIS: “O Sada/Cruzeiro sugeriu sexta à noite ou sábado à noite (somente pediu que não fosse no sábado pela manhã)”.
COMPLETANDO: “Assim como a equipe de Montes Claros, aguardamos ansiosamente durante toda a quarta-feira pela informação oficial das datas da semifinal pela CBV (é muita coisa a se providenciar para uma partida, tanto para quem recebe quanto para quem visita)”.
FINALIZANDO: “Somente tivemos a confirmação oficial na quarta à noite, por volta das 21 horas”.

REPERCUSSÃO

SEM EXAGEROS, mas os contratempos nos últimos dois dias envolvendo o time do Bonsucesso/Montes Claros na semifinal da Superliga, como antecipação de jogo da manhã de sábado para a noite desta sexta-feira (sem que outra alternativa fosse cogitada pela CBV ou mesmo pela TV), perda de treinos, viagens a prestações, hotel sem vaga, desgaste, cansaço, dentre outros pontos, teve repercussão em todos os sentidos.


HISTÓRICO DE ARESTAS

CERTAMENTE pelo clima de rivalidade entre os dois clubes, “a coisa” rendeu assunto não somente pelo que aconteceu dentro de quadra no histórico de oito jogos entre eles, mas, quem sabe, também, pelas arestas da guerra de bastidores desde a troca do técnico Marcelo Méndez, que deixou o Montes Claros logo após a conquista do Campeonato Mineiro, seduzido pela oferta financeira – e irrecusável – do Sada/Cruzeiro. E justamente para substituir o então demitido Talmo de Oliveira, que viria ser contratado pelos norte-mineiros três dias depois.


BOM FICA DE LADO

MAS POR SE TRATAR de polêmicas, rendeu discussões até mais do que os próprios feitos positivos que o time proporcionou ao longo da competição, como a quebra constantes de recordes de público (98,1 mil pessoas em todos os seus jogos), as perfomances de Lorena e Diogo como o maior e o mais eficiente pontuador da competição, e por aí vai.


AGRADECIMENTOS

E AOS LEITORES, dos antigos aos mais novos, agradecemos a exposição do blog como referência, seja, no twitter, nas comunidades, nos e-mails, fones ou mesmo pelo bate-papo. E aos colegas jornalistas, obrigado pelos elogios.


ORKUT

NO ORKUT, na comunidade "Bonsucesso Montes Claros", uma torcedora chegou a sugerir ao prefeito "ponto facultativo em Montes Claros para que a torcida pudesse ir a Itabira". (nota: dos 25 ônibus reservados, apenas cinco seguiram viagem, já que nem todos os torcedores puderam negociar com os patrões ou com seus professores, ou mesmo, como se fiz na gíria, "matar" serviço ou aulas").


TERMOS

AINDA NO MESMO site de relacionamentos, na comunidade "Superliga 2009/2010", administrada pela própria CBV, dezenas de notas de repúdio pela antecipação do jogo. Algumas pessoas mais exaltadas, usavam termos como "manobra e conchavo" por causa da antecipação do jogo.


FÓRUM

ALIÁS, NESSA última comunidade, a nossa matéria veiculada no JORNAL DE NOTÍCIAS de quinta-feira, mereceu tema em um fórum de debates. No texto, era descrita a possibilidade de mudança da data, mas para o domingo, já que o time de Montes Claros havia vetado a antecipação para a sexta.


PACTO

APURAMOS QUE, antes da viagem a prestação, já que a delegação não pôde ir no mesmo voo, diretoria e jogadores do Montes Claros estiveram reunidos. A revolta foi geral sobre a realização do jogo antes do previsto e teria acontecido até mesmo um pacto.


"NUNCA ANTES NA..."

PARAFRASEANDO o presidente Lula com seu jargão “nunca antes na história deste País”, a leitora Francys Silva, em seu comentário neste blog, fala sobre a confusão instalada no vôlei brasileiro por causa da mudança de data na semifinal entre Montes Claros e Cruzeiro.

“INTERESSANTE DEMAIS! A CBV nunca deve ter recebido tantas reclamações como agora. Os torcedores estão indignados e a todo instante uma nova reclamação é enviada ao site dela”, assina a torcedora.

VOLTA NO DIA ÚTIL

ENCERRANDO O ASSUNTO – pelo menos por agora, já que mais tarde teremos o primeiro jogo -, vale lembrar que a CBV alterou a segunda partida da série. Não será mais na quarta-feira, feriado nacional de Tiradentes (e certamente mais cômodo para todos). Atendendo à TV, Montes Claros e Sada/Cruzeiro voltam a jogar na terça-feira que vem, às 21 horas, no Poliesportivo Tancredo Neves.


OUTRAS CIDADES

MESMO QUE ainda seja em um dia útil, que sabe o torcedor das outras cidades do Norte de Minas possam vir a Montes Claros e conhecer de perto o que a torcida vem fazendo nesta Superliga.

ESSA FALTA DE oportunidade me faz lembrar não apenas das meninas de Januária, que viajaram duas horas e meia de ônibus acreditando que encontrariam ingressos na porta do ginásio para ver o derradeiro jogo das quartas-de-final contra o BVC.
SEM SUCESSO, se contentaram apenas em ouvir os gritos do lado de fora. Uma narração inusitada, mas que teve seu final feliz.

MAIS SORTE


ALUNA de educação física, Inaiana teve mais sorte que as amigas de Januária, mas também ficou de molho do lado de fora nos dois primeiros sets. Por causa da lotação máxima - comprometida pelos ingressos falsos que apareceram (Nota: isso merece uma outra coluna) -, algumas pessoas com os bilhetes legais tiveram problemas na entrada.
A REVOLTA foi inevitável, até porque a moça havia cumprido o mesmo ritual em todos os outros 17 jogos do Montes Claros em casa. No caso específico do terceiro jogo diante do BVC, enfrentou fila debaixo de sol para garantir o passaporte e até lembrou da mesma maratona na partida que o time teve contra o rival Cruzeiro, ainda na primeira fase.
"COMPREI dois ingressos. Mas o outro não era para ninguém não! Guardei como lembrança. Peça de colecionador", lembrava, mas sem antes ameaçar o porteiro de registrar uma ocorrência caso fosse realmente barrada mesmo com o ingresso oficial nas mãos.
MESMO ciente de que assistiria "somente" os últimos três sets, tão logo teve o acesso permitido, correu à procura de um lugar à beira da tela.

DIRETO DE CORINTO

TEM AINDA o caso do protético Cléber Ferreira de Jesus. Até então acompanhava o vôlei apenas pela TV. Na terça-feira passada, arriscou-se a sair de Corinto, a 230 quilômetros de Montes Claros, para ver de perto.

ATÉ QUE chegou cedo ao Ginásio (15h30), mas talvez sem dimensão do que o jogo valia, mal sabia ele que os ingressos estavam esgotados desde as 14h30. Mesmo assim ficou na porta à espera de um milagre que não fossem os cambistas – chegaram a pedir até R$ 50,00 pela entrada.
SEM SUCESSO, ainda insistiu. Acionou até mesmo os jornalistas. Esperou até pelo terceiro set. No fim, parece ter se contentado com o que viu do lado de fora e prometeu voltar, mesmo sem saber se a classificação viria.

SOÇAITE NA COTEMINAS

PATROCINADOR DO time de vôlei (mas sem muito alarde), o Grupo Coteminas realiza neste sábado, no campo da fábrica matriz, a fase semifinal do torneio de futebol soçaite dos Jogos Internos/2010. A disputa teve início em março, envolvendo mais de 280 funcionários de todos os setores das unidades que o grupo tem em Montes Claros. A tabela é a seguinte: manhã – Almoxarifado x Cebractex (8 horas) e Lençol x Santanense C (9 horas); tarde – Tinturaria A x Preparação (16 horas) e Estamparia x Manutenção Cebractex (17 horas). Os campeões de cada confronto fazem as finais; o mais provável que seja nas comemorações do Dia Internacional do Trabalho (1º de maio).


CINCO PARA CADA

A LIGA Montes-clarense de Futebol (LMF) repassou aos 15 clubes inscritos no Campeonato Amador, mais duas bolas oficiais da Penalty. Antes mesmo da competição acontecer, cada participante já havia recebido outras três bolas.

15 de abril de 2010

De rivalidade à guerra: tudo dos bastidores latejantes na semifinal Montes Claros e Cruzeiro

RIVAIS MESMO

POR SI SÓ
, o histórico de jogos entre agosto/2009 e março/2010 já justificaria o status de rivalidade entre Sada/Cruzeiro e Bonsucesso/Montes Claros. Foram oito duelos pelo Desafio Internacional de Montes Claros, Desafio Globominas, Campeonato Mineiro e a própria Superliga Nacional, com cinco vitórias montes-clarenses e três cruzeirenses.

ESPERA

NADA MAIS ÓBVIO
, então, do que esperar uma série de atrativos nos bastidores para o clássico mineiro a ser protagonizado por eles em uma das chaves das semifinais da Superliga. Um misto de equilíbrio e rivalidade.

CLIMA DE GUERRA

MAS NÃO SERIA
exagero algum afirmar que esta semifinal, até certo ponto previsível pela campanha que realizaram na primeira fase, ganhou clima de guerra depois dos acontecimentos registrados entre ontem e hoje.

PROPOSTA

A TABELA INICIAL
marcava a primeira partida da série para o sábado, às 11 horas, em Itabira, mas alegando possibilidade de um ginásio sem a lotação máxima, por se tratar de um horário comercial, a diretoria do Cruzeiro pediu sua antecipação para a noite de sexta-feira. Mas para isso dependia de um comum acordo com o Montes Claros.

NÃO COLA

CURIOSO
é perceber que um time que carrega a marca Cruzeiro e, consequentemente, a maioria da torcida estrelada, temer que não haja quatro mil pessoas em uma cidade de 107.721 habitantes para encher o ginásio.

CBV MANDOU

DIFERENTE DO FUTEBOL
, no vôlei, a TV não tem autonomia de exigir a data, horário e até local dos jogos. Quem manda mesmo é a CBV. Está lá no regulamento (parágrafo 3 das semifinais). E o presidente Ary Graça, que teve o bom senso quando convidou o Montes Claros acreditando na seriedade do projeto, endossou o pedido estrelado, mesmo com todos os argumentos apresentados pelos norte-mineiros.

CBV DECIDIU

A CBV
surpreendeu em sua nota oficial ao final da noite de ontem. Atendeu ao pedido do Sada/Cruzeiro e ignorou as necessidades do Montes Claros em sua preparação para a primeira semifinal. O jogo está marcado para esta sexta-feira, às 21 horas, no ginásio de Itabira.

MAIS REVOLTA

EMBORA ESTEJA
em viagem na República Dominicana, o presidente foi localizado e escutou os protestos. Resumiu-se em pedir paciência e sacrifício ao Montes Claros. Não convenceu e aumentou a revolta.

SEM RECUPERAÇÃO

DEPOIS DE UM JOGO
absolutamente desgastante contra o Brasil Vôlei, na terça-feira, que teve tie-break e um cansaço físico e mental impressionantes, a resposta montes-clarense foi lógica. Não. O argumento vai mais além do que o tenso duelo da terça-feira. O período necessário de recuperação dos jogadores passava pela folga geral na quarta-feira e a retomada dos treinos nesta quinta, com academia e treinos de quadra, ciente de que a primeira partida aconteceria no final de semana.

QUASE DESISTIU

NO PRIMEIRO MOMENTO
, a decisão da CBV revoltou a diretoria norte-mineira de tal forma que foi cogitada até mesmo a desistência de jogar as semifinais. Não ir mesmo à Itabira. Mas o momento de reflexão veio logo em seguida, reconhecendo a revolução que o time provocou no vôlei brasileiro em sua primeira campanha na Superliga, passando, principalmente, pelo quesito recordes de público: 98 mil pessoas em 18 jogos, média de 5,4 mil.

VOO FATIADO

VAI MESMO
para o sacrifício, ainda com o cansaço do jogo decisivo contra o BVC nas costas. A viagem para a terra do poeta Drummond tornou-se de uma dor de cabeça a mais. Como tudo foi antecipado em um dia, restou ao clube cancelar os treinos desta quinta. Nada de academia ou de quadra.
SEM AS RESERVAS DE voo, o Montes Claros teve de recorrer ao dono da companhia aérea Trip para conseguir embarcar a delegação rumo a BH e, depois, seguir a BR de ônibus a Itabira.
NÃO TEVE JEITO. O grupo teve que ser dividido. Uma parte viajou às oito, outra às 12 e a última vai à tarde. Depois de reunido, pega a estrada serrana rumo a Itabira.

HOTEL, TREINOS E ÔNIBUS

OS PROBLEMAS
não param por aí. Dificuldades na reserva de hotéis em Itabira e para o treino. Sem academia e quadra na quarta e quinta, o time fará apenas um trabalho leve com bola (saque e recepção), hoje, no local do jogo, para encarar o Cruzeiro.
CONFIANDO que a semifinal seria no fim de semana, o Montes Claros havia reservado 25 ônibus para levar os 800 torcedores que têm direito – cabe ao visitante o direito de 20% da carga total de ingresso.
COMO O jogo foi antecipado para a sexta e a viagem até o Vale do Aço exige pelo menos um dia, nem todos os torcedores firmaram o compromisso de pegar estrada. Até agora, apenas cinco “busus” estão fechados – com a garantia do ingresso.
PARA ATENDER pelo menos 80% da carga que tem direito, o clube inicia uma campanha maciça pela imprensa para convencer a torcida. O custo é de R$ 20,00, simbólico para o transporte. O ingresso é garantido.

14 de abril de 2010

Eita Vôlei: Sada, saga, epopeia, livro, Copa América e prêmio à torcida

TARDOU MAS CHEGOU

NADA QUE SEJA DESCULPA
, mas por outros compromissos tive que atrasar nas postagens aqui na Veneta sobre a vitória do Montes Claros/Funadem em seu terceiro jogo dos play-offs contra o Brasil Vôlei Clube, em casa. Além é claro, de outros pontos de interesse do esporte local e regional. Paciência; ossos do ofício, mas nada que comprometa a informação; fica a promessa de notícias em primeira mão nas linhas a seguir, ok?

NADA IGUAL

QUEM ACREDITAVA NOS
mesmos 3 a 0 do primeiro jogo da série, enganou-se, quebrou a cara; mesmo. Aliás, naquela quarta-feira da semana passada, os jogadores e técnicos já avisavam que o placar era mentiroso pela qualidade técnica que a partida teve do início ao fim. E as parciais mostraram isso: a maior diferença n'elas foi de apenas três pontos. O segundo confronto, no ABC Paulista, sábado passado, apenas comprovou.

VIRADA

A VITÓRIA MONTES-CLARENSE
por três sets a dois, parciais de 25/21, 18/25, 21/25, 25/23 e 15/12 em duas horas e 22 minutos. Lorena com 25 e o visitante Tuba, com 27, foram os dois maiores pontuadores da noite. A virada chegou a ser inacreditável porque o time já estava atrás no placar geral (BVC 2x1 MOC) e perdia o 4º set por 11x15.


CRÍTICO

ALIÁS, NA
avaliação do capitão Rodriguinho e do ponteiro Piá, extremamente estafados ao final do jogo – ao ponto de se deitarem na quadra para recuperar o fôlego e deixarem os cumprimentos para depois –, esse foi o momento mais crítico de todo o jogo. “Cara, essa é a chamada volta por cima, literalmente”, disse o levantador.


AGORA

A PRÓXIMA etapa terá o Sada/Cruzeiro como adversário, a começar pelo sábado, em Itabira, casa que o time estrelado escolheu. Nos duelos da primeira fase, uma vitória para cada lado, ambas por 3 a 2. A Raposa é o maior rival do Montes Claros em sua curta existência.

CHUVA OU DENEUVE

DIRIA QUE
um conjunto de fatores contribuiu para a feitura da saga. Falar em força de vontade, raça e até mesmo sorte é, como diz Felipe Gabrich, “chover no molhado” ou chamar “Catherine Deneuve de diva”.

EM EQUIPE

UM DESSES
fatores estava na ousadia do auxiliar técnico Chiquita, quem assumiu a missão maestrina à beira da quadra com a suspensão de Talmo de Oliveira. Mesmo orientado via rádio, coube a ele pôr ordem na casa. Assim, teve a autonomia para fazer as variações com os ponteiros, anulando a marcação do bloqueio do BVC (o mais eficiente da Superliga).

RECLUSO

O TREINADOR, advertido e posteriormente suspenso no segundo jogo da série, sábado passado em São Bernardo, foi avistado em vários lugares do Poliesportivo sem ao menos estar neles (olha aí uma lenda urbana). Na verdade, ficou em um só lugar: foi obrigado a se trancar em uma sala do próprio ginásio, acompanhando a transmissão pela TV fechada e ‘trocando figurinhas’ pelo rádio com o preparador físico Guilherme Berriel, que fez as vezes de porta-voz para Chiquita. Na partida que vem, diante do Cruzeiro, Talmo volta. (foto: Rubem Ribeiro)

NOVO TORCEDOR

O PODER DE
convencimento pelo mérito da vitória foi tamanho que o levantador Fidele, destaque inegável do time do BVC, mudou de lado logo após o bloqueio de Acácio que culminou na vitória montes-clarense no tie-break por 15 a 12.
ENTRE OS 4 semifinalistas, vai torcer pelo Montes Claros. Primeiro: “foi o time que eliminou a gente” (seria como ter a consolação de ter saído da Superliga por causa do time campeão);
SEGUNDO: “é uma equipe nova e que está construindo sua história (enquanto o BVC está fechando as portas por falta de patrocinador);
TERCEIRO: “por essa torcida; ninguém acredita que isso esteja acontecendo em um jogo de vôlei sem ser da seleção” (Fidele completa em 2010 nove anos de BVC, portanto, motivos para comparar é o que não lhe falta).

EPOPÉIA

SINCERAMENTE
por tudo o que aconteceu, o terceiro jogo entre Montes Claros e Brasil Vôlei, ontem à noite, que os donos da casa venceram por três a dois, pode ser comparado a uma epopéia para quem esteve dentro e fora de quadra.
RECORDE MÁXIMO de público, virada de sets e dentro dos sets, filas intermináveis, ingressos falsos, choro de quem não entrou mesmo com o bilhete legal, de quem foi enganado pelos famigerados cambistas, de quem ficou perdido dos amigos, do namorado (a) e da família pela lotação geral e, ainda, dos jogadores...

BASTIDORES, MEU CARO

AINDA, AQUELES QUE
ficaram na área de serviço ao lado da quadra pela falta de lugares; os ‘quase enfartados’ que foram atendidos pela UTI Móvel ali mesmo no ginásio;
AS PROVOCAÇÕES DO então (ou mesmo ex) ídolo selecionável Serginho com a torcida – e vice-versa -, o improviso do técnico Chiquita com a suspensão de Talmo; os erros do árbitro; o ingresso antecipado de R$3 que custou R$ 50 na porta do ginásio;
AS MENINAS de Januária que se contentaram em apenas ouvir os gritos da torcida como narração do jogo que não viram; os botecos, bares, restaurantes e até shoppings cheios com a transmissão do duelo pela TV a cabo;
AS CAMISAS de Atlético, Cruzeiro, Flamengo, Palmeiras e – porque não, do Funorte – lado a lado torcendo pelo mesmo time

UM LIVRO

DARIA, SEM DÚVIDAS
, material para um bom livro. Teve mesmo “sintomas de final” – o perdedor foi eliminado e pode até fechar as portas. Faltou – apenas – ser a decisão propriamente dita pelo título máximo da Superliga Nacional de Vôlei para o apogeu do enredo. Para evidenciar a grandeza do fato, havia exatas 8319 pessoas espremidas dentro do ginásio e outras 1,5 mil desoladas do lado de fora.

VAI OU NÃO VAI?

A TORCIDA DO
Bonsucesso/Montes Claros/Funadem se organiza para a primeira semifinal da Superliga Nacional, contra o Cruzeiro, em Itabira, sábado agora, mas resta saber, primeiro, quantos ingressos o Sada/Cruzeiro vai reservar a eles - e se há esse acordo de cavalheiros. A capacidade do ginásio da terra de Carlos Drummond de Andrade é de 4,3 mil e detém a segunda melhor média de público da Superliga Nacional.

CONTINENTAL

DEPOIS DA TEMPESTADE
, a bonança. Entre os quatro primeiros colocados da principal competição brasileira de vôlei, o Montes Claros já disputa a semifinal com a vaga garantida na próxima edição da Copa América de Clubes, provavelmente entre setembro/outubro, ainda sem sede definida.

ISSO: A LIBERTADORES

A COPA AMÉRICA
é, guardada as devidas proporções, a Libertadores do Vôlei. Reúne os quatro melhores do Brasil, os três primeiros da Argentina, um do Chile, outro do Peru, da Colômbia e da Venezuela.

FINANCEIRAMENTE FALANDO

QUER MAIS
recompensas pela boa campanha logo na primeira Superliga do Montes Claros? A CBV reserva uma premiação especial em dinheiro aos times com as melhores médias de público. É uma forma de repartir a cota que recebe –sozinha - da TV para as transmissões. Com exatos 98.208 pessoas em 18 jogos na cidade, o time massacra os demais concorrentes neste quesito. A média é de 5456 por partida. (foto: Rubem Ribeiro)